Aulas de Geologia 2012

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pode ser classificada nos seguintes tipos: proeminente ou excelente; perfeita e indistinta.
Excelente: quando o plano de clivagem pode ser obtido por simples pressão de dedos.
Perfeita: quando, para se obter a clivagem, é necessária uma ligeira percussão.
Indistinta: quando não há diferenciação entre o plano de clivagem e uma superfície de fratura.

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Fratura – Superfície de ruptura de um mineral, independente do plano de clivagem, podendo ser do tipo concoidal ou conchoidal; irregular e desigual.
Dureza – Resistência oferecida pelo mineral ao risco ou abrasão. É medida pela resistência que o mineral oferece ao risco por outro mineral ou por outro objeto qualquer, que pode ser a unha, lâmina de aço comum, aço de alta dureza, vidro. A dureza de minerais é classificada dentro de uma escala que varia de 1 a 10, sendo que o mineral mais mole equivale a dureza 1 e o mais duro igual a dureza 10. A dureza de minerais é obtida a partir de uma escala denominada Escala Relativa de Mohs, a qual tem como padrão de dureza 10 minerais, a saber: 1 – talco; 2 – gipsita; 3 – calcita; 4 – fluorita; 5 – apatita; 6 – ortoclásio; 7 – quartzo; 8 – topázio; 9 – coríndon; 10 – diamante

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Algumas características de dureza de minerais
Durezas até 2,5 – riscam com a unha;
Durezas até 5,5 – podem ser riscados com o vidro;
Durezas até 5,5 – riscados com uma lâmina de aço;
Durezas até 6,0 – riscados com uma lâmina de aço especial;
Durezas entre 6,0 e 7,5 - riscam o vidro
Durezas entre 8 e 10 – cortam o vidro
O mineral de dureza 10 é cerca de 140 vezes mais duro do que o de dureza 9.

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Tenacidade – Resistência que os minerais oferecem à flexão, ao esmagamento, ao corte etc. Desse modo, os minerais podem apresentar algumas propriedades, tais como: flexibilidade, maleabilidade, ductibilidade, sectibilidade.
Os minerais quanto a propriedade de flexibilidade podem ser de dois tipos: minerais elásticos e plásticos. Minerais que apresentam esta propriedade pertencem ao grupo das micas.
Minerais elásticos - São aqueles capazes de sofrer flexão sob ação da pressão de dedos, porém, quando cessa a pressão deformadora voltam a sua forma original (desde que a pressão não leve a ruptura do mineral). Exemplos: muscovita e lepidolita;
Minerais plásticos - São aqueles que ao sofrerem flexão, não voltam à sua forma original. Exemplos: talco e vermiculita.

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Minerais friáveis - São os que oferecem baixa resistência ao esmagamento, portanto são facilmente pulverizados por percussão. Como exemplo podemos citar a calcita e a galena.
Minerais sécteis - São aqueles que podem ser cortados com uma lâmina de aço. A gipsita, a muscovita e o talco são exemplos de minerais sécteis.
Minerais maleáveis - São aqueles que, sob percussão, adquirem a forma de folha. Como exemplos de minerais maleáveis citam-se o ouro nativo (ouro em pepita), o cobre nativo e a prata nativa.

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Magnetismo – Alguns minerais que contém ferro são atraídos pelo imã. Os dois únicos minerais magnéticos são a magnetita (Fe3O4) e a pirrotita (Fe1-xS). Os minerais diamagnéticos são repelidos e os paramagnéticos são atraídos pelo imã. Os que são fortemente atraídos pelo imã são chamados de ferromagnéticos (magnetita).

Peso específico – Corresponde ao peso do mineral em relação ao peso de igual volume de água:

Peso específico = Peso do mineral no ar : peso do mineral no ar – peso do mineral imerso em água.

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Principais minerais formadores de rochas
Abundância dos elementos na Terra

Cerca de 10 elementos químicos estão presentes em maior abundância na crosta terrestre, totalizando 99% da sua composição: oxigênio (46,6%), silício (28,2%), Al (8,2%), Fe (5,6%), Ca (4,2%), além do Na, K, Mg, Ti, P. Embora sejam conhecidas cerca de 2.000 espécies minerais na Terra, são poucos os minerais formadores de rochas.

