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Disciplina:História da Educação no Brasil1.651 materiais30.932 seguidores
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a oportunidade de colocar em prática os ideais comteanos.
Constant interpretou a seu modo alguns princípios positivistas que, segundo ele, melhor se adequavam aos seus objetivos da República em torno de seus projetos reformistas, envolvendo os objetivos, conteúdos e métodos.
Fundou a Sociedade Positivista do Brasil em (1876) o Apostolado Positivista do Brasil e a Igreja Positivista do Brasil junto com Miguel Lemos e Teixeira Mendes.

 João Carlos da Silva, 2004.

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Reforma Benjamin Constant, primeira reforma educacional, rompe a tradição humanista e implanta um plano de estudos mais voltado para as ciências. Enfatizava a necessidade de uma educação científica e o conteúdo pedagógico deveria ser completamente desprendido de preconceitos teológicos ou próprios de qualquer doutrina que não tenha por si a aprovação universal.

Logo após a proclamação do novo Regime, Constant integrou o Ministério da Guerra e promoveu uma reforma do ensino militar. De 1890 a 1892 assumiu a pasta de Instrução, Correios e Telégrafos e promoveu a reforma do ensino secundário que consistiu na mudança curricular do colégio D. Pedro II introduzindo o estudo de ciências como Sociologia, Moral, Direito e Economia Política e transformando-o no Ginásio Nacional, condição essa que manteve até 1911.
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Tema da Apresentação
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DECRETO N. 981 - DE 8 DE NOVEMBRO DE 1890
Approva o Regulamento da Instrucção Primaria e Secundaria do Districto Federal.
O Generalissimo Manoel Deodoro da Fonseca, Chefe do Governo Provisorio da Republica dos Estados Unidos do Brazil, constituido pelo Exercito e Armada, em nome da Nação, resolve approvar para a Instrucção Primaria e Secundaria do Districto Federal o regulamento que a este acompanha assignado pelo General de brigada Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Ministro e Secretario de Estado dos Negocios da Instrucção Publica, Correios e Telegraphos, que assim o faça executar.
Palacio do Governo Provisorio, 8 de novembro de 1890, 2º da Republica.
MANOEL DEODORO DA FONSECA.
Benjamin Constant Botelho de Magalhães.
Regulamento da Instrucção Primaria e Secundaria do Districto Federal, a que se refere o decreto desta data.

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Tema da Apresentação
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A Reforma Benjamin Constant abrangia o ensino primário, secundário e normal, mas não se estendia a todo território nacional, servindo no máximo como modelo.
A obrigatoriedade escolar está excluída da Reforma Benjamim Constant, que se constituiu em uma série de decretos no ano de 1890 e que ficou reduzida ao município neutro.
Uma política educacional tão restrita foi possibilitada pela Constituição de 1891 que promoveu a descentralização administrativa.
O ensino secundário se constituía na base propedêutica de línguas e ciências para a admissão no ensino superior. Ele acabou por tornar-se enciclopédico – um saber em extensão -, ou seja, de tudo o que existe. Em todos os níveis de ensino havia uma ampliação do número de cursos (disciplinas) e seus anos de duração. As disciplinas deveriam ser sempre as mesmas, porém cada vez mais seriam estudadas com maior profundidade.
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Tema da Apresentação
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A universalização da instrução esbarrava principalmente em determinantes sócio-culturais e político-econômicos que privilegiavam a formação de uma elite intelectual de “bacharéis” e de “doutores”, em geral, nascidos nas famílias de grandes proprietários de terra, em detrimento dos despossuídos de quaisquer bens culturais ou materiais.

O título de bacharel ganhou foro de nobreza. O “bacharel”, aquele que completava o curso superior e o “coronel”, aquele que controlava a política local do jogo de favores, constituíram-se nos dois pilares do prestígio, privilégio e mando social na Primeira República (1889-1930). A República dos bacharéis era também a república dos coronéis – muito distante da república dos cidadãos.

Taís Delaneze
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Tema da Apresentação
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Benjamin Constant exigiu a “incorporação do povo a nação”. Em sua atuação no Instituto dos Meninos Cegos, preocupou-se com a elevação do número de alunos, com a extensão dos conteúdos de ensino e com a “integração” futura dos cegos na sociedade, evidenciando que, em sua concepção, o instituto não servia unicamente a uma proposta assistencialista, mas, ao contrário, preparava o cidadão para a vida cívica.

Foi nesse sentido que apresentou relatórios ao Ministério do Império e elaborou o documento nomeado Bases de reforma do regulamento.

Igor Fernandes Viana de Oliveira
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Tema da Apresentação
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Encaminhou parecer ao Congresso Pedagógico Brasileiro de 1882, nomeado Parecer sobre as Escolas Normais – sua organização, plano de estudos, métodos e programas de ensino.

O congresso era organizado pelo próprio Governo Imperial, que convidava os participantes e sugeria os temas a serem desenvolvidos.

Como diretor da Escola Normal da Corte, Benjamin ficou encarregado de dissertar sobre a organização das Escolas Normais.
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Tema da Apresentação
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Benjamin Constant considerava a educação como um instrumento de formação da visão de mundo do homem. Essa posição, ao contrário de alguns de seus contemporâneos, o levava a enfatizar alguns aspectos específicos em sua atuação, tal como condenar a pouca reflexão sobre a prática pedagógica nos debates do Império e mesmo valorizar o papel do professor no processo de ensino.

Em 1887, sua última intervenção em uma reforma educacional no Império, Benjamin encaminharia um projeto de reforma do regulamento da Escola Militar, denominado Plano Geral de Ensino Teórico e Prático, onde as mesmas questões seriam ressaltadas.

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Tema da Apresentação
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Referências

DELANEZE, T. Descontinuidade sem ruptura: as reformas educacionais de Benjamim Constant e Francisco Campos. Disponível em:
http://www.faced.ufu.br/colubhe06/anais/arquivos/493TaisDelanezeATUAL.pdf

OLIVEIRA, C. G. de. A matriz positivista na educação brasileira. Uma análise das portas de entrada no período republicano. Disponível em:
http://www.semar.edu.br/revista/pdf/artigo-claudemir-goncalves-de-oliveira.pdf

OLIVEIRA, I. F. V. de. Educação e cidadania na atuação de Benjamin Constant (1873-1889). Disponível em:
http://www.educacao.uerj.br/SemanaEducacao2008/Trabalhos/arq277.pdf

SILVA, J. C. da. Utopia positivista e instrução pública no Brasil. Disponível em:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/revis/revis16/art2_16.pdf
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Tema da Apresentação
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