ESTRUTURAS DE MADEIRA
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 40 35 35 35 35 35 40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10
 
 
25
 
 
30
 
 
25
 
10
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10
0 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 40 70 70 75 
 
 75 70 70 40 
 46 
 
7.4 \u2013 PARAFUSOS 
 
7.4.1 \u2013 Parafusos Auto-atarraxantes. 
 
Os parafusos auto-atarraxantes em geral trabalham a corte simples. Eles são instalados com furação 
prévia, devendo a ponta penetrar 8d para desenvolver o esforço de corte admissível. 
 
 
 
 a1 \u2265 8d 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As ligações com parafusos auto-atarraxantes são empregadas em obras secundárias ou provisórias 
(escoramentos). 
 
 
 
7.4.2. \u2013 Parafusos de porca e arruela. 
 
Os parafusos são instalados em furos ajustados, de modo a não ultrapassar a folga de 1 a 1,5 mm. O 
aperto do parafuso se faz com a porca, transmitindo-se o esforço à madeira por meio de arruelas. 
As ligações parafusadas são consideradas rígidas quando o diâmetro de pré-furação não ultrapassar 
o limite: df \u2264 0,5d 
 
 
 
 F 
 
 
 
 
 d 
 
 
 A\u3c3 
 
 F/2 F/2 
 b 
 b1 b1 
 
 
 47 
7.4.2.1. \u2013 Disposições construtivas 
 
O diâmetro do furo deve ser apertado para o parafuso, de modo que a folga seja a menor possível. A 
DIN-1052 recomenda folga máxima de 1 mm; as normas americanas adotam folga de 1/16\u201d = 1,6 
mm. 
 
As arruelas podem ser dimensionadas para transferir à madeira uma força escolhida arbitrariamente. 
As especificações americanas adotam dois tipos de arruelas: 
 
 a) arruelas leves, circulares, estampadas, calculadas para transferir à madeira, com tensão de 
apoio 
 \u2245 30 Kgf/cm2, uma força de 10 a 20% da carga de tração admissível do parafuso; 
 
 b) arruelas pesadas, de chapas quadradas, calculadas para transferir à madeira, com tensão de 
apoio 
 \u2245 30 Kgf/cm2, uma força igual à carga de tração admissível do parafuso. 
 
A carga de tração admissível no parafuso, referida acima, é igual a área do núcleo da rosca An 
multiplicada pela tensão admissível do aço do parafuso. 
 
 
 
 Parafusos Comuns \u2013 Rosca Padrão Americano \u2013 Aço Comum \u2013 fy = 240 MPa 
 Diâmetro do fuste 
 d 
 Diâmetro do furo 
 d \u2032 
 Arruelas de chapa 
 
 (pol.) 
 
 (mm) 
 Área bruta 
 A 
 
 (cm2) 
 
Á. do núcleo 
 An 
 
 (cm2) 
 (pol.) 
 
 (mm) 
 Lado 
 (mm) 
Espessura 
 (pol.) 
 
3/8 
1/2 
5/8 
3/4 
7/8 
1 
1 1/8 
1 1/4 
1 3/8 
1 1/2 
1 3/4 
2 
 
 
9,5 
12,7 
16 
19 
22 
25 
29 
32 
35 
38 
45 
51 
 
 
0.71 
1,27 
1,98 
2,85 
3,88 
5,07 
6,43 
7,92 
9,58 
11,4 
15,52 
20,27 
 
 
0,44 
0,81 
1,30 
1,95 
2,70 
3,56 
4,47 
5,74 
6,77 
8,32 
11,23 
14,84 
 
 
7/16 
9/16 
11/16 
13/16 
15/16 
1 1/16 
1 1/4 
1 3/8 
1 1/2 
1 5/8 
1 7/8 
2 1/8 
 
 
11 
14 
17 
21 
24 
27 
32 
35 
38 
41 
48 
54 
 
 
45 
60 
75 
95 
110 
125 
145 
160 
180 
200 
230 
260 
 
 
3/16 
1/4 
5/16 
3/8 
1/2 
1/2 
5/8 
3/4 
3/4 
7/8 
1 
11/8 
 
 
 
Segundo a NB-11, as arruelas devem ter espessura mínima de 9 mm (3/8\u201d) no caso de pontes, e 6 
mm (1/4\u201d), em outras obras. Comercialmente utilizam-se arruelas quadradas ou circulares; a 
espessura não deve ser inferior a 1/8 do lado ou diâmetro da arruela, para que a mesma tenha rigidez 
suficiente. 
 
