CCJ0006-WL-PA-15-Direito Civil I-Antigo-15848
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do Direito. Revista Síntese De Direito Civil e Processual Civil, n º 26 nov-dez 2003. Editora Síntese 
  
Nome do livro: Curso de Direito Civil vol.1 Parte Geral - ISBN - EAN-13: 9788530927929 
Nome do autor: NADER, Paulo 
Editora: Forense 
Ano: 2009. 
Edição: 6a 
Nome do capítulo: Ato Ilícito 
N. de páginas do capítulo : 17 
Aplicação Prática Teórica 
Os conhecimentos apreendidos sera\u303o de fundamental importa\u302ncia para a re\u3d0lexa\u303o teo\u301rica envolvendo a compreensa\u303o necessa\u301ria de que o direito, para ser entendido e estudado 
enquanto feno\u302meno cultural e humano, precisa ser tomado enquanto sistema disciplinador de relaço\u303es de poder, a partir da metodologia utilizada em sala com a aplicaça\u303o dos casos 
concretos, a saber: 
  
___ CASO CONCRETO 1 
Antônio viajava à noite, em seu automóvel, para a sua cidade natal, pela rodovia privatizada e administrada pela concessionária  \u201cCLX\u201d, quando, repentinamente, 
surgiu à sua frente um cavalo na pista. Não conseguindo desviar do animal, Antônio o atropelou e o automóvel saiu da pista, chocando -se contra uma árvore e \u3d0icando 
completamente destruído. Antônio saiu ileso do acidente.  
O dono do animal ainda não foi identi\u3d0icado porque o cavalo não tinha marca e porque há diversos sítios e pequenas propriedades rurais na região. Antônio quer 
saber se cabe ação indenizatória e, se couber, contra quem deverá ser proposta. Além disso, quer saber também quais os danos que podem ser objeto dessa eventual 
indenização. Responda a essas questões, justi\u3d0icando as respostas. 
  
  
CASO CONCRETO 2 
  
Antônio, menor de 16 anos, dirigindo o carro do pai, atropela e fere Josevaldo gravemente. A vítima, completamente embriagada, atravessou a rua inesperadamente. 
Pretende ser indenizada por danos materiais e morais, pelo que propõe ação contra Célio,  pai de Antônio. 
Procede o pedido? Responda de forma fundamentada. 
  
  
  
CASO CONCRETO 3 
  
Vera comprou à vista uma mansão no Condomínio FLAMBOYANT, em bairro nobre de sua cidade, por R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Para 
comemorar, convidou todos os seus amigos e fez uma grande festa, que começou às 13h  e estava prevista para durar  até às 10h da manhã do outro dia. ROGÉRIO, seu 
vizinho, chamou a polícia alegando que som estava muito alto, e, também que estaria havendo perturbação ao sossego, pois já eram 3h da madrugada.  
  
A polícia chegou ao local e Vera falou aos policiais que não abaixaria o som e continuaria a festa, pois, é a legítima proprietária do bem. 
  
PERGUNTA-SE: 
  
A quem assistirá razão? Faça a devida análise crítica e aponte os motivos e fundamentos da sua resposta.  
  
  
CASO CONCRETO 4 
  
Rafael e Sueli pleiteiam a anulação de con\u3d0issão de dívida no montante de R$ 15.000,00 (quinze mil reais), por eles \u3d0irmada em favor de Cirlei. A\u3d0irmam que Rafael 
trabalhava como empregado no sítio de Cirlei, na cidade de Guaratinguetá, e que no dia 24/05/2004, dirigia o carro do patrão quando ocorreu o acidente. Alegam que 
no dia seguinte ao acidente Cirlei pediu que assinassem o documento intitulado de \u201cDECLARAÇÃO DE CONDUTA E CONFISSÃO DE DÍVIDA", no qual Rafael reconhece a 
sua responsabilidade pelo evento danoso e, juntamente com sua mãe, se compromete a pagar a Cirlei a quantia de R$ 15.000,00 para o ressarcimento dos prejuízos. 
Mencionam que no dia seguinte aos fatos, no \u201ccalor\u201d dos acontecimentos não pensaram e assinaram o documento, sem, no entanto, possuírem recursos para arcar com 
o valor descrito. 
  
  
Pergunta-se: 
  
1)     Houve na hipótese o vício da coação? Esclareça. 
2)     A con\u3d0issão de dívida acima mencionada pode ser considerada um ato jurídico stricto sensu ou representa um abuso de direito. Fundamente sua resposta. 
  
  
CASO CONCRETO 5 
  
Para desviar de criança que atravessa inopinadamente a rua, no semáforo vermelho, e fora da faixa de pedestres, Fernanda, que trafegava prudentemente, é 
obrigada a lançar seu automóvel em cima da papelaria de Pedro, quebrando toda a vitrine e causando um prejuízo de R$ 4.000,00  (quatro mil reais). A criança não foi 
atingida e saiu correndo depois do acidente, não sendo mais encontrada nem por Fernanda, nem por Pedro. 
Pergunta-se: 
1)     Nesse caso, ocorreu ato ilícito? Justi\u3d0ique: 
2)     Há dever de indenizar? Em caso positivo de quem? 
  
