Aulas de Geologia 2012

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e intermediárias (sienitos, traquitos, dioritos e andesitos) e em rochas metamórficas (xistos e gnaisses). Altera-se em clorita. Por intemperismo, pela perda de álcalis dá origem a vermiculita e passa para coloração marrom a amarelo-dourada e, quando aquecida, se desfolha.

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 Os argilominerais (filossilicatos secundários) apresentam íons de O-2 e OH- que desempenham um papel importante na configuração geral da estrutura, podendo construir elementos estruturais, tetraedros e octaedros, dispostos em camadas alternadas.
 Os argilominerais são formados pela alteração intempérica de outros minerais, como os feldspatos (comumente alterados para caulinita), olivina, piroxênio e anfibólios, além do vidro vulcânico. As espécies mais comumente encontradas são a caulinita, a montmorilonita e a illita.

	Caulinita – De uma forma geral está presente em rochas sedimentares argilosas (pelíticas) e na fração argila do solo. É resultante da alteração intempérica de silicatos de alumínio (feldspatos e micas). Possui propriedade de ser refratária e não expansiva, de amplo emprego industrial.

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	Montmorilonita – Da mesma maneira que a caulinita, a montmorilonita está presente rochas sedimentares detríticas (pelitos), nos solos e quase que exclusivamente em basaltos alterados. Origina-se da alteração intempérica de silicatos de alumínio e ferro magnesianos (máficos). Em meio aquoso, caracteriza-se pela expansão graças a adsorção de moléculas de água entre as cadeias tetraédricas.

	Illita – Caracteriza-se como um grupo de argilomineral de composição e estrutura intermediária entre a muscovita e a montmorilonita. Presente em folhelhos marinhos. Também é conhecida como hidromica.

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 OUTROS FILOSSILICATOS
	Clorita – Presente em quase todos os tipos de rochas, especialmente em rochas metamórficas do tipo cloritaxistos, nas quais é um constituinte importante. Provém da alteração da biotita, piroxênios, anfibólios, granadas e olivina. Possui comportamento de argilomineral quando se apresenta com granulação muito fina.

	Serpentina – Presente em rochas metamórficas (serpentinito). Origina-se da alteração hidrotermal de rochas ultrabásicas ricas em silicatos magnesianos (olivina e piroxênio). A variedade de hábito fibroso (crisotila) é flexível e de brilho sedoso. A variedade laminar denominada antigorita é compacta e de brilho graxo.

	Talco – Constituinte de rochas metamórficas (talcoxisto). Origina-se, juntamente com a clorita, da alteração hidrotermal de silicatos magnesianos.

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TECTOSSILICATOS

 São minerais que apresentam tetraedros de (SiO4)-4 ligados entre si por oxigênio em comum, o que resulta numa estrutura cristalina continua.

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 A relação Si : O é 1:2 mas, em muitos casos, o Al+3 substitui parte do Si+4, resultando na adição de outros cátions (Na+, K+, Ca+2) disponíveis no ambiente de cristalização, para equilibrar o balanço de cargas.
 Esta subclasse reúne os principais minerais formadores de rochas: os feldspatos, o quartzo, os feldspatóides e as zeólitas.

	Feldspato Potássico (K feldspato) – Mineral comum em rochas ígneas (granito, sienito, pegmatitos), nas sedimentares detríticas (arenitos e arcóseo) e nas metamórficas (xistos, gnaisses). As principais variedades são: ortoclásio (monoclínico) e o microclíneo (triclínico). Sua alteração hidrotermal dá origem a sericita e, por intemperismo, a caulinita.

	Plagioclásios – Constituem um grupo que compreende uma série isomórfica contínua entre os tipos sódicos (albita – ab: NaAl Si3O8) e cálcico (anortita – an: CaAl2 Si2O8). São divididos em seis espécies: albita, oligoclásio, andesina, labradorita, bytownita e anortita. Os plagioclásios estão presentes em quase todas as rochas ígneas e nos gnaisses (metamórficas). Quando alterados hidrotermalmente dão origem a minerais do grupo dos epidotos, calcita e sericita. Por intemperismo originam sericita e argilominerais.