 
 48 
A NB-11 especifica os seguintes diâmetros construtivos mínimos dos parafusos: 
 
 - elementos principais de pontes: d \u2265 16 mm (5/8\u201d); 
 
 - demais casos: d \u2265 9 mm (3/8\u201d). 
 
Nas ligações de peças com parafusos, utilizam-se peças auxiliares (talas) de madeira ou de chapa de 
aço. As chapas de aço das ligações devem ter as seguintes espessuras mínimas: 
 
 - elementos principais de pontes: t \u2265 9 mm (3/8\u201d); 
 
 - demais casos: t \u2265 6 mm (1/4\u201d). 
 
 
7.4.2.2. \u2013 Espaçamento mínimo entre parafusos. 
 
 
 
 
 
 1,5 d 
 
 3d 
 
 1,5d 
 
 
 4d 4d 7d 
 a-1) Peças tracionadas 
 
 
 
 
 1,5d 
 
 3d 
 
 1,5d 
 
 
 4d 4d 4d 
 a-2) Peças comprimidas 
 
a) Esforço paralelo as fibras 
 
 
 
 
 
 
 49 
 
 
 
 
 1,5d 3d 1,5d 1,5d 3d 1,5d 
 
1,5d 4d 
 
 
4d 4d 
 
 
4d 1,5d 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) Esforço normal as fibras 
 
 
7.4.2.3.- Esforços admissíveis nos parafusos. 
 
 
 
 
 F 
 b a\u3c3 
 
 
 
 d 
 
a\u3c3 = \u2264bd
F
 a\u3c3 sendo 
 
a\u3c3 = tensão de apoio; 
 F = esforço no parafuso 
 b = largura da peça de madeira 
 d = diâmetro do parafuso 
a\u3c3 = tensão admissível de apoio da madeira no plano diametral do parafuso. 
 
 
 50 
 
Para peças expostas ao tempo, podem ser adotados os seguintes valores admissíveis para as tensões 
de apoio da madeira no plano diametral dos parafusos: 
 
- esforço na direção das fibras: 
- 
 talas metálicas a\u3c3 = 0,9 c\u3c3 
 talas de madeira a\u3c3 = 0,8 x 0,9 c\u3c3 = 0,72 c\u3c3 
 
 
- esforço na direção perpendicular às fibras, com talas metálicas ou de madeira: 
 
 an\u3c3 = 0,225kn c\u3c3 onde 
 kn = coeficiente de majoração destinado a levar em conta o efeito de carregamento local, no 
caso de parafusos de pequenos diâmetros. 
 
 
d (cm) 0,62 0,95 1,25 1,6 1,9 2,2 2,5 
 
kn 2,5 1,95 1,68 1,52 1,41 1,33 1,27 
 
d (cm) 3.1 3,8 4,4 5,0 6,3 7,5 
 
 
kn 1,19 1,14 1,10 1,07 1,03 1,00 
 
 
 
 
Esforços admissíveis nos parafusos: 
 
a) talas de madeira \u2013 esforço na direção das fibras: 
a
y
crit
f
db
\u3c3
77,0= 
 
Se b \u2264 bcrit - parafusos curtos (pequenas espessuras de madeira) 
 
\u21d2 F = b x d x a\u3c3 
 
 
Se b > bcrit - parafusos longos 
 
\u21d2 ay xfdF \u3c3277,0= 
Esforço na direção normal às fibras: 
an
y
ncrit
f
db
\u3c3
51,0= 
 
Se b \u2264 bncrit - parafusos curtos (pequenas espessuras de madeira)