CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Antigo-15846
3 pág.

CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Antigo-15846

Disciplina:Direito Civil I9.716 materiais355.204 seguidores
Pré-visualização8 páginas
pleitear 
tal indenização (art. 177 do CC/1916).

O atual Código Civil – que entrou em vigência em janeiro de 2003 – diminuiu tal prazo para três (3) anos (art. 206 § 3.°, V). 

Levando-se em conta que João ainda não intentou a competente ação, pergunta-se:

Em que ano estará consumada a prescrição da pretensão de João para cobrar tal dívida? Justifique. 

 

Caso concreto (2)

Roberto completará dezoito anos em maio de 2006. Seu pai foi condenado a pagar-lhe alimentos em fevereiro de 1995, mas nunca pagou nem sequer uma parcela. Roberto
aciona seu pai em março de 2006, visando a forçar o adimplemento de todas as prestações vencidas.

Diante disso, poderão ser cobradas todas as parcelas vencidas do seu pai, mesmo tendo em vista o longo tempo transcorrido? Justifique.

Plano de Aula: 13 - DIREITO CIVIL I

DIREITO CIVIL I

Estácio de Sá Página 2 / 3

Título

13 - DIREITO CIVIL I

Número de Aulas por Semana

Número de Semana de Aula

13

Tema

PRESCRIÇÃO

Objetivos

·         Conceituar, distinguir  e analisar os elementos da prescrição. 
·         Reconhecer as caracterı́sticas, espécies, causas e efeitos da prescrição nos negócios jurı́dicos.
·         Compreender as caracterı́sticas relacionadas  ao instituto da prescrição no atual Código Civil.
·         Elencar os prazos de prescrição.
·         Diferenciar a prescrição em face da Fazenda Pública.

l       Elencar as divergências de tratamento da prescrição no Código de Defesa do Consumidor

Estrutura do Conteúdo

1. PRESCRIÇAǂO 
Distinção e conceito. Teorias
Prescrição: conceito, elementos, fundamento e espécies
Regras gerais
Impedimento, suspensão e interrupção da prescrição 
Prazos de prescrição.
Prescrição em face da Fazenda Pública.
Prescrição no Código de Defesa do Consumidor

 
 

A EXTINÇÃO DOS DIREITOS .

Os direitos extinguem - se quando ocorrer:

·         Perecimento do objeto sobre o qual recaem, se ele perder suas qualidades essenciais ou valor econômico; se se confundir com outro modo que não possa distinguir 
(confusão, mistura de lı́quidos) se cair em local onde não se pode mais ser retirado (anel no mar);

l Alienação, que é o ato de transferir o objeto de um patrimônio a outro, havendo perda do direito para o antigo titular;
l Renúncia, que é o ato jurı́dico pelo qual o titular de um direito se despoja, sem transferi -lo a quem quer que seja;
l Abandono, que é a intenção do titular de se desfazer da coisa, porque não quer mais continuar sendo dono;
l Falecimento do titular, sendo o direito personalı́ssimo e por isso intransferı́vel;
l Abolição de uma instituição jurı́dica, como aconteceu com a escravidão;
l Confusão, se uma só pessoa se reúnem as qualidades de credor e de devedor;
l Implemento de condição resolutiva;
l Prescrição;
l Decadência.