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	Quartzo - Juntamente com os feldspatos é um dos minerais mais abundantes na natureza. Está presente em rochas ígneas ácidas (granito e riolito), sedimentares (arenitos) e metamórfica (quartzitos, gnaisses, migmatitos e xistos). Nas rochas apresenta-se incolor (hialino), leitoso (branco translúcido), efumaçado (cinza), além de variedades coloridas (ametista, citrino). Também ocorre preenchendo fraturas ou veios em rochas de origem variada. O quartzo é um mineral muito resistente ao intemperismo, sendo o principal constituinte das areias e dos solos arenosos.

	Calcedônia – É uma variedade criptocristalina, fibrosa, de coloração variada, brilho graxo, e hábito botrioidal. Dependendo de suas cores recebe denominações variadas: ágata, ônix, sílex e jaspe.

	Opala – é a sílica hidratada (SiO2.nH2O); amorfa. Apresenta cores claras e brilho perláceo, comumente opalescente (reflexões internas coloridas).

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 Os feldspatóides são minerais cristalograficamente semelhantes aos feldspatos, porém ricos em Na+ e K+ e pobres em SiO2.

	Nefelina – Constituinte comum de rochas alcalinas (nefelina sienitos e pegmatitos alcalinos) e ausente em outros tipos de rochas. È muito instável, alterando-se hidrotermalmente em albita, muscovita, zeólitas e outros feldspatóides (cancrinita e sodalita).

 As zeólitas são minerais secundários compostos por silicatos de alumínio, hidratados. Formam polimorfos nos sistemas cúbico, tetragonal, romboédrico, ortorrômbico e monoclínico.

	Analcima - Variedade mais comum de zeólita. De origem secundária encontra-se associada a feldspatóides, dos quais deriva. Também ocorre preenchendo amígdalas de basalto.

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NÃO SILICATOS
Dentre os principais minerais não silicáticos fazem parte os elementos nativos, sulfetos, óxidos, hidróxidos, carbonatos, halóides e sulfatos.

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	ELEMENTOS NATIVOS
 São minerais encontrados na natureza sob a forma não combinada. Exemplos de elementos nativos: a grafita, composta unicamente de átomos de carbono, o ouro nativo, a prata nativa etc.

	SULFETOS
 São minerais que contém enxofre na estrutura cristalina. Dentre os minerais dessa classe destaca-se a pirita. Este é um mineral secundário em rochas ígneas, sedimentares e metamórficas. Em contato com o ar atmosférico altera-se facilmente em limonita e sulfatos

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	ÓXIDOS E HIDRÓXIDOS
 Nesta classe de minerais, os íons O-2 e OH- correspondem ao ânion que se liga a um ou mais metais. Dentre os principais tipos podemos citar: magnetita, hematita, ilmenita, goethita, bauxita e pirolusita.

	Magnetita – Mineral acessório presente em rochas ígneas básicas e ultrabásicas. Altera-se para hematita por oxidação e, por hidratação, em limonita.

	Hematita – Presente em rochas metamórficas (quartzito do tipo itabirito) e como material cimentante em rochas sedimentares. Altera-se em limonita sob condições atmosféricas.

	Ilmenita – Mineral acessório de rochas ígneas básicas (basaltos). Altera-se em leucoxênio, porém relativamente estável sob condições atmosféricas.

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	Limonita e goethita – Originam-se pela alteração intempérica de minerais que contêm ferro. O termo limonita é empregado para designar todos os óxidos de ferro hidratados. A goethita constitui os chapéus de ferro (gossans), que capeiam as ocorrências de sulfetos.

	Bauxita – Termo utilizado para designar uma mistura de óxidos hidratados de alumínio: a bohemita (AlO(OH)) e diásporo (HAlO2) – ortorrômbicos e gibbsita (Al (OH)3) – monoclínico. Resulta da alteração intempérica de rochas ígneas ricas em alumínio (sienitos) em regiões tropicais.

	Pirolusita – Produto de alteração intempérica de minerais de manganês. Quando presente em rochas intemperizadas pigmentam-na com cores escuras a violáceas.

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CARBONATOS
 São minerais que contêm o ânion (CO3)-2. Dentre os minerais carbonáticos estão: calcita e a dolomita.

	Calcita – Está presente em rochas sedimentares (calcários) e nas rochas metamórficas (mármores e calcários metamorfisados) – CaCO3. Como mineral secundário, a calcita é encontrada preenchendo veios e fraturas de rochas de naturezas diversas. É comum a ocorrência