CCJ0006-WL-PA-16-Direito Civil I-Novo-15841
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a discrição fá\u19fca legal, produzindo os efeitos previstos em lei. Nada impede portanto que a 
adequação \u1a1pica do ato jurídico stricto sensu gere, como conseqüência, o dever de reparar o dano causado. 
Esta espécie de fato jurídico se subdivide em atos materiais e par\u19fcipações. Os ato materiais ou reais, são os atos nos quais existe uma vontade consciente na origem da a\u19fvidade 
humana, mas o mesmo não ocorre na produção dos seus efeitos, ou seja, existe uma vontade na produção de um ato, mas não obje\u19fvando a produção de seus efeitos, os quais são 
produzidos sem o seu querer. Já as par\u19fcipações são "atos de mera comunicação, dirigidos a determinado des\u19fnatário, e sem conteúdo negocial. " (9) 
Este ins\u19ftuto jurídico, não foi regulado na parte geral do Código Civil de 1916, apenas foi lembrado em normas isoladas na parte especial. Já o novo Código Civil de 2002, regulou de 
forma genérica os atos jurídicos em sen\u19fdo estrito, aplicando, no que couber, as normas genéricas dos negócios jurídicos. 
Negócio Jurídico 
Tem origem na doutrina alemã e foi assimilado pela Itália e posteriormente por outros países. Fundamentalmente, consiste na manifestação de vontade que procura produzir 
determinado efeito jurídico, embora haja profundas divergências em sua conceituação na doutrina. Trata -se de uma declaração de vontade que não apenas cons\u19ftui um ato livre, 
mas pela qual o declarante procura uma relação jurídica entre as várias possibilidades que oferece o universo jurídico. Inclusive, há ponderável doutrina estrangeira que entende 
que o negócio jurídico já é uma conceituação superada, tendo em vista o rumo tomado pelos estudos mais recentes (Ferri, 1995:61). Há, sem dúvida, manifestações de vontade que 
não são livres na essência, mormente no campo contratual, o que di\ufb01culta a compreensão original do negócio jurídico.  
É, contudo, no negócio jurídico, até que se estabeleça nova conceituação, onde repousa a base da autonomia da vontade, o fundamento do direito privado. Não obstante as crí\u19fcas 
que sofre, a doutrina do negócio jurídico demonstra ainda grande vitalidade no direito ocidental, mormente na Itália, Alemanha e França. O negócio jurídico con\u19fnua sendo um 
ponto fundamental de referência teórica e prá\u19fca. É por meio do negócio jurídico que se dá vida às relações jurídicas tuteladas pelo direito. 
Nosso Código Civil de 1916 não regulamentou o negócio jurídico, preferindo tratá -lo como ato jurídico. No entanto, esse estatuto civil trata de diferentes modalidades de atos 
unilaterais e de contratos que nada mais são do que negócios jurídicos. Embora a categoria também seja usada no direito público, é no direito privado que encontramos o maior 
número de modalidades de negócios jurídicos. O atual Código adota a denominação negócio jurídico (arts. 104 ss). 
O Código de 1916, ao de\ufb01nir ato jurídico no art. 81, estava, na realidade, referindo -se ao conceito já conhecido na época de negócio jurídico: "Todo ato lícito, que tenha por \ufb01m 
imediato adquirir, resguardar, transferir, modi\ufb01car ou ex\u19fnguir direitos, se denomina ato jurídico." O Código de 2002 preferiu não repe\u19fr a de\ufb01nição. Poucas leis o de\ufb01nem, é 
verdade. 
Lembre -se do Código Civil holandês, que no art. 33 do livro terceiro de\ufb01ne o negócio jurídico como o ato de vontade que é des\u19fnado a produzir efeitos jurídicos e que se manifesta 
com uma declaração. Muito, porém, discu\u19fu a doutrina até chegar a essa sinté\u19fca compreensão do fenômeno. Cuida-se muito mais de uma categoria que surge por uma necessidade 
de sistema\u19fzação. 
NASCIMENTO E AQUISIÇÃO DE DIREITOS. 
É a conjunção do direito com seu \u19ftular. Adquirir um direito é tornar-se o \u19ftular do mesmo e ser o \u19ftular de um direito é possuir o mesmo como coisa própria, é apropriar-se dele. 
Todo direito pertence a alguém que o adquire, e esse alguém, em virtude da aquisição, assume a posição de \u19ftular do direito, e este \u19ftular recebe a denominação de sujeito de 
direito. 
\u2013 FORMAS DE AQUISIÇÃO DE DIREITOS 
ORIGINÁRIA \u2013 ocorre quando o sujeito passa a possuir o direito sem que haja qualquer relacionamento jurídico com um outro sujeito na qualidade de \u19ftular anterior desse mesmo 
direito. É quando o direito nascer no momento em que o \u19ftular se apropria do bem de maneira direta, sem interposição ou transferência de outra pessoa. O Direito nasceu como 
fato. Ex. a ocupação de coisa abandonada (1263 do CC) (1260 CC), a apropriação de uma concha que o mar a\u19fra na praia, etc; 
DERIVADA \u2013 quando houver transmissão do direito de propriedade de uma pessoa a outra, exis\u19fndo uma relação jurídica entre o anterior e o atual \u19ftular. Ex.compra e venda (481 do 
CC) , doação (538 do CC), herança (1784 do CC) etc. 
Ocorre que a transferência de direitos de um \u19ftular para outro pode não ser completa , daí pode dividindo-se em: 
TRANSLATIVA \u2013 transferência total dos direitos de um \u19ftular para outro. Há a aquisição por parte do novo \u19ftular e ex\u19fnção por parte do an\u19fgo. Ex. compra e venda a vista.  
CONSTITUTIVA \u2013 é aquela em que o \u19ftular anterior ainda mantém consigo alguma parcela do direito sobre o bem objeto da transferência. Ex. Doação com cláusula de usufruto (1390 
do CC), alienação \ufb01duciária em garan\u19fa (Decreto Lei 911/69). 
A aquisição pode ser ainda:  
GRATUITA \u2013 se não houver qualquer contraprestação. Ex. sucessão hereditária, doação etc. 
ONEROSA \u2013 quando o patrimônio do adquirente enriquece em razão de uma contraprestação. Ex. compra e venda. 
\u2013 O DIREITO ADQUIRIDO 
FRANCESCO GABBA, em sua obra \u201cA Teoria della Retroa\u1abvità delle Leggi\u201d,Roma, 1891, escreveu: 
 \u201cÉ direito adquirido todo direito que\u201d: a) seja conseqüência de um fato idôneo a produzi -lo, em virtude da lei do tempo no qual o fato se viu realