conjunto de todas as aulas até o dia 17.09.2012

Disciplina:História da Educação no Brasil1.651 materiais30.932 seguidores
Pré-visualização9 páginas
e que possui a capacidade de trabalhar e desenvolver a produtividade do trabalho, o que diferencia os homens dos outros animais e possibilita o progresso de sua emancipação da escassez da natureza, o que proporciona o desenvolvimento das potencialidades humanas. A luta comunista se resume à emancipação do proletariado por meio da liberação da classe operária, para que os trabalhadores da cidade e do campo, em aliança política, rompam na raiz a propriedade privada burguesa, transformando a base produtiva no sentido da socialização dos meios de produção, para a realização do trabalho livremente associado - o comunismo -, abolindo as classes sociais existentes e orientando a produção - sob controle social dos próprios produtores - de acordo com os interesses humanos-naturais

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

A chamada escola dos Annales é um movimento historiográfico que se constitui em torno do periódico acadêmico francês Annales d'histoire économique et sociale, tendo se destacado por incorporar métodos das Ciências Sociais à História; há que referir que o seu nascimento é também um reflexo da conjunta: estava-mos em 1929, ano da Grande Crise económica que assolou os Estados Unidos, bem como a Europa: Alemanha e França, em maior escala: os Annales visam ser como um retracto do espectro de '29, uma época de mutações, que iria ser como que a catapulta essencial para um novo tipo de história, a económica, a social...e empreender um corte na história política, na história individual, mas, sem a arredar de cena, como a vertente mais social vinha sendo vitima (era um pouco ostracizada, colocada num patamar secundário, bem no fundo da história política ou militar...).
Fundada por Lucien Febvre e Marc Bloch em 1929, propunha-se a ir além da visão positivista da história como crônica de acontecimentos (histoire événementielle), substituindo o tempo breve da história dos acontecimentos pelos processos de longa duração, com o objetivo de tornar inteligíveis a civilização e as "mentalidades".
A escola des Annales renovou e ampliou o quadro das pesquisas históricas ao abrir o campo da História para o estudo de atividades humanas até então pouco investigadas, rompendo com a compartimentação das Ciências Sociais (História, Sociologia, Psicologia, Economia, Geografia humana e assim por diante) e privilegiando os métodos pluridisciplinares.[1]

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Em geral, divide-se a trajetória da Escola dos Annales em quatro fases:
Primeira geração - liderada por Marc Bloch e Lucien Febvre (1929 a 1950)
Segunda geração - dirigida por Fernand Braudel (1950 a 1969)
Terceira geração - vários pesquisadores tornaram-se diretores, destacando-se a liderança de Jacques Le Goff e Pierre Nora, além de Philippe Ariès e Michel Vovelle (1970 a 1980)
Quarta geração - a partir de 1989.

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

PARADIGMA PÓS MODERNO
Constitui-se a partir de 1970 com a 3ª fase da Escola dos Annales, dando origem a diferentes abordagens que vêm sendo difundidas de um modo geral sob a denominação de “Nova História” (Le Goff)
*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

A História só se pôs como um problema para o homem, isto é, só emergiu como algo que precisava ser explicado e compreendido a partir da época moderna.

POR QUE?

Formas de vida de vida social estáveis sintonizadas com uma visão cíclica do tempo.

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Na época moderna, as condições de produção da existência humana passam a ser dominantemente sociais, isto é, produzidas pelos próprios homens. A natureza é matéria prima a ser transformada pelo homem no tempo. A visão do tempo deixa de ser cíclica.

PASSADO FUTURO

PRESENTE

O homem, além de um ser histórico, apropria-se de sua historicidade. Além de fazer história, quer se tornar consciente de sua identidade.