  
  
QUESTÕES OBJETIVAS 
  
1. Na responsabilidade civil, a indenização por dano moral  
(A) e\u301 sempre dependente da comprovaça\u303o do dano material.  
(B) pode ser cumulada com a indenizaça\u303o por dano material.  
(C) prescinde da comprovaça\u303o do dano material, mas com este e\u301 inacumula\u301vel.  
(D) exige pre\u301via condenaça\u303o do causador do dano em processo criminal.  
(E) na\u303o pode ser superior a\u300 indenizaça\u303o por dano material.  
  
2. É correto a\u3d0irmar-se que, de acordo com o Código Civil atualmente em vigor: 
a)           Comete ato il\u131\u301cito aquele que, mesmo atuando com omissa\u303o, na\u303o causa danos de qualquer espe\u301cie a outrem.  
b)            Comete ato il\u131\u301cito aquele que causa danos a outrem, ainda que na\u303o tenha havido, de sua parte, aça\u303o ou omissa\u303o volunta\u301ria, neglige\u302ncia ou imprude\u302ncia. 
c)           Comete ato il\u131\u301cito aquele que, ao exercer um direito do qual e\u301 titular, excede manifestamente os limites impostos pelo \u3d0im social desse direito. 
d)           Na\u303o comete ato il\u131\u301cito aquele que, ao exercer um direito do qual e\u301 titular, excede os limites da boa - fe\u301.  
e)            Todas as alternativas sa\u303o incorretas. 
  
Plano de Aula: 15 - DIREITO CIVIL I
DIREITO CIVIL I 
Estácio de Sá Página 3 / 4
Título 
15 - DIREITO CIVIL I 
Número de Aulas por Semana 
 
Número de Semana de Aula 
15 
Tema 
ATOS ILÍCITOS E RESPONSABILIDADE CIVIL 
Objetivos 
·        Conceituar os atos ilícitos na esfera cível. 
·        Reconhecer as espécies, elementos e as distinções de atos ilícitos.  
·        Dissertar e analisar a teoria do abuso de direito. 
·        Apresentar noções gerais de responsabilidade civil. 
Estrutura do Conteúdo 
1. ATOS ILÍCITOS E RESPONSABILIDADE CIVIL   
1. 1 Conceito, espécies e distinções necessárias, generalidades e elementos. 
1.2  Abuso de Direito. 
1.3 Excludentes de ilicitude. 
1.4 Responsabilidade Civil - noções gerais. 
ATOS ILI\u1b5CITOS E RESPONSBILIDADE CIVIL 
  
  
Sa\u303o atos que va\u303o contra o ordenamento jur\u131\u301dico, lesando o direito subjetivo de algue\u301m. Para que se con\u3d0igure o ato il\u131\u301cito e\u301 mister que haja um dano moral ou material a\u300 v\u131\u301tima, uma 
conduta culposa, por parte do autor e um nexo causal entre o dano con\u3d0igurado e a conduta il\u131\u301cita. 
Il\u131\u301cito civil gera uma obrigaça\u303o indenizato\u301ria pelos danos efetivos e, em alguns casos, pelo que a v\u131\u301tima deixou de lucrar com o dano provocado. 
Tal obrigaça\u303o decorre da responsabilidade civil, que e\u301 a possibilidade jur\u131\u301dica que determinada pessoa tem de responder pelos seus atos, sejam eles l\u131 \u301citos ou na\u303o. A 
responsabilidade pode ser direta (responder pelos pro\u301prios atos) ou indireta (responder por atos de terceiros). 
O conceito de ato il\u131\u301cito e\u301 de suma importa\u302ncia para a responsabilidade civil, vez que este faz nascer a obrigaça\u303o de reparar o dano. O il\u131\u301cito repercute na esfera do Direito 
produzindo efeitos jur\u131\u301dicos na\u303o pretendidos pelo agente, mas impostos pelo ordenamento. Em vez de direitos, criam deveres. A primeira das consequ\u308e\u302ncias que decorrem do ato 
il\u131\u301cito e\u301 o dever de reparar. Mas na\u303o se faz u\u301nica, eis que, dentre outras, este pode dar causa para a invalidade ou cassaça\u303o do ato, por exemplo.  
No campo do direito, o il\u131\u301cito alça -se a\u300 altura de categoria jur\u131\u301dica e, como entidade, e\u301 revestida de unidade o\u302ntica, diversi\u3d0icada em penal, civil, administrativa, apenas para efeitos de 
integraça\u303o, neste ou naquele ramo, evidenciando -se a diferença quantitativa ou de grau, na\u303o a diferença qualitativa ou de substa\u302ncia.  
E o princ\u131\u301pio que obriga o autor do ato il\u131\u301cito a se responsabilizar pelo preju\u131\u301zo que causou, indenizando -o, e\u301 de ordem pu\u301blica, ressalta a renomada Maria Helena Diniz.