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DIREITO PENAL I
SEMANA 8 AULA 15
SEMANA 08.AULA 15.
 DA CONDUTA.
 DO TIPO DOLOSO.
SEMANA 8. AULA 15.
\u25baOBJETIVOS DA SEMANA DE AULA.
\u2022 Conhecer o plano de aula.
\u2022 Compreender a relevância da subsunção das normas
 penais aos preceitos constitucionais.
\u2022Reconhecer os elementos subjetivos da conduta
 consoante a teoria finalista da ação e as teorias do dolo.
\u2022 Diferenciar as espécies de dolo e suas conseqüências
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EMENTA
1. Da Conduta Dolosa.
1.1. Teorias
1.2. Natureza Jurídica
1.3. Elementos
1.4. Espécies de Dolo:
 - Dolo Direto
 - Dolo Indireto: eventual e alternativo
 - Dolo Genérico
 - Especial Fim de Agir
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CÓDIGO PENAL
ART.18. Diz-se o crime:
 I. doloso, quando o agente quis o resultado, ou assumiu o risco de produzi-lo.
 (incluído pela lei n.7209, de 11.07.1984)
CONTEÚDO.
1.1. Teorias adotadas pelo Código Penal.
 \u25ba Vontade.
\u25ba Assentimento ou consentimento
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 .
1.2. Natureza Jurídica
1.3. Elementos
\u25ba Vontade
\u25ba Consciência
1.4. Espécies de Dolo(CAPEZ, Fernando. Material Didático)
 \u25ba Dolo Direto (ou determinado). \u201c vontade de praticar a conduta e produzir
 o resultado\u201d.
 \u25ba Dolo Indireto (ou indeterminado). \u201c o agente não quer diretamente o
 resultado, mas assume o risco de produzi-lo\u201d.
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DOLO EVENTUAL - o agente prevê o resultado e,
embora não o queira propriamente, concorda com sua
produção.
DOLO ALTERNATIVO \u2013 o agente concorda com a
ocorrência de qualquer dos possíveis resultados
previstos.
 No dolo eventual, o agente presta anuência, concorda
com o advento do resultado, preferindo arriscar-se a
produzi-lo a renunciar à ação. (PRADO, Luiz Regis.op.cit)
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\u25ba Dolo Genérico \u2013 vontade de realizar a conduta sem um fim
especial.
 Art.121, CP \u2013 Matar alguém:
 Pena - reclusão de 6 a 20 anos.
\u25ba Especial Fim de Agir - vontade de realizar a conduta visando a
um fim especial previsto no tipo penal.
 Art. 155, CP \u2013 Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia
móvel:
 Pena \u2013 reclusão de 1 a 4 anos, e multa.
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 Recurso em Sentido Estrito Nº 70039862206,
 Segunda Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do
 RS, Relator: Marco Aurélio de Oliveira Canosa,
Julgado em 27/01/2011
 RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. PROCESSO DE
COMPETÊNCIA DO JÚRI. OCORRÊNCIA DE TRÂNSITO.
DOLO EVENTUAL. PRONÚNCIA. INCONFORMIDADE
DEFENSIVA. PRETENSÃO:DESCLASSIFICAÇÃO. - A prova
da existência do fato encontra apoio nos seguintes
documentos: AUTO DE NECROPSIA (Nec 222/07); LAUDO
PERICIAL Nº 18223/07 (relativo as avarias sofridas pelo
veículo), acompanhado de suporte fotográfico ; e, LAUDO
PERICIAL Nº 15892/2007 (exame no local da ocorrência),
acompanhado de suporte fotográfico. -
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 A proposição defendida, no sentido de que o recorrente não
assumiu o risco de produzir o resultado típico, trata-se de
alegação de "... factum internum, e desde que não é possível
pesquisá-lo no "foro intimo" do agente, tem-se de inferi-lo dos
elementos e circunstâncias do fato externo.", ou seja, "É sobre
pressupostos de fato, em qualquer caso, que há de assentar o
processo lógico pelo qual se deduz o dolo distintivo do
homicídio.", como, há muito deixou assentado o mestre
Hungria. - Por outro lado, devemos lembrar que a ausência de
dolo, a desistência voluntária e o arrependimento eficaz,
conforme já decidiu esta Corte, por sua colenda Câmara
Especial Criminal, quando do julgamento, em 10/09/2002, do
Recurso em Sentido Estrito Nº 70004609368, são "teses que
exigem perquiricao do animus do agente, ingressando em
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materia de competencia constitucional privativa do tribunal do
juri.\u201d O eminente Ministro José Arnaldo Da Fonseca, quando
do julgamento, em 23 de maio de 2000, do Recurso Especial
nº 225.438-CE, pela egrégia Quinta Turma do Superior
Tribunal de Justiça, ressaltou: "Ainda que se vislumbrasse
dúvida no tocante à definição legal da conduta, ainda aí, o
juízo de avaliação é do Tribunal Popular. Em suma: `Dúvida
sobre a existência de culpa ou dolo eventual na conduta do
agente. (...) Com efeito, tratando-se de ocorrência de
trânsito, no momento em que o motorista resolve dirigir seu
automóvel em velocidade excessiva, sob o efeito de bebida
alcoólica ou substância entorpecente, em tese, aceita o risco
de produzir o resultado típico.
