Sociologia J. - Anotação (27)
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Sociologia J. - Anotação (27)


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um regime jurídico-administrativo. 
TEMA 4: O REGIME JURÍDICO-ADMINISTRATIVO
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Como sabemos, na linguagem do Direito, regime é um tratamento legal dado a alguma pessoa ou situação, 
em razão de suas peculiaridades. Falamos então em regime das sociedades anônimas, regime de bens do 
casamento, etc. 
Da mesma forma, costuma-se dizer que há um regime próprio para a Administração Pública, diferente das 
normas que incidem sobre os particulares. 
E por que existe esse regime especial para a Administração Pública? Justamente para que ela consiga 
realizar suas tarefas da forma mais correta e eficiente possível. Ou seja, para que ela consiga atingir sua 
finalidade essencial: satisfazer o interesse público. 
ATENÇÃO: FINALIDADE ESSENCIAL DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: SATISFAÇÃO DO INTERESSE 
PÚBLICO.
Cabe lembrar que relacionado ao conceito de interesse público são sempre mencionados dois princípios:
1 Princípio da indisponibilidade do interesse público
2 Princípio da supremacia do interesse público.
O princípio da indisponibilidade: O interesse público nos diz que o agente público deve sempre cuidar da 
realização desse interesse, não se desviando desse caminho. Viola esse princípio, por exemplo, o agente 
público que usa a viatura oficial para viajar em férias ou ainda, o agente que desperdiça recursos públicos 
com gastos desnecessários. Também viola esse princípio o servidor que cumpre mal suas tarefas, em prejuízo 
dos usuários do serviço público.
Já o princípio da supremacia do interesse público serve para justificar a existência de poderes e privilégios da 
Administração em relação ao particular. Tendo em vista que o interesse da coletividade é mais importante 
que o interesse dos indivíduos, costuma-se dizer que a Administração está numa relação de superioridade 
em relação ao particular.
É claro que essa superioridade somente existirá quando ela for necessária à realização do interesse público, 
e está limitada pelos direitos individuais consagrados na Constituição e pelo princípio da legalidade que 
estudaremos adiante.
É importante que mencionemos esses princípios, pois eles são úteis para entendermos o regime jurídico-
administrativo. 
Esse regime tem dois pólos: de um lado, ele compreende as chamadas "restrições" da Administração e de 
outro as chamadas "prerrogativas" da Administração.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Em razão do princípio da indisponibilidade do interesse público, de que já falamos, a Constituição e a lei 
estabelecem para o Administrador público determinadas restrições, que são meios de evitar que a 
Administração se desvie de seu caminho em busca do interesse público.
 particular, quando quer contratar um empregado, faz isso com ampla liberdade. A 
Administração, não ela precisa realizar um concurso público. Outro exemplo: particular realiza negócios 
com quem desejar, podendo até se basear na simpatia; a Administração não pode: caso ela queira realizar 
um negócio (por exemplo, comprar um bem qualquer) ela deverá realizar o procedimento denominado 
licitação. 
Por outro lado, o princípio da supremacia do interesse público dá a Administração as chamadas 
"prerrogativas", isto é, os poderes e privilégios necessários para que ela possa realizar suas atividades, 
sempre em busca do bem comum.
 particular, ao ver um direito seu lesado necessita sempre requer ao Poder Judiciário a 
reparação desta lesão salvo raríssimas exceções prevista na lei. A Administração, por sua vez, pode punir 
diretamente alguém que feriu as regras administrativas. É o que ela faz, por exemplo, quando impõe multas 
aos motoristas que cometem infrações de trânsito. 
e o particular deseja adquirir um imóvel, deverá contar com a concordância do 
proprietário, numa relação contratual. A dministração, ao contrário pode adquirir bens compulsoriamente, 
por meio da chamada desapropriação. 
Convém sempre lembrar: Esse poder não é ilimitado, pois não vivemos mais no regime do Absolutismo. Ele 
deve ser sempre exercido para a satisfação do interesse público e sempre com respeito aos direitos 
consagrados na Constituição e de acordo com os limites impostos na lei.
1 - O Direito Administrativo é uma matéria relacionada com o dia-a-dia do cidadão e de suas relações com 
o Estado. Relaciona-se, por exemplo, com a prestação de serviços públicos e com a fiscalização da atividade 
dos particulares pelo Estado.
2 - O Direito Administrativo se desenvolveu a partir do surgimento do Estado de Direito, com a diferenciação 
das funções estatais, organizadas em Poderes autônomos e que se controlam reciprocamente.
3 - No nosso Sistema Constitucional, os três Poderes, Legislativo, Judiciário e Executivo, exercem as funções 
que lhe são típicas. Porém, não existe exclusividade no exercício de nenhuma dessas funções.
4 - A função administrativa está presente nos três Poderes do Estado, pois ela é necessária à organização e 
funcionamento dos seus órgãos e no desempenho de suas tarefas.
Exemplo: 
Exemplo:
Mais um exemplo:
CONCLUSÕES DA 1ª AULA:
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
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5 - A função administrativa está relacionada com a satisfação concreta dos interesses essenciais da 
coletividade e na organização e funcionamento dos órgãos e entidades estatais.
6 - O Direito Administrativo, portanto, é o conjunto de regras que regula o exercício da função administrativa 
pelos agentes estatais.
7 - A Administração Pública dispõe de poderes jurídicos, para realizar sua tarefa essencial: a satisfação do 
interesse público. Ou seja, para a Administração, poder = dever.
8 - O princípio da indisponibilidade do interesse público impede que a atuação administrativa se desvie de 
seu objetivo: a busca da satisfação dos interesses da coletividade.
9 - O princípio da supremacia do interesse público garante à Administração as prerrogativas, isto é, os 
poderes e privilégios necessários à satisfação dos interesses da coletividade, que se colocam acima dos 
interesses individuais. (Mas sempre respeitando os limites que a Constituição e a lei estabelecem a essas 
prerrogativas, em respeito ao direito dos cidadãos).
10 - O regime jurídico-administrativo é o tratamento especial que o Direito dá à Administração Pública. 
Compreende dois pólos: de um lado, restrições justificadas pela indisponibilidade do interesse público; do 
outro, prerrogativas justificadas pela supremacia do interesse público. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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