proposta_de_fisioterapia_manipulativa_alongamento_e_pompage_no_tratamento_da_cefaleia_tensional_relato_de_caso
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dos dez atendimentos, o qual demonstrou que a técnica foi eficiente devido haver
uma melhora em média de 49% no quadro da dor. Comparando a variação do
percentual do primeiro atendimento com o nono e décimo atendimento houve uma
redução de 31% a mais da dor, mostrando que a técnica é progressiva na melhora
da dor.
Hoffmann & Teodoroski (2003), utilizaram a técnica da pompagem na CTT e
uma das análises que utilizaram foi a EVA, onde obteve melhora da dor a partir do
terceiro atendimento, como a utilizada neste estudo, que também promoveu melhora
da dor a partir do sexto atendimento, demonstrando que a técnica utilizada foi
eficiente. Segundo Farrel (1989), a cefaléia varia muito individualmente. Explicando
assim a diferença nos dias para se obter a melhora da dor.
Também foi confirmado a eficiência da técnica pela paciente quando referiu
melhora das dores de cabeça, das dores em região cervical, da melhora na
qualidade do sono, da melhora dos hábitos intestinais e do apetite, após os dez
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atendimentos, demonstrando que houve melhora na qualidade de vida desta
paciente.
Giona (2003), em seu Trabalho de Conclusão de Curso empregou técnicas
da terapia manual, dentre elas estava a pompagem e os alongamentos, como as
utilizadas neste estudo, que foi realizada em oito pacientes portadores de CTT, onde
todos apresentaram melhora da dor na EVA. Este mesmo resultado foi obtido neste
estudo de caso, demonstrando que as técnicas utilizadas são eficientes na melhora
da dor.
Segundo Fenichel (1995), a dor na CTT é aliviada por repouso ou
relaxamento e também responde à aspirina ou acetaminofem. Mas como todo
medicamento, pode levar a efeitos colaterais no organismo. Com as técnicas de
pompagem e alongamentos foi possível levar a melhora da dor, porém sem efeitos
colaterais, demonstrando ser um tratamento mais saudável e seguro, quando
comparado às drogas.
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5 CONCLUSÃO
A cefaléia do tipo tensional é considerada a variante mais comum de todos os
tipos de cefaléia. E os portadores desta patologia raramente buscam auxílio médico
ou fisioterapêutico, optam pela auto medicação, muitas vezes realizada de forma
errônea que acaba agravando o quadro.
Pode se concluir que as técnicas empregadas promoveram a diminuição da
dor em todos os seus aspectos, como na intensidade, na duração e na freqüência.
Ocorrendo assim uma melhora significativa na qualidade de vida da portadora de
cefaléia do tipo tensional.
Para que isso ocorra com os pacientes portadores de CTT é necessário que
haja interdisciplinaridade entre os profissionais da área de saúde para obter maiores
informações em relação as atuações que a fisioterapia pode promover à várias
patologias.
E espera-se que este trabalho possa despertar interesse para a realização
de novas pesquisas que possam contribuir para a melhora na qualidade de vida dos
pacientes. Como sugestão: Utilizar um maior número de voluntários para
comparação de resultados; Comparar a melhora da dor em um grupo tratado através
de drogas abortivas, e outro tratado com técnicas da terapia manual.
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