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 A Segunda Turma do Pretório Excelso, quando do
julgamento, do HC 97252/SP, em 23/06/2009, relatora a
eminente Ministra Ellen Gracie, proclamou ( passagens da
ementa): (a) "2. O dolo eventual compreende a hipótese
em que o sujeito não quer diretamente a realização do tipo
penal, mas a aceita como possível ou provável (assume o
risco da produção do resultado, na redação do art. 18, I, in
fine, do CP). 3. Faz-se imprescindível que o dolo eventual
se extraia das circunstâncias do evento, e não da mente do
autor, eis que não se exige uma declaração expressa do
agente."; e, (b) "5. Na presente hipótese, depreende-se da
decisão de pronúncia, a existência de indícios suficientes
de autoria em relação aos crimes dolosos de homicídio e
lesão corporal, visto que diversas testemunhas afirmaram
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 que o paciente dirigia seu veículo em alta velocidade e,
após o atropelamento, aparentava estar alcoolizado. 6. No
caso em tela, de acordo com o que consta da denúncia, o
paciente aceitou o risco de produzir o resultado típico no
momento em que resolveu dirigir seu automóvel em
velocidade excessiva, sob o efeito de bebida alcoólica e
substância entorpecente." - Temos, desta forma, que a
inconformidade da combativa defesa, nesta fase, não pode
ser acolhida. - O recorrente, na fase policial, admitiu ter
ingerido bebida alcoólica (três garrafas de cerveja durante o
almoço). Em Juízo, reinquirido, confirmou o depoimento
prestado anteriormente.
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Relatou, em suma, que ingeriu bebida alcoólica, mas não
estava bêbado, bem como que estava imprimindo
velocidade excessiva. R.D.P. afirmou ter visto o Kadet
que atropelou o ciclista em alta velocidade, por volta de
100 km/h. Relatou, ainda, que o acusado já teria passado
anteriormente em alta velocidade, quando quase
atropelou sua esposa. - Em relação a ingestão de bebida,
o Laudo de Exame para Verificação de Embriaguez
Alcoólica informa que "(...) no momento em que foi
realizado o exame, o periciado se encontrava em estado
de embriaguez alcoólica." . J.I.B., policial militar, afirma
que, quando de seu contato com o inculpado, notou
sinais de embriaguez.
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Na espécie, observa-se que há mais de uma versão em relação às
condições do condutor, inclusive no que tange a velocidade
imprimida no veículo. Mostra-se, assim, o acerto na decisão do
digno Juiz de Direito que, reconhecendo eventual controvérsia do
conjunto probatório (mais de uma versão para o acontecimento -
uma delas contrária à explicação do episódio fornecida pelo
inculpado), encaminhou o feito a analise dos Srs. Jurados.
Precedentes dos Tribunais Superiores. - A desclassificação, nesta
fase, desta forma, não tinha passagem. "A desclassificação, por
ocasião de "iudicium accusationis", só pode ocorrer quando o seu
suporte fático for inquestionável e detectável de plano." (Resp nº
192049/DF, Relator Ministro Felix Fischer, j. em 09/02/1999, 5ª
Turma do Superior Tribunal de Justiça). RECURSO
DESPROVIDO.
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