Justiça Cristã - FILOSOFIA DO DIREITO PROF. SALAMANCA (4)
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Justiça Cristã - FILOSOFIA DO DIREITO PROF. SALAMANCA (4)


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ABADIA DE FOSSANOVA, na Itália, onde morreu Tomás de Aqulno
plano pela tradição agostiniana. que privilegia a atual condição humana decaída em detrimento da perfeição da
Natureza criada por Deus. É o suficiente para tomar possível e necessária uma ciência como a física, ciência da
Natureza, e para obrigar a repensar a concepção de política, reafirmando o caráter social do homem.
A recepção da obra de Tomás de Aquino por seus contemporâneos esteve longe de gerar entusiasmo unânime.
Em muitos meios, causou escândalo e algumas de suas teses chegaram a ser condenadas por bispos. Os
francisca-nos apressaram-se a proibir a leitura da Suma de teologia (exceto para alunos muito inteligentes...) e
passaram o século seguinte combatendo as concepções de Tomás. Para Guilherme de Ockham, o grande filósofo
franciscano do século XIV, a ideia de teologia como ciência subalterna ao conhecimento que Deus tem de si é
simplesmente "pueril". Mas o grave é que Tomás teria aprisionado Deus e os homens em determinações naturais
que impediam que tanto a vontade divina como a humana fossem livres. No entanto, o campo de disputa, este foi
determinado com rigor por Tomás: o da
teologia e o da filosofia de Aristóteles.
Nos séculos seguintes, o enorme sucesso científico do aristotelismo medieval e as disputas que gerou criaram
as condições para a revolução filosófica, científica e religiosa que está na origem da modernidade, que nasce
justamente por contraposição à escolástica de feitio aristotélico. É então, tardiamente, que, no Concílio de Trento
(1545-1563), em plena Contra-Reforma, Tomás de Aquino, canonizado em 1323, torna-se o doutor por excelência da
Igreja Católica.
Desde então, o grande inovador passou a ser visto como o bastião da tradição. Só recentemente, em meados do
século XX, os historiadores da filosofia o resgataram da imobilidade do altar em que havia sido depositada a Suma
teológica. \u2022
PARA CONHECER MAIS
Iniciação a Santo Tomás de Aquino. Sua pessoa e sua obra. Jean-Pierre Torrei. Trad. de L. P.
Rouanet. Loyola, 1999. Lê thomisme: introduction a Ia philosophie de saint Thomas d'Aquin.
Étienne Gilson. Vrin, 1965.
CRONOLOGIA
c. 1225 NASCIMENTO DE
TOMÁS DE AQUINO.
c. 1230 INICIA SEUS ESTUDOS NO MOSTEIRO
BENEDITINO DE MONTE CASSINO.
1239 DEIXA o MOSTEIRO E VAI, EM SEGUIDA, PARA A UNIVERSIDADE DE NÁPOLES.
1243 TORNA-SE DOMINICANO, APESAR
DA OPOSIÇÃO FAMILIAR.
DEPOIS DE PASSAR UM ANO INTEIRO DETIDO POR SUA FAMÍUA, DESCONTENTE COM SUA OPÇÃO PÊLOS DOMINICANOS, CHEGA A PARIS E ESTUDA
NO CONVENTO DE SAINT-JACQUES, SOB A ORIENTAÇÃO DO DOMINICANO ALBERTO MAGNO.
1248 É ORDENADO SACERDOTE E SEGUE PARA COLÓNIA (ALEMANHA), NA COMPANHIA DE ALBERTO MAGNO, QUE ASSUMIRA A DIREÇÃO DA
FACULDADE ESTABELECIDA NO CONVENTO DOMINICANO LOCAL.
1252 TOMÁS DE AQUINO REGRESSA A PARIS, ONDE SE TORNA MESTRE EM TEOLOGIA.
1256 INICIA SUAS ATIVIDADES DOCENTES, EM UM CONVENTO DOMINICANO LIGADO À UNIVERSIDADE DE PARIS
 1258-1264 ESCREVE A SUMA
CONTRA OS GENTIOS.
1259 SEGUE PARA ROMA COMO CONSELHEIRO TEOLÓGICO DA CÚRIA PAPAL.
1265 DÁ AULAS, ATÉ 1267, NO CONVENTO DE SANTA SABINA, EM ROMA.
c. 1266- ESCREVE A SUMA DE TEOLOGIA.
1273 -ÃO CHEGOU A TERMINAR.
1268 REGRESSA A PARIS, ONDE COMBATE
A DIFUSÃO DO AVERROÍSMO.
1270 LANÇA o LTVRO CO.\TRA A\~EKXÓIS.
1272 RETORNA À ITÁUA PARA ESTABELECER UM CENTRO DOMINICANO DE ESTUDOS, NA UNIVERSIDADE DE NÁPOLES.
1274 MORRE NA ABADIA
DE FOSSANOVA, ITALIA.
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PENSADORES DA ALM A E DAS PAIXÕES