CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Antigo-15846
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CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Antigo-15846

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do produto ou serviço, abrangendo o que o consumidor perdeu e o que deixou de ganhar em razão do vı́cio
 
Arruda Alvim (Código Do Consumidor Comentado; 2. ED. rev. e ampl.; Revista dos Tribunais; 1995) esclarece, no entanto, que: não há diferença entre os danos advindos de vı́cio do 
produto e o fato do produto. A interpretação diversa, ainda segundo ele, levaria a entender que a indenização pelo vı́cio, restaria à margem das leis de consumo, e que sua prescrição 
se regeria pelo direito comum (15 dias CC, 10 dias Ccom havendo rescisão, ou 20 por ação pessoal, no caso de não se dar a rescisão contratual). Continua: "O vı́cio do produto ou do 
serviço e sua sanação recebe um tratamento jurı́dico que não é dispensado ao dano; este importa em fato do produto ou do serviço. Nada obsta a que um produto ou serviço seja 
viciado e que, este vı́cio ocasione prejuı́zo, devendo este ser considerado como fato." 
 
Entendemos a propósito dessa discussão que fazer esta distinção entre fato do produto ou serviço e dano decorrente do vı́cio é supérϐlua até mesmo para negá-la. Qualquer perda ou
dano implica em fato do produto ou do serviço, que vem a ser precisamente o dano resultante do vı́cio.
 
William Santos Ferreira (Prescrição e Decadência no Código de Defesa do Consumidor, Revista de Direito do Consumidor, n 10, p 77 a 96, abril/junho, 1994), faz observação 
relevante ao observar que quando falamos do direito à incolumidade fı́sica-psı́quica do consumidor falamos de direito não sujeito à decadência. Temos então que a prescrição tem 
inı́cio com o nascimento da pretensão. Da lesão ou violação de um direito faz nascer a ação. Ora, o direito a vida, segurança, saúde nunca deixaram de existir, ao haver o dano, este 
implica em direito resistido, enseja ação e enseja também a prescrição decorrente.
 
Termo Inicial
 
A partir do momento do conhecimento do dano ou de sua autoria. Isto é, a partir do momento em que se conheça o dano e possa -se relacioná -lo com o defeito do produto ou do
serviço. Conhecimento dos efeitos do dano, não é conhecimento do dano, necessário que o consumidor tenha consciência de que aquilo que observa é, de fato, um dano, já que tal 
ilação pode não ser imediata em todos os casos.
 
Quanto à identiϐicação do autor, o comerciante é responsável subsidiário. Inexistindo informação sobre fabricante, construtor, produtor ou importador, bem como quando o fato se 
deve exclusivamente ao comerciante. será diretamente responsável nos casos previstos no art. 13. Nada impede que o consumidor descobrindo demais fornecedores, venha ajuizar 
ação já que só a contar deste conhecimento individualizado terá inı́cio o prazo prescricional. Poderá o consumidor demandar um ou mais dentre os responsáveis (solidariedade 
legal). A propositura de ação contra um não libera os demais. Liberação que só ocorre se houver o pagamento integral.
 
No ajuizamento de ações coletivas: a citação válida interrompe a prescrição, que correrá novamente apenas da intimação da sentença condenatória, esta interrupção aproveita ao 
consumidor individualmente no ajuizamento da ação singular.
 
. Causas Impeditivas, Suspensivas e Interruptivas
 
O parágrafo único prevendo interrupção foi vetado. Regerá portanto a matéria a disciplina do art. 172 e ss. do Código Civil, fonte subsidiária do Direito do Consumidor.

 
Nome do livro: Curso de Direito Civil vol.1 Parte Geral - ISBN - EAN-13: 9788530927929
Nome do autor: NADER, Paulo
Editora: Forense
Ano: 2009.
Edição: 6a
Nome do capítulo: Prescrição e Decadência
N. de páginas do capítulo : 19

Aplicação Prática Teórica

Os conhecimentos apreendidos serão de fundamental importância para a reϐlexão teórica envolvendo a compreensão necessária de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto fenômeno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relações de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicação dos casos 
concretos, a saber:
 

Caso concreto (1):

 

Em julho de 2000, o veículo de João estava estacionado corretamente na margem direita de uma tranqüila rua de sua cidade, quando foi abalroado por um caminhão em alta 
velocidade e cujo motorista estava alcoolizado. Na época, estava em vigência o Código Civil de 1916, que estipulava um prazo prescricional de vinte (20) anos para pleitear 
tal indenização (art. 177 do CC/1916).

O atual Código Civil – que entrou em vigência em janeiro de 2003 – diminuiu tal prazo para três (3) anos (art. 206 § 3.°, V). 

Levando-se em conta que João ainda não intentou a competente ação, pergunta-se:

Em que ano estará consumada a prescrição da pretensão de João para cobrar tal dívida? Justifique. 

 

Caso concreto (2)

Roberto completará dezoito anos em maio de 2006. Seu pai foi condenado a pagar-lhe alimentos em fevereiro de 1995, mas nunca pagou nem sequer uma parcela. Roberto
aciona seu pai em março de 2006, visando a forçar o adimplemento de todas as prestações vencidas.

Diante disso, poderão ser cobradas todas as parcelas vencidas do seu pai, mesmo tendo em vista o longo tempo transcorrido? Justifique.

Plano de Aula: 13 - DIREITO CIVIL I

DIREITO CIVIL I

Estácio de Sá Página 3 / 3