CCJ0006-WL-PA-13-Direito Civil I-Novo-15840
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de apenas uma das casas utilizadas, sob pena de se tornar impenhorável a de valor menor do acervo. 
Jamais se designa mais de uma residência, ainda que em cidades diferentes do território nacional. Fica fora do alcance de nossa lei, entretanto, outro imóvel residencial 
situado no exterior. 
A casa de campo ou de praia se excluem, por conseqüência, da inexcutibilidade. 
É de se acrescentar, outrossim, a possibilidade de o único imóvel residencial da família ser alugado, temporária ou definitivamente, para custeio de permanência da família 
em local diverso por necessidade comprovada ou compreensível, sem a desfiguração do bem de família. Há orientação jurisprudencial que não entende descaracterizado por 
isso o bem de família, porque o objetivo da Lei 8.009 é, justamente, garantir esse patrimônio familiar. 
OBS.: Os bens públicos e os bens de família são inalienáveis, e são insuscetíveis de apropriação o ar atmosférico e a luz solar. Existe ainda as legalmente inalienáveis 
(coisas doadas com cláusula de inalienabilidade, bens de diretores de instituições financeiras em liquidação) além dos bens que constituem direta irradiação da 
personalidade (liberdade, honra, nome, privacidade, etc). 
  
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
  
Nome do livro: Curso de Direito Civil. Vol 1 Parte Geral - ISBN. 8530927923 
Nome do autor: NADER, Paulo. 
Editora: Forense 
Ano: 2009 
Edição: 6a 
Nome do capítulo: Bense patrimônio 
N. de páginas do capítulo: 13 
Aplicação Prática Teórica 
OS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS. 
TRÊS AMIGOS QUE HÁ MUITO NÃO SE VIAM ENCONTRAM-SE POR ACASO NO CORREDOR DA 1ª. VARA CÍVEL DE GOIÂNIA/GO, ENQUANTO AGUARDAM SUAS RESPECTIVAS AUDIÊNCIAS. PAPO VAI 
PAPO VEM ACABAM POR REVELAR O MOTIVO QUE OS LEVOU ATÉ LÁ. 
LAURO, PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA, CONSTRUÍRA DE BOA-FÉ UMA PISCINA OLÍMPICA NO TERRENO DO IMÓVEL QUE ALUGARA PARA ALI INSTALAR SUA ACADEMIA DE NATAÇÃO; 
DAGOBERTO, TAMBÉM DE BOA-FÉ, CONSTRUÍRA UMA PISCINA NA CASA QUE ALUGARA PARA PASSAR OS FINS-DE-SEMANA E WALDOMIRO, SEMPRE NA MAIOR DAS BOAS-FÉS, CONSTRUÍRA 
UMA PISCINA NO IMÓVEL ALUGADO EM QUE FUNCIONAVA A ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL QUE DIRIGIA. TODOS OS AMIGOS , APÓS A RESCISÃO DE SEUS CONTRATOS DE LOCAÇÃO, 
RECUSARAM-SE A DEIXAR OS RESPECTIVOS IMÓVEIS E ENTRARAM NA JUSTIÇA BUSCANDO A INDENIZAÇÃO PELO QUE GASTARAM E PELA VALORIZAÇÃO DOS IMÓVEIS , COM BASE EM PRETENSO 
DIREITO DE RETENÇÃO. 
PERGUNTA-SE: 
  
A)             A NATUREZA JURÍDICA DA BENFEITORIA REALIZADA POR CADA UM DOS AMIGOS   POR SE TRATAR DE UMA PISCINA, É A MESMA? AFINAL, O QUE É UMA BENFEITORIA? 
  
B)             O QUE SIGNIFICA ESSE \u201cDIREITO DE RETENÇÃO\u201d ALEGADO POR TODOS OS AMIGOS COMO BASE PARA NÃO SAÍREM DOS IMÓVEIS ALUGADOS? TODOS ELES SÃO TITULARES DE TAL 
DIREITO? 
  
A)     E SE O PROPRIETÁRIO DA CASA ALUGADA POR DAGOBERTO PASSASSE A COBRAR INGRESSO DE SEUS VIZINHOS PARA UTILIZAREM A PISCINA CONSTRUÍDA, FARIA DIFERENÇA NO CASO 
EM ANÁLISE? 
  
CASO CONCRETO 2 
  
OS BENS PÚBLICOS. 
  
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO RESOLVEU ALIENAR UM PRÉDIO ONDE FUNCIONA A SEDE DE UMA EMPRESA DE ILUMINAÇÃO DO ESTADO, PARA SALDAR DÍVIDAS 
CONTRAÍDAS FRENTE A ALGUMAS EMPRESAS CONTRATADAS PARA FAZEREM OBRAS DE REFORMA EM DOIS HOSPITAIS E CINCO ESCOLAS, ESTABELECIDOS NO INTERIOR DO ESTADO.   
COM BASE NO CASO PROPOSTO, É ADMISSÍVEL A ALIENAÇÃO DO IMÓVEL EM QUESTÃO PERANTE NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO?  JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA 
  
