Aulas de Geologia 2012

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sedimentares está dentro dos limites da bacia sedimentar, o que cabe a designação de intraclásticos.

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Classificação geral das rochas sedimentares a partir das características de transporte

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 CLASSIFICAÇÃO DAS PARTÍCULAS SEDIMENTARES

Rudáceo (do latim rude, grosso) – refere-se a granulação de cascalho.
Arenáceo (do latim arena) – grãos de dimensões de areia.
Lutáceo ( do latim luto, massa fina e plástica) – para materiais finos, constituídos predominantemente de argila.

 Os termos de etimologia latina tem equivalência com outros termos, de origem grega: psefítico, psamítico e pelítico.

Para referir-se às rochas sedimentares utiliza-se os termos rudito, arenito e lutito ou psefito, psamito e pelito.

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4.5 - ROCHAS METAMÓRFICAS
ORIGEM

São rochas que sofreram transformações nas configurações estruturais, texturais e mineralógicas em razão de mudanças nas condições de pressão e/ou temperatura.

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 SIGNIFICADO DO METAMORFISMO EM GEOLOGIA
“É um conjunto de processos pelos quais uma determinada rocha é transformada, através de reações que se processam no estado sólido, em outra rocha, com características distintas daquelas que ela apresentava antes da atuação do metamorfismo. estas modificações implicam mudanças na estrutura, textura, composição mineralógica ou mesmo na composição química da rocha” (Teixeira, w. et al. 2000).

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As transformações ocorrem sob condições físicas e químicas diferentes das que prevaleceram durante a formação das rochas originais.

As rochas a partir das quais originaram-se as rochas metamórficas são chamadas de protólitos.

A ação do intemperismo não se enquadra como metamorfismo.

As reações sob condições de alta temperatura nas quais se verifica a fusão total das rochas, não são tidas como metamorfismo.

Processos diagenéticos (baixa temperatura) e o início da fusão total das rochas (alta temperatura) delimitam o campo dos processos metamórficos (Figura 01).

A recristalização metamórfica ocorre nas rochas no estado cristalino (sólido) (Figura 02)

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Campos do processo metamórfico
FIGURA 01 – O campo do metamorfismo em diagrama P x T . O asterístico indica condições de P mais elevada registrada em rochas exposta à superfície da Terra. Fonte:Teixeira, W. et al., 2000.

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Recristalização metamórfica
FIGURA 02 – Recristalização metamórfica em rocha sedimentar arenosa (arenito): a) textura original da rocha sedimentar, b) quartzito resultante da recristalização de arenito. Fonte: Teixeira, W. et al., 2000.

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Onde são geradas as rochas metamórficas?
 Em geral, os processos metamórficos ocorrem associados aos processos tectônicos. Os locais mais importantes são:

As margens continentais convergentes onde se desenvolvem as grandes cadeias de montanhas: cordilheira dos Andes, Montanhas Rochosas e o Himalaia, ou os arcos de ilhas (arquipélago do Japão) Figura 03.
Nas proximidades das dorsais meso-oceânicas.
Ao redor de corpos ígneos intrusivos.
Ao longo de zonas de falhas.
Nas crateras de impacto de meteoritos.

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FIGURA 03 – Processos colisionais: a) crosta oceânica com crosta oceânica; b) crosta continental com crosta oceânica e; c) crosta continental com crosta continental.

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 Processos tectônicos são responsáveis pelas modificações nas condições físico-químicas dos ambientes originais de formação das rochas (protólitos)  re-equilíbrio das rochas via mudanças na:

Composição mineralógica  formação de novos minerais

Estrutura  formação de novas estruturas;

Textura  formação de novas texturas.

Os parâmetros físico-químicos mais importantes do metamorfismo de rochas são: pressão e temperatura.

