- CURSO DELEGADO - Inquérito e provas - PROF. ANDREUCCI

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Disciplina:Direito Processual Penal I1.977 materiais42.096 seguidores
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revelam probabilidade e não certeza. São insuficientes para a condenação, em razão do princípio in dúbio pro reo. Todavia, é suficiente para que medidas cautelares sejam tomadas, como por exemplo, a decretação da prisão preventiva.

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EM RAZÃO DO SUJEITO
reais: são as provas que consistem em coisa externa e distinta da pessoa (ex: arma, lugar do crime, cadáver).

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EM RAZÃO DO SUJEITO
pessoais: são as provas realizadas através da narração do que se sabe, feita por uma pessoa (ex: interrogatório, testemunhos).

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EM RAZÃO DA FORMA
Testemunhal: é resultante do depoimento prestado por sujeito estranho ao processo, sobre fatos de seu conhecimento pertinentes ao litígio.

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EM RAZÃO DA FORMA
Documental: é produzida por meio de documentos.

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EM RAZÃO DA FORMA
Material: é obtida por meio químico, físico ou biológico (Ex.: exames, vistorias, corpo de delito etc).

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MEIOS DE PROVA
São as coisas ou ações utilizadas pelas partes para demonstrar a verdade de um fato.
No processo penal, em razão do princípio da verdade real, não há limitação dos meios de prova (princípio da liberdade probatória).

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MEIOS DE PROVA
Esse princípio não é absoluto, uma vez que o artigo 155 do CPP determina que somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições à prova estabelecidas pela lei civil.

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ÔNUS DA PROVA
É a faculdade que a parte tem de demonstrar a real ocorrência do fato que alegou em seu interesse.
O art. 156, 1ª parte, do CPP dispõe que a prova da alegação incumbirá a quem a fizer.
Cabe ao órgão da acusação provar a existência do fato e a sua autoria pelo acusado.

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ÔNUS DA PROVA
Cabe à defesa provar os fatos que alegar em seu beneficio (ex: causa excludente de antijuridicidade, causas excludentes de culpabilidade, circunstâncias atenuantes).
Segundo o art. 156, 2ª parte, CPP, o juiz poderá determinar, de ofício, provas para esclarecer dúvida relevante.

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MOMENTOS DA PROVA
Para a acusação:
Para a acusação as provas devem ser requeridas por ocasião do oferecimento da denúncia ou da queixa, prevendo a lei, ainda, que poderão ser requeridas também na fase do art. 499 do CPP (fase de diligências complementares que ocorre no rito ordinário).

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MOMENTOS DA PROVA
Para a defesa:
Para a defesa as provas devem ser requeridas na defesa prévia, podendo, ainda, ser requeridas na fase das diligências complementares (art. 499 do CPP).

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INDEFERIMENTO
O indeferimento, pelo juiz, das provas requeridas pelas partes é irrecorrível, pois não se trata de decisão definitiva.
Em eventual apelação da sentença desfavorável poderá ser argüida, em preliminar, a nulidade do processo por cerceamento da defesa ou da acusação.

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SISTEMAS DE APRECIAÇÃO DAS PROVAS
Sistema da certeza moral do juiz (ou da íntima convicção): a lei nada diz sobre o valor das provas. A decisão funda-se na certeza moral do juiz, que decide sobre o seu valor.
É o sistema que vigora no Brasil no Tribunal do Júri – os jurados não precisam motivas sua decisão.

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SISTEMAS DE APRECIAÇÃO DAS PROVAS
Sistema tarifado (sistema da prova legal, da certeza moral do legislador, da verdade legal ou da verdade moral): a lei impõe ao juiz certos preceitos que atribuem à prova o seu valor. Neste sistema o juiz não tem qualquer liberdade de apreciação valorativa.