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

“Até por volta de 1850, a história continuou a ser, para os historiadores e para o público, um gênero literário” (LANGLOIS; SEIGNOBOS, 1897)

Gênero literário: narrativa, descrição fiel dos fatos, dos acontecimentos passados

Procedimentos formais derivados do método científico no processo de levantamento e organização das fontes e na sistematização e exposição das informações.
*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Na década de 1920, a Escola dos Annales busca superar os limites da historiografia tradicional de fundo positivista.
NOVA HISTÓRIA – a partir dos anos de 1970

Embate atual: dois paradigmas (FLAMARION, 1997)

ILUMINISTA OU RACIONALISTA E PÓS MODERNO
O autor salienta que o Iluminismo se insere na tradição renascentista que afirmou a perspectiva da razão como possibilidade do progresso (emancipação) humano, enquanto o pós-modernismo seria a expressão crítica de tal tendência ao enfatizar o "colapso da civilização", negando, portanto, quaisquer tendências racionais ou cientificistas.

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Questão 1: Que críticas Flamarion faz ao paradigma pós moderno?
Questão 2: Saviani considera que a contraposição entre os paradigmas iluminista e pós moderno apresentadas por Flamarion é simplificadora. Por que?
Questão 3: Por que esse debate tem consequencias importantes para a Pesquisa Educacional?
*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

O SIGNIFICADO DE EDUCAÇÃO ESTÁ INTIMAMENTE ENTRELAÇADO AO SIGNIFICADO DA HISTÓRIA:

Quanto ao objeto: em razão da determinação histórica que se exerce sobre o fenômeno educativo.
Quanto ao enfoque: pesquisar em história da educação é investigar o objeto educação sob a perspectiva histórica.

Questão 4: Que dificuldades são encontradas pelos historiadores da Educação”, segundo Saviani?
*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Produção historiográfica no campo educativo

Três vetores:
►Preservação da memória
►Ensino de História da Educação
►Produção historiográfica
*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Vocabulario:

Argumentação - http://www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/25334-25336-1-PB.pdf
Argumentos retóricos
Argumentos apodícticos
Axioma
Paradoxo
Aporia
Hermenêutica
Método hermenêutico-relativista.
*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

06 de Agosto: Aula 3 – Educação nas comunidades Indígenas: A importância da Oralidade

*
*
*

A EDUCAÇÃO INDÍGENA
SAVIANI, D. História das idéias pedagógicas no Brasil. Campinas, Autores Associados, 2008.

*
*
*

UMA PEDAGOGIA BRASÍLICA
1549-1599
A EDUCAÇÃO INDÍGENA
1500 - Chegada de Pedro Álvares Cabral
Características da população indígena:
Economia natural de subsistência: apropriavam-se de forma coletiva dos meios de subsistência (caça, pesca, coleta de frutos e plantação de milho e mandioca);
Comunidades primitivas: coletividades pequenas, unidas por laço de sangue; membros livres com direitos iguais e viviam sobre a base da propriedade comum de terra.

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

O autor toma a população Tupinambá para abordar o tema educação indígena, por considerá-la representativa do conjunto das populações, uma vez que ocupavam grande área do território brasileiro.

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

Em sua organização social, os Tupinambás distinguiam cinco grupos de idade, tanto para homens quanto para mulheres.
PEITAN: recém nascidos até começarem a andar, distinguindo-se em:
Kunumy-miry (meninos até 7-8 anos) e Kugnatim-miry (meninas até 7 anos);
Kunumy – (meninos de 8 a 15 anos) e Kugnatim (meninas de 7 aos 15);
Kunumy-uaçu (rapazes dos 15 aos 25 anos) e Kugnammuçu (moças dos 15 aos 25 anos);
Atua (homens dos 25 aos 40 anos – casado: Mendar-amo ) e Kugnam (mulheres dos 25 aos 40 anos – casada: Kugnam muçupoare;
Thuyuae (homens com mais de 40 anos) e Uainuy (mulheres com mais de 40 anos).

*
Tema da Apresentação
*

*
*
*

*
Tema da Apresentação
*
O processo formativo estendia-se por toda vida, embora incidisse mais diretamente nos três primeiros grupos, até os 25 anos.

*
*
*

Até 7-8 anos de idades meninos e meninas dependiam de suas mães.
Meninos ganhavam arco e flecha e em grupos adestravam seu manuseio. Não acompanhavam os