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Tipos de metamorfismo
 De acordo com o(s) fator (es) predominante(s) neste processo podemos definir os seguintes tipos principais de metamorfismo:

Metamorfismo regional ou dínamo-termal;
Metamorfismo termal ou de contato
Metamorfismo dinâmico ou cataclástico
Metamorfismo de soterramento
Metamorfismo hidrotermal
Metamorfismo de fundo oceânico
Metamorfismo de impacto

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Metamorfismo regional ou dínamo-termal (4a)
Abrange extensas regiões e alcança níveis profundos da crosta terrestre;
Relaciona-se aos cinturões orogênicos nos limites das placas convergentes (figura 03);
As transformações metamórficas se processam mediante a ação combinada da temperatura, pressão litostática e pressão dirigida durante um longo período de tempo (da ordem de milhões de anos);
Intenso fluxo de calor, cujo gradiente geotérmico pode chegar a 60º C/km;
As rochas originais (protólitos) são intensamente dobradas, fraturadas e recristalizadas  formação de novas assembléias minerais, estruturas e texturas;
As rochas resultantes deste tipo de metamorfismo são: ardósia, filito, xistos, gnaisses, anfibolitos, granulitos, migamatitos.
Responsável pela formação da maioria das rochas metamórficas existentes na crosta terrestre.

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FIGURA 04 – Tipos de metamorfismo: a) Metamorfismo regional ou dínamo-termal; b) metamorfismo termal ou de contato; c) Metamorfismo dinâmico ou cataclástico; d) Metamorfismo de soterramento; e) Metamorfismo hidrotermal; f) Metamorfismo de fundo oceânico, g) Metamorfismo de impacto. (fonte: Teixeira,W. et al., 2000).

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Metamorfismo termal ou de contato (4b)
Este tipo de metamorfismo ocorre pela ação de temperatura elevada, com pouca ou nenhuma participação de esforços preferenciais (pressão dirigida).
Desenvolve-se nas rochas encaixantes próximas do contato com intrusões magmáticas.
A extensão do metamorfismo depende da natureza do magma, das dimensões do corpo intrusivo (diques ou sills) e da profundidade das intrusões
Intrusões de pequena extensão formam aureolas centimétricas, enquanto que intrusões da ordem de alguns quilômetros podem afetar algumas centenas de metros.
O metamorfismo termal ocorre de forma mais pronunciada em profundidades relativamente próximas à superfície da crosta (maior gradiente térmico); intrusões mais profundas geram pequena diferença de temperatura entre o magma invasor e a rocha encaixante (menor gradiente térmico).

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As auréolas de metamorfismo geralmente apresentam um zoneamento mineralógico (estrutura concêntrica) em razão da variação da temperatura: assembléias minerais de alta temperatura e minerais anidros (piroxênios, wollastonita e andalusita) nas proximidades do corpo intrusivo; associações minerais de baixa temperatura e minerais hidratados (anfibólio, micas e calcita) nas porções mais afastadas do corpo intrusivo.

A recristalização durante o metamorfismo termal resulta em uma textura entrelaçada em mosaico conhecida como hornfelsica e a rocha metamórfica é o hornfels.

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Metamorfismo cataclástico ou dinâmico (fig. 4c)
O metamorfismo cataclástico ocorre por deformação mecânica das rochas (cataclase) graças a ação da pressão dirigida, que causa intensa movimentação e ruptura da crosta terrestre.

Ocorre sob a forma de faixas longas e estreitas em zonas de falha ou de cisalhamento.

A energia mecânica produz intensa fragmentação das rochas, reduzindo a granulação em escalas diversas e deformação de intensidade variável.

As estruturas planares são formadas por cisalhamento e alinhamento de fragmentos da rocha original.

Os minerais da rocha preexistente mostram efeito da intensa deformação plástica e severa fragmentação.

Diversos tipos de rochas cataclásticas podem ser reconhecidos de acordo com as dimensões dos fragmentos e graus de recristalização: brechas de atrito (brechas cataclásticas); milonitos e pseudotaquilitos (ultramilonitos).

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Brechas de atrito (brechas cataclásticas) – são compostas de materiais triturados, com fragmentos angulares de rochas, cujas dimensões variam de 1 milímetro a 1 metro. São levemente recristalizados, enquanto que a foliação e a lineação são moderadamente desenvolvidas;

Milonitos – são rochas que resultaram de intensa fragmentação, cujos fragmentos minerais situam-se entre 0,01 e 0,1 milímetro. Tanto a foliação quanto a lianeação são bem desenvolvidas em rochas miloníticas;

Pseudotaquilitos (ultramilonitos) – caracterizam-se como materiais rochoso