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GRUPOS MINERALÓGICOS
SILICATOS

Constituem uma classe mineralógica, na qual apresentam o íon Si+4 situado entre 4 íons de O-2, compondo um arranjo tetraédrico (SiO4)-4. O alumínio (Al+3), não só substitui em parte o silício neste arranjo, como também os cátions Fe+3 e Mg+2. O restante da estrutura dos silicatos é formado por cátions de outros elementos comuns (Na+, K+, Ca+2 etc.), moléculas de água ou íons hidroxila.

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NESOSSILICATOS

 São minerais que contém tetraedros (SiO4)-4 independentes ligados por cátions de Fe, Mg, etc.
 Os principais minerais formadores de rochas desta subclasse são os do grupo da olivina, além de minerais acessórios importantes como a granada, o zircão, a titanita.

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A olivina é um mineral que ocorre principalmente em rochas ígneas básicas e ultrabásicas. Sua alteração hidrotermal produz a serpentina e óxidos de Fe na forma de mineral magnetita ao longo de planos de fraturas.

A granada é um mineral característico de rochas metamórficas (xistos e gnaisses), sendo também encontrada em rochas ígneas ultabásicas e graníticas. Sua alteração produz o mineral clorita e hidróxidos de ferro (limonita).

A titanita é o mineral acessório muito comum em rochas ígneas plutônicas ácidas e intermediárias. Sua alteração produz o leucoxênio (polimorfos de TiO2 - rutilo e anatásio).

O zircão é o mineral acessório comum em rochas plutônicas, sendo também encontrado em rochas sedimentares detríticas, constituindo um dos chamados minerais pesados. Praticamente não se altera em condições atmosféricas.

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INOSSILICATOS
 Minerais desta subclasse contém unidades teraédricas ligadas por oxigênios em comum, formando cadeias simples (Si2O6)-4 ou duplas ((Si4O11)-6. Os inossilicatos formadores de rochas reúnem-se em dois grupos principais: do piroxênio e do anfibólio.

 Os piroxênios são silicatos anidros de cadeias teraédricas simples. Cristalizam-se no sistema monoclínico (augita e o diopsídio) e ortorrômbico (hiperstênio). Sua clivagem se caracteriza por apresentar duas direções formando ângulo entre elas de 87º.

Augita – Especialmente abundante em rochas ígneas básicas (gabros e basaltos) e ultrabásicas (piroxenitos). O diopsídio é mais comum em rochas metamórficas (rochas calcossilicáticas). A alteração hidrotermal destes minerais produz a clorita, serpentina, talco e óxidos de ferro.

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	Hiperstênio - Presente em rochas ígneas básicas (gabros) e ultrabásicas (piroxenitos). É um mineral pouco abundante, mas característico em rochas metamórficas do grupo dos charnockitos. Sua alteração produz clorita, serpentina, talco e óxidos de ferro.

 Os anfibólios são silicatos hidratados de cadeias tetraédricas duplas. Sua principal característica é apresentar duas clivagens prismáticas, em duas direções segundo um ângulo de 124º.

	Hornblenda – Mineral muito comum em rochas ígneas, especialmente nos dioritos e menos freqüente nos granitos. Em rochas metamórficas, é abundante nos anfibolitos e menos nos gnaisses. Sua alteração hidrotermal origina clorita e carbonato. Por intemperismo altera-se em argilominerais e óxidos de ferro.

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FILOSSILICATOS

 São minerais que possuem suas unidades tetraédricas em folhas, onde cada tetraedro é ligado a outros 3 por oxigênios em comum. Uma série de cadeias duplas, formadas por unidades aniônicas [(Si, Al)2 O5]-2 se repete indefinidamente em duas direções. Os minerais desta subclasse apresentam o hábito foliáceo, com direção principal de clivagem segundo o plano das folhas tetraédricas. São representantes desta subclasse os minerais do grupo das micas, os argilominerais e outros filossilicatos de alteração.

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 Dentre os minerais do grupo das micas, dois tipos são os mais comuns: a muscovita e a biotita.

	Muscovita – caracteriza-se como a mica mais comum e importante das rochas metamórficas (gnaisses, xistos e quartzitos). Presente também em rochas ígneas, principalmente nos pegmatitos. A sericita é uma muscovita fina, de coloração prateada e brilho sedoso, derivada da alteração (intemperismo) de alumossilicatos (feldspatos, nefelina e outros). Por intemperismo pode se alterar em caulinita ou gibbsita.

	Biotita – Comumente encontrada em rochas ígneas ácidas (granitos e riolitos)