QUESTÃO OBJETIVA 
  
  
MARQUE A ALTERNATIVA ERRADA EM RELAÇÃO AOS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS 
(   ) O BEM PRINCIPAL É UM BEM QUE POSSUI EXISTÊNCIA AUTÔNOMA, PRÓPRIA, JÁ OS BENS ACESSÓRIOS DEPENDEM DA EXISTÊNCIA DE OUTRO BEM 
(   )  AS PERTENÇAS SÃO COISAS MÓVEIS OU IMÓVEIS DESTINADAS AO SERVIÇO OU ORNAMENTAÇÃO DE UM BEM PRINCIPAL COMO PARTE INTEGRANTE. 
(   ) OS FRUTOS, PRODUTOS E RENDIMENTOS SÃO BENS ACESSÓRIOS 
(   ) BENFEITORIA É TODA OBRA OU DESPESA FEITA NA COISA PRINCIPAL PARA CONSERVÁ-LA OU MELHORÁ-LA. 
(   ) O POSSUIDOR DE BOA-FÉ TEM DIREITO À INDENIZAÇÃO DAS BENFEITORIAS NECESSÁRIAS E ÚTEIS 
  
Plano de Aula: 7 - DIREITO CIVIL I
DIREITO CIVIL I 
Estácio de Sá Página 2 / 7
Título 
7 - DIREITO CIVIL I 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
7 
Tema 
OS BENS (Continuação) 
Objetivos 
·         Identificar os objetos das relações jurídicas apresentadas. 
·         Compreender a noção jurídica de patrimônio 
·         Perceber a distinção entre bens e coisas. 
·         Reconhecer a classificação dos bens considerados em si mesmos. 
·         Compreender a noção jurídica de fungibilidade dos bens. 
·         Perceber a distinção entre bens móveis e imóveis. 
Estrutura do Conteúdo 
 1 \u2013   OS BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS 
1.1 Bens principais  e bens acessórios. 
          1.2 Dos frutos, produtos, rendimentos, acessões e pertenças. 
1.3 Das benfeitorias: úteis, necessárias e voluptuárias. 
  
 2 - BENS CONSIDERADOS EM RELAÇÃO AO SUJEITO 
          2.1 Bens públicos. 
2.1.1 Bens de uso comum do povo. 
2.1.2 Bens especiais 
2.1.3 Bens dominicais 
2.2 Bens particulares. 
Segue abaixo uma sugestão de roteiro de apresentação do conteúdo programático: 
1. BENS RECIPROCAMENTE CONSIDERADOS 
BENS PRINCIPAIS  E BENS ACESSÓRIOS 
A definição que o Código Civil produziu para retratar bem principal e bem acessório tem precisão suficiente, capaz de superar o tempo, conservando -lhe a atualidade, 
mesmo diante das profusas e profundas transformações por que passa a humanidade, com incremento do fator criativo.  
Cumpre assinalar que o caráter de principalidade ou acessoriedade se amadurece na compreensão que exige que os bens sejam reciprocamente considerados, em cotejo 
ou confronto da supremacia ou preponderância que um exerce sobre o outro, na determinação do papel funcional, pelo prisma da finalidade. 
A) BENS PRINCIPAIS  - são aqueles que existem sobre si, abstrata e concretamente , independentemente de outra. - art. 92 do CC. 
Considera-se bem principal o que existe sobre si, abstrata ou concretamente, segundo a definição do art. 92 do Código Civil.  
O bem principal, corpóreo ou incorpóreo, tem existência independente e própria, sem subordinação de natureza jurídica que lhe exija vinculação a outro bem.  
Participa das relações jurídicas com a categoria ou atributo de bem superior e imprescindível à existência de outro.  
Não depende nem segue outro bem\u37e ao revés, tem o predicativo que o credencia a fazer com que outro bem se submeta à relação de subordinação, pela qualidade ou 
quantidade. O caráter da superioridade que se origina da natureza da principalidade identifica-se na importância do bem no contexto da relação material ou jurídica de que 
faça parte, a qual se projeta em múltiplos sentidos.  
Não será pelo enfoque da importância econômica ou financeira que se singulariza o bem, atribuindo-lhe o caráter de principal em face ao outro bem considerado secundário. 
A distinção, por conseguinte, repousa no discernimento que define o papel orgânico-funcional de que cada um dispõe na esfera das relações jurídicas ou materiais. 
B) BENS ACESSÓRIOS -  Diz-se bem acessório aquele cuja existência supõe a do principal, de acordo com o que estabelece o art. 92 do Código Civil. Assim, a árvore é coisa 
acessória do solo e os rendimentos são acessórios do imóvel. 
Os bens acessórios, pelas suas características, recebem a seguinte classificação:  
b.1) os frutos; 
b.2) os produtos; 
b.3) os rendimentos; 
b.4) as acessões\u37e 
b.5) as benfeitorias; e 
b.6) as pertenças.  
B1. DOS F RUTOS - Definem-se os frutos como bens acessórios, que resultam de outros bens considerados principais, sem dizimá -los, conservando-os com os mesmos 
caracteres e com as mesmas finalidades. 
Habituou-se a doutrina a dividir os frutos , segundo: 
a) a origem (natural, industrial e civil); 
b) a natureza (vegetal, animal e artificial); 
c) o estado (pendentes, percipiendos, percebidos - ou colhidos -, existentes