 
PRESCRIÇAǂO
 
CONCEITOS
 
A doutrina aponta a origem do termo prescrição na palavra latina praescriptio, derivação do verbo praescribere, que signiϐica "escrever antes", na lição de Maria Helena Diniz (2002, 
v.1:335), remontando às ações temporárias do direito romano.
Segundo Sı́lvio Venosa (2003, v. 1:615), para Clóvis Bevilácqua a "Prescrição é a perda da ação atribuı́da a um direito, e de toda a sua capacidade defensiva, em conseqüência do não -
uso delas, durante um determinado espaço de tempo."
Já Pontes de Miranda leciona, de acordo com Maria Helena Diniz (2002, v. 1:336), ser a prescrição "... a exceção, que alguém tem, contra o que não exerceu, durante certo tempo, que 
alguma regra jurı́dica ϐixa, a sua pretensão ou ação."
Consoante Caio Mário (1997, v. 1:435), a prescrição é o modo pelo qual se extingue um direito (não apenas a ação) pela inércia do titular durante certo lapso de tempo.
Pelas deϐinições, já se inicia a polêmica em torno do tema. Para uns a prescrição extingue a ação, enquanto que outros, direito de ação. A ambos opõe-se o atributo jurı́dico adotado 
hodiernamente em relação à ação, como sendo um direito subjetivo público e abstrato, o que implica a não extinção da ação, tampouco do seu exercı́cio, pois, quando atendidas as 
condições da ação, o exercı́cio do direito de ação, correspondente à obtenção de uma prestação jurisdicional, é sempre possı́vel, muito embora possa ser favorável ou contrária ao 
autor.
Um marco na doutrina brasileira em relação ao tema foi a contribuição de Agnelo Amorim Filho que, em meados de 1960, publicou um artigo na Revista dos Tribunais intitulado 
Critério Cientı́ϐico para distinguir a prescrição da decadência (RT 300/8).
Na nova concepção, a prescrição extingue a pretensão, que é a exigência de subordinação de um interesse alheio ao interesse próprio. De acordo com o art.189 do Código Civil de 
2002, o direito material violado dá origem à pretensão, que é deduzida em juı́zo por meio da ação. Extinta a pretensão, não há ação. Portanto, a prescrição extingue a pretensão, 
extinguindo também e indiretamente a ação(1) .
Neste trabalho, ele toma por base a classiϐicação dos direitos desenvolvida por Chiovenda em: direitos sujeitos a uma obrigação, previstos no Código Alemão sob a denominação de 
pretensão, e direitos potestativos, em que o agente pode inϐluir na esfera de interesses de terceiro, independentemente da vontade deste, p. ex., para anular um negócio jurı́dico. Os 
primeiros são defendidos por meio de ação condenatória, pois a parte contrária deverá se sujeitar a cumprir uma obrigação; os segundos são protegidos por ação constitutiva, por 
meio da qual haverá a modiϐicação, formação ou extinção de estado jurı́dico, independentemente da vontade da parte contrária.
A partir disso, conclui que:
a) As ações condenatórias, correspondentes às pretensões, possuem prazos prescricionais(2) ;
b) As ações constitutivas, correspondentes aos direitos potestativos, possuem prazos decadenciais;
c) As ações meramente declaratórias, que só visam obter certeza jurı́dica, não estão sujeitas nem à decadência nem à prescrição, em princı́pio, sendo perpétuas, mas sujeitas a prazos 
decadenciais quando estes são previstos em lei.
São imprescritı́veis as ações constitutivas que não têm prazo especial ϐixado em lei, assim como as ações meramente declaratórias.
Tais conclusões estão de acordo com a melhor doutrina estrangeira, e vêm sendo acatadas por grande parte de nossos autores civilistas mais recentes. Também importantes 
legislações brasileiras elaboradas nos últimos anos adotam o raciocı́nio desenvolvido por Agnelo, entre eles o novo Código Civil. O Código de Defesa do Consumidor, elaborado em 
1990, também foi uma das mais importantes leis que seguiram essas teorias, no tocante ao assunto da prescrição e da decadência.
 
ESPEƵCIES
 
1. EXTINTIVA
Como o próprio nome indica, faz desaparecer direitos.
EƵ a prescrição propriamente dita, tratada no novo Código Civil, na parte geral, aplicada a todos os direitos.
 
2. INTERCORRENTE
EƵ a prescrição extintiva que ocorre no decurso do processo, ou seja, já tendo o autor provocado a tutela jurisdicional por meio da ação. Obviamente, se autor utiliza a ação para fugir à 
prescrição e, já sendo processada essa ação, o processo ϐicar paralisado, sem justa causa, pelo tempo prescricional, caracterizada está a desı́dia do autor, a justiϐicar a incidência da 
prescrição.
 
3. AQUISITIVA
Corresponde ao usucapião, previsto no novo Código Civil, na parte relativa ao direito das coisas, mais precisamente no tocante aos modos originários de aquisição do direito de 
propriedade. Está prevista também nos arts. 183 e 191 da Constituição Federal de 1988, continuando restrita a direitos reais.
Nessa espécie, além do tempo e da inércia ou desinteresse do dono anterior, é necessária a posse do novo dono.
 
4. ORDINAƵRIA
Aquela cujo prazo é genericamente previsto em lei.
No Código Civil de 1916, a prescrição