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SISTEMAS DE APRECIAÇÃO DAS PROVAS
Sistema da livre convicção (ou do livre convencimento motivado ou da persuasão racional): o juiz aprecia livremente prova, não estando vinculado a critérios fixados pela lei, possuindo liberdade de valoração.
Todavia, o juiz precisa fundamentar sua decisão.
É o sistema adotado pelo nosso CPP. Art. 157: “o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova”.

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PRINCÍPIOS APLICÁVEIS ÀS PROVAS
princípio da auto-responsabilidade: no processo penal as partes arcam com as conseqüências de sua inação.

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PRINCÍPIOS APLICÁVEIS ÀS PROVAS
princípio da audiência contraditória: toda produção de prova por uma das partes permite a contraprova pela outra. As partes devem ter conhecimento das provas produzidas por uma parte para que possam contraditá-la.

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PRINCÍPIOS APLICÁVEIS ÀS PROVAS
princípio da aquisição ou comunhão da prova: a prova não pertence à parte que a produziu, podendo servir a ambas as partes.

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PRINCÍPIOS APLICÁVEIS ÀS PROVAS
princípio da publicidade: a prova, como ato processual que é, é pública, como regra. Excepcionalmente terá publicidade restrita (somente para as partes) quando configurar segredo de justiça.

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 PROVA PERICIAL
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PERÍCIA
Perícia: é o exame realizado por pessoa que tem determinados conhecimentos específicos acerca dos fatos relacionados ao crime, tendo a função de comprová-los.

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PERITO
Perito: é a pessoa que realiza o exame. É o auxiliar da justiça que tem a função de fornecer ao juiz dados instrutórios de ordem técnica, auxiliando o julgamento da causa.

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PERITOS OFICIAIS
Os exames de corpo de delito e as outras perícias serão feitos por dois peritos oficiais.
Os peritos oficiais não precisam ser nomeados pelo juiz, nem precisam prestar compromisso de bem e fielmente exercer suas funções, valendo o compromisso prestado quando da investidura no cargo.

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PERITOS LOUVADOS
Não havendo peritos oficiais, o exame será realizado por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior, escolhidas, de preferência, entre as que tiverem habilitação técnica relacionada à natureza do exame.
Os peritos não oficiais prestarão compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo.

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LAUDO PERICIAL
Laudo: é o resultado da perícia. Art. 160 do CPP: “Os peritos elaborarão o laudo pericial, onde descreverão minuciosamente o que examinarem, e responderão aos quesitos formulados”.

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QUESITOS
Quesitos: são perguntas pertinentes à perícia e que versam sobre pontos a serem esclarecidos. Art. 176: “A autoridade e as partes poderão formular quesitos até o ato da diligência”.

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PRAZO
Prazo: 10 dias, prorrogáveis Art. 160, par. único do CPP: “O laudo pericial será elaborado no prazo máximo de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado, em casos excepcionais, a requerimento dos peritos”.

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ASSISTENTE TÉCNICO
Assistente técnico: no processo penal não há a figura do assistente técnico.

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APRECIAÇÃO DO LAUDO
Existem 2 sistemas:
a) vinculatório: o juiz fica adstrito ao laudo, ou seja, está obrigado a aceitá-lo.
b) liberatório: o juiz tem a liberdade de aceitar ou não o laudo. É o sistema adotado pelo nosso CPP, no artigo 182: “o juiz não ficará adstrito ao laudo, podendo aceitá-lo ou rejeitá-lo, no todo ou em parte”.

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CORPO DE DELITO
Corpo de Delito: é o conjunto de vestígios deixados pelo crime, ou seja, são todas as alterações causadas pelo delito. O corpo de delito comprova a existência do fato criminoso (é a materialidade do crime).

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CORPO DE DELITO
Nem todo delito deixa vestígios.
Existem delitos transeuntes e delitos não transeuntes.
Delitos transeuntes são os que não deixam vestígios.
Delitos não transeuntes, por sua vez, são os que deixam vestígios.
Sempre que a infração deixar vestígios,
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