Aulas de Geologia 2012

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como mineral de preenchimento de amígdalas em basaltos. Solubiliza com certa facilidade em ambiente ácido e apresenta forte efervescência ao ácido clorídrico a frio, com desprendimento do gás carbônico.

	Dolomita – Carbonato de cálcio e magnésio CaMg(CO3)2 presente em rochas sedimentares (calcários dolomíticos) e metamórficas (mármore dolomítico). Mostra uma solubilidade menor em relação à calcita.

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	HALÓIDES
 São minerais caracterizados pela presença do ânion de um elemento halogênio. A halita é o mineral mais comum dessa classe (NaCl), presente nas rochas sedimentares de origem química (sal-gema).

	SULFATOS
 São minerais caracterizados pela presença do ânion (SO4)-2. O mineral mais comumente encontrado sob a forma de sulfato é o gipso (sulfato de cálcio hidratado) presente nas rochas sedimentares de origem química (evaporitos), associado a calcários, folhelhos e margas.

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4.3 - ROCHAS ÍGNEAS OU MAGMÁTICAS
Origem

São rochas que resultam da cristalização, por resfriamento, de uma fusão de silicatos, de elevada temperatura, composição química complexa constituída de silicatos, óxidos, sulfetos, gases e voláteis, denominado magma (do grego magma = massa de pão).

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 Dependendo do local onde ocorre o resfriamento, dois tipos principais de rochas ígneas podem ser gerados: intrusivo e extrusivo.

Rocha intrusiva - Quando o resfriamento do magma ocorre ainda dentro da crosta terrestre.De acordo com a profundidade em que ocorre cristalização do magma, a rocha intrusiva pode ser diferenciada em plutônica e hipoabissal.
Rocha plutônica - É aquela originada pela consolidação do magma a grandes profundidades no interior da crosta terrestre.
Rocha hipoabissal - É aquela formada em profundidades relativamente pequenas, próxima da superfície da crosta terrestre.

Ao atingir a superfície da crosta, o magma recebe a denominação lava, em razão da corrida que gera ao ser expulso do interior da Terra. A consolidação da lava dá origem à rocha extrusiva.

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O magma pode ser expulso do interior da Terra de duas maneiras: por efusão lenta através de grandes fendas que se formam na crosta, denominadas geoclases, ou então, por meio de atividades vulcânicas, sendo esta última, geralmente, mais violenta.

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	Na Bacia Sedimentar do Paraná, entre o neojurássico e eocretáceo, ocorreu uma das maiores manifestações magmáticas conhecidas em toda a história do nosso planeta. O volume de lavas básicas expelidas através de geoclases, segundo Leinz, pode ter atingido a casa dos 650.000 km3. Para outros autores esse volume pode ter chegado a 1.000.000 de km3. Sondagens realizadas pela PETROBRÁS no pontal do Estado de São Paulo, na região de Presidente Epitácio, atravessaram cerca de 2.500 metros de basaltos.

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ESTRUTURAS DAS ROCHAS ÍGNEAS
Estruturas são feições macroscópicas apresentadas pelas rochas ígneas como reflexo das condições físicas e químicas do ambiente em que estas foram geradas. As estruturas podem estar relacionadas com determinados processos que ocorreram durante a consolidação do magma ou da lava, tais como: resfriamento rápido da lava; movimentação do magma ou da lava; escape de gases.

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Principais estruturas
Principais estruturas resultantes do resfriamento rápido da lava:

Juntas ou diáclases – São fraturas apresentadas pelas rochas em razão da contração rápida da lava durante a sua consolidação. O resfriamento da lava resulta em diminuição de volume, motivo que leva ao desenvolvimento de esforços de tração no interior da massa magmática e conseqüente fraturamento;

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Principais estruturas resultantes do escape de gases

Estrutura vesicular – É uma estrutura caracterizada pelo desenvolvimento de espaços vazios, mais ou menos esféricos, no interior de rochas magmáticas extrusivas. Tais vazios correspondem a moldes de bolhas de gases que ficaram aprisionadas durante o resfriamento da lava. Via de regra, os vazios se concentram na porção superior de um derrame devido ao seu resfriamento mais rápido em contato com o ar atmosférico. As bolhas de gases migram até este ponto e ali ficam aprisionadas, dando origem a uma rocha ígnea relativamente porosa.

Estrutura escoriácea – É um tipo particular de estrutura vesicular, porém diferencia no aspecto de possuir maior volume de espaços vazios do que material lítico propriamente dito. A estrutura escoriácea é gerada quando a lava sofre consolidação subaquática. Desse modo, o contato do magma superaquecido com a água produz uma liberação de enorme quantidade de gases, responsável pela formação de vazios.

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Estrutura amigdaloidal – Quando as vesículas são preenchidas por material cristalino secundário, isto é, quando ocorre a cristalização de minerais no interior dos vazios (vesículas), após a rocha magmática já ter sido formada (daí resulta a denominação minerais secundários). Dentre estes minerais podem-se citar: o quartzo, a calcita, a opala, a calcedônia, a ágata, as zeólitas e outros. Os minerais secundários não são considerados na classificação de rochas, porém o seu reconhecimento é fundamental quando se trata de utilização em obras de engenharia como agregados para concreto.

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Principais estruturas resultantes da movimentação do magma ou da lava
Xenólitos (Grego xenos = estranho, lithos = corpo sólido) – Os xenólitos correspondem a fragmentos (xenólitos) arrancados das rochas encaixantes durante a ascensão do magma em direção à superfície da crosta.

Estrutura porfirítica – São estruturas caracterizadas pela presença de minerais mais desenvolvidos (pórfiros ou fenocristais) em relação ao restante da massa magmática de granulação mais fina (matriz) e equigranular.

Brecha de derrame – A lava ao atingir a superfície da crosta terrestre dá origem aos derrames. Estes em contato com o ar atmosférico sofrem um resfriamento rápido que, de início, ocorre apenas na porção de interface derrame-ar atmosférico. No entanto, a porção interna do derrame continua a se movimentar, enquanto que a parte externa encontra-se consolidada, formando uma espécie de crosta sólida com o interior ainda líquido. A movimentação da porção interna do derrame acaba por fragmentar a porção consolidada e passa a englobar os fragmentos resultantes.

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TEXTURAS DAS ROCHAS ÍGNEAS
Entende-se por textura a feição interna da rocha, relacionada aos seus constituintes minerais quanto ao arranjo, tamanho, forma, relações de contato. Assim como a estrutura, a textura é um reflexo das condições físicas e químicas do ambiente em que são formadas as rochas.

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Quanto ao grau de cristalinidade:

Holocristalina – Rocha formada unicamente por cristais (rochas plutônicas, hipoabissais e algumas rochas extrusivas).

Holovítrea – Rocha formada exclusivamente por vidro vulcânico (algumas rochas extrusivas que sofreram resfriamento muito rápido).

Hipovítrea – quando a quantidade de material vítreo for menor do que material cristalino (algumas rocha extrusiva).

Hipocristalina - quando a quantidade de material cristalino for menor do que material vítreo (algumas rochas extrusivas).

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Quanto ao tamanho dos cristais
O tamanho dos cristais de uma rocha é expresso por sua granulometria ou granulação.
Rochas com granulação grossa são aquelas constituídas de cristais grandes.
Granulação média exprime presença de cristais com dimensões médias.
Rochas compostas por cristais pequenos ostentam granulação fina.
Cristais diminutos ou uma mistura destes com material vítreo corresponde a uma granulação densa.

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Dimensões de cristais

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 Quanto ao grau de visibilidade
Fanerítica – quando todos os cristais (minerais) são visíveis à vista desarmada (todas as rochas plutônicas e hipoabissais e algumas rochas extrusivas).

Afanítica – quando nenhum cristal é identificável a vista desarmada (rochas extrusivas).

Subfanerítica – alguns cristais são visíveis e identificáveis a vista desarmada (rochas extrusivas e algumas rochas hipoabissais).

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Quanto ao tamanho relativo dos cristais
Equigranular – Quando todos os cristais apresentam dimensões semelhantes. Esta textura