NÓBREGA  Vandick Londres da. Direito Romano. Organização Judicial  Ações da Lei  Processo Formulário
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contidas no álbum para
obter o interãictum. O réu podia opor exceções, que seriam
acrescentadas à fórmula.
Depois que o magistrado concedesse o interdito, o pro-
cesso estaria terminado desde que não houvesse contestação.
Na época das legis actiones o interdito era uma ordem
pura e simples do magistrado com conhecimento de causa,
mas depois passou a ser uma ordem condicional, cujas con-
dições deviam ser verificadas quando houvesse contestação
sobre sua existência.
Se o réu não se conformasse com a ordem recebida, o
autor devia agir judicialmente contra ele, podendo utilisur
para isto dois processos: \u2014 per sponsionem e per formulam
arbitrariam.
No processo per sponsionem o autor devia citar o adver-
sário perante o magistrado e intimá-lo a prometer certa
quantia \u2014 sponsio \u2014 na hipótese de que não tivesse obe-
decido à ordem do pretor. O adversário, por sua vez^ esti-
pula a mesma quantia \u2014 restipulatio \u2014 com referência
ao autor, na hipótese de ser infundada a sua pretensão.
Se o autor vencesse, o juiz condenaria o réu com referência
à sponsio e absolveria o autor, com referência a restipulatio
que recusasse indenizar o prejuízo causado, quando se tra-
tasse de reparação pecuniária.
A parte vencedora, nos primeiros tempos, somente re-
cebia a indenização correspondente à sponsio, mas na época
clássica o pagamento dessa quantia era considerado como
uma pena para o réu, que não ficaria dispensado de repa-
rar o prejuízo causado. O juiz, através de uma ação espe-
cial \u2014 o iudicium secutorum, condenava o réu.
No processo per formulam arbitrariam foram atenua-
dos os rigores do processo per sponsionem, mas a sua apli-
cação ficava restrita aos interditos restitutórios e redibl-
tórios. O réu devia solicitar ao magistrado a nomeação da
um árbitro, logo após fosse pronunciado o interdito, antes
mesmo que o magistrado saísse da audiência.
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O magistrado concedia uma fórmula in factum, para
verificar se o autor estava nas condições do interdito. O
réu não era condenado à reparação do prejuízo, salvo se
não quisesse atender ao que o árbitro estabelecesse; e, poi
outro lado, se o autor não obtivesse o interdito não incorreria
em pena, salvo na de 1/10 se tivesse agido de má-fé.
Eesíituíiones in integrum \u2014 A restitutio in integrum é
uma providência extraordinária tomada pelo pretor contra
ato regularmente realizado, restabelecendo o estado de di-
reito anterior, para não contrariar a equidade.
Os principais casos de restitutlon&s in integrum são: \u2014
o erro, o dolo, a coação, a menoridade, a ausência, a CG-
pitis ãeminutio, a alienação iuãicii mutandi causa ou in
fraudem creditorum.
A restitutio in integrum só podia ser intentada dentro
do prazo curto de um ano, sendo necessário que houvesse um
prejuízo resultante da lei, contra o qual não se podia opor
outro recurso. O prazo foi dilatado por Justiniano para qua-
tro anos contínuos.
A restitutio in integrum era concedida cognita causa e
depois de um debate contraditório. Não podia ser invocada
em favor de alguém, se o ato causador do prejuízo fosse anu-
lável pelo direito civil.
Não era uma decisão condicional, pois o magistrado a
tomava, mediante minucioso exame dos fatos.
O ato impugnado subsistiria em direito civil, apesar da
restitutio, mas por uma ficção era considerado como não
tendo sido realizado. O decreto do pretor determinava que
a situação jurídica fosse considerada como se o ato não
existisse.
TEMAS
1 \u2014 Qual a hipótese de Keller sobre a transformação da lei no processo
formulário?
2 \u2014 Em que consiste a hipótese de Huvelin?
3 \u2014 Em que consiste a hipótese de Husckke?
COMPÊNDIO DE DIREITO ROMANO-I 431
4 \u2014 Em que consiste a hipótese de Girard?
5 \u2014 Qual o objetivo da lei Ebúcia e em que época devemos localizá-la?
Que sabe aobre as leis Júlias?
A que era submetida a instância na época clássica?
Qual a distinção entre indicia legitima e iaditia império continentia?
QBa| Q sentido da regra osrao alieno aomine agere pores* no processe
formulário?
Qus era o cograror?
Em qus consistia a sstisdstio raiam rem dominam habiturum?
De que maneira, ca representação passiva, podia ser evitado o risco
ao autor?
Ccsno se processava a citação no processo formulário?
Esplique a figura do vadiszioniom.
Que era a actioais eãictio?
Descreva a marcha do processo in iare no processo formulário.
Quais as atitudes que podia assumir o réu na fase in iuie?
Que era a litis contestatio?
Quais os principais efeitos da litis contsstatío?
Como podiam variar as fórmulas?
Quais as principais partes da fórmula?
Quais as partes acessórias da fórmula?
Como podem ser classificadas as exceções?
Explique o processo in indicio .
Descreva o processo contraditório.
Que era a pias petítío?
Como se processava a saíisísctio iniet moras litis?
Que sabe sobre a condenação pecuniária?
Quais os efeitos da sentença?
Como se processsava a execução?
Como se processava a execução sobre a pessoa?
Como se processava a execução sobre os bens?
Quais as principais fases da execução sobre os bens?
Como podiam os magistrados intervir na época do processo formulário?
Que eram ss stipulationes prsetorise?
Que eram as missiones in possessioneoi?
Que eram os iníeidiciá?
Que eram as restittttiones in integram?
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