CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Antigo-15846
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ordinária era disciplinada no art. 177, já no Código Civil de 2002 o prazo genérico encontra -se previsto no art. 205, que conϐirmou a tendência 
de diminuição do prazo prescricional (de 20, 15 ou 10 anos para 10 anos), além de acabar com o tratamento diferenciado entre ações pessoais e ações reais.
 
5. ESPECIAL
Os prazos prescricionais são pontualmente previstos.
No Código Civil de 1916, a prescrição especial era tratada pelo art. 178, que muito embora se referisse expressamente à prescrição, continha alguns casos de decadência. Por sua vez 
o Código Civil de 2002 disciplina a prescrição especial no art. 206, merecendo destaque o prazo prescricional de três anos (§ 3°) relativo à pretensão de ressarcimento de 
enriquecimento sem causa (inciso IV) e à pretensão de reparação civil (inciso V).
 
ALEGAÇAǂO DA PRESCRIÇAǂO
A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição pela parte a quem aproveita, conforme dispõe o art. 193 do Código Civil de 2002. Logo, poderá ser argüida em qualquer 
fase, na segunda ou primeira instância, mesmo que não levantada na contestação. Porém, se não alegar de imediato, ao réu não caberá honorários advocatı́cios em seu favor, ex vi art. 
22 do Código de Processo Civil.
A regra geral comporta exceções. Na fase de liquidação da sentença é inadmissı́vel a alegação de prescrição, que deve ser objeto de deliberação se argüida na fase cognitiva do 
processo. A prevista no art. 741, inciso VI, do Código de Processo Civil, que pode ser alegada mesmo na fase de execução, é a prescrição superveniente à sentença. Tampouco é 
admissı́vel a alegação em sede de recurso especial ou extraordinário, ou em ação rescisória, se não foi suscitada na instância ordinária por total falta de prequestionamento.
A prescrição só poderá era argüida pelas partes, exceto se for reconhecida no interesse de absolutamente incapazes(3) , quando poderá fazê - lo o juiz, de ofı́cio. O ministério público, 
em nome do incapaz ou dos interesses que tutela, e o curador da lide, em favor do curatelado, ou o curador especial, também poderão invocar a prescrição. Entretanto o ministério 
público não poderá argüi -la, em se tratando de interesse patrimonial, quando atuar como fiscal da lei(4) .
 
IMPEDIMENTO, SUSPENSAǂO E INTERRUPÇAǂO
As causas que impedem ou suspendem estão elecandas nos arts. 197 a 201 e as que interrompem nos arts. 202 a 204, todos do Código Civil de 2002. E aplicam -se tanto à prescrição 
extintiva, quanto à aquisitiva.
Discute -se se estes prazos são taxativos ou enunciativos. A maioria entende serem enunciativos, pois a força maior, o caso fortuito e a negligência judicial não podem interferir 
prejudicando o direito de outrem, tais como o preso por inundação que não propõe a ação a contento, a desı́dia do escrivão.
 
IMPEDIMENTO E SUSPENSAǂO
Ambos fazem cessar, temporariamente, o curso da prescrição. Uma vez desaparecida a causa de impedimento ou da suspensão, a prescrição retoma seu curso normal, computado o 
tempo anteriormente decorrido, se este existiu.
Nos casos de impedimento, mantém -se o prazo prescricional ı́ntegro, pelo tempo de duração do impedimento, para que seu curso somente tenha inı́cio com o término da causa 
impeditiva. Nos casos de suspensão, nos quais a causa é superveniente ao inı́cio do decurso do prazo prescricional, uma vez desaparecida esta, o prazo prescricional retoma seu 
curso normal, computando-se o tempo veriϐicado antes da prescrição.
O estatuto civil não faz distinção entre impedimento e suspensão, que é feita pela doutrina. Ou preexiste ao vencimento da obrigação o obstáculo ao inı́cio do curso prescricional, e o 
caso será de impedimento, ou se esse obstáculo surge após o vencimento da obrigação e durante a ϐluência do prazo, ocorrendo nessa hipótese a suspensão da prescrição.
Certas pessoas, por sua condição ou situação fática, estão impedidas de agir.
Segundo o art. 197 do Código Civil de 2002, não corre a prescrição entre cônjuges na constância da sociedade conjugal; entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar; 
entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela. Estão presentes a conϐiança e a amizade.
Não corre a prescrição, ainda, contra todos na condição suspensiva, estando o prazo ainda vencido, pendendo evicção, conforme o art. 199 do Código Civil de 2002.
 
INTERRUPÇAǂO
Em relação à interrupção da prescrição, que se dará apenas uma única vez, de acordo com o art. 202 do Código Civil de 2002, quando houver qualquer comportamento ativo do 
credor, destacando-se que a citação válida interrompe a prescrição, não mais se considerando interrompida a partir da propositura da ação, mas sim retroagindo ao despacho do juiz 
que ordenar a citação.
Tal modiϐicação acabou com a alegação de prescrição intercorrente quando na demora da citação quando a própria parte não dera causa. Portanto agora, o simples despacho, ou como 
muitos entendem à luz do art. 219, § 1º do Código de Processo Civil, a distribuição protocolar, é suϐiciente para interromper a prescrição.
Agora, se o juiz demora a despachar a inicial e operara-se a prescrição, não poderá ser alegada, conforme súmula 106 do STJ. A opção do art. 202, parágrafo único, do Código Civil de 
2002, quando possı́vel, será veriϐicada em favor do devedor.
 
PRESCRIÇAǂO EM FACE DA FAZENDA PUƵBLICA.
 
A prescrição para cobrança dos créditos ativos da Fazenda Pública, frente ao particular, a que também se submetem quaisquer direitos e ações, inclusive de titularidade de entidades 
paraestatais, tem sido invocada com base no Decreto nº. 20.910, de 6 de janeiro de 1932, verbis, cuja incidência foi estendida para alcançar fundações e outros entes, pelo Decreto-Lei
nº. 4.597/42:

"As dı́vidas passivas da União, dos Estados e dos Municı́pios, bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda Federal, estadual ou municipal , seja qual for sua 
natureza, prescrevem em 5 (cinco) anos, contados da data do ato ou fato do qual se originarem."

 
Controvertem renomados juristas, a respeito do tema, considerando ora a imprescritibilidade dessas ações, com fundamento no artigo 37, § 5º., da Constituição Federal de 1998, ora 
admitindo a regra geral do artigo 177, Código Civil Brasileiro, dispondo sobre prescrição vintenária para ações pessoais e decenal para as ações reais, ora, invocando o princı́pio da 
isonomia, considerando a prescrição qüinqüenal das dı́vidas passivas da Fazenda Pública exigı́vel contra esta.
 
PRESCRIÇAǂO NO COƵDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
 
Os prazos prescricionais referem -se à pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista no mesmo CDC. 
 
Esclarece Arruda Alvim (Código Do Consumidor Comentado; 2. ED. rev. e ampl.; Revista dos Tribunais; 1995): "O objeto da reclamação é substancialmente diferente do pedido de 
reparação de danos." A reclamação é exclusiva do vı́cio, a reparação se prende as perdas e danos, fato do produto ou do serviço. 
 
Fato do produto é todo e qualquer dano, podendo este ser oriundo de um vı́cio, que, por sua vez traz em si, intrı́nseco, uma potencialidade para produzir dano. Assim, caso o vı́cio 
não cause dano, correrá para o consumidor o prazo decadencial, para que proceda a reclamação, vindo a causar dano (hipóteses do art. 12), deve se ter em mente o prazo qüinqüenal, 
sempre que se quiser pleitear indenização.
 
A posição de alguns doutrinadores estudados é no sentido de que se o consumidor tiver sido prejudicado, poderá haver perdas e danos (além da reclamação pelo vı́cio) e estas, 
apesar de originadas no próprio vı́cio do produto ou do serviço, não necessitam integrar a reclamação, ϐicando sujeitas o prazo prescricional ϐixado, em lei para estas, pois se 
constituem as perdas e os danos, em sentido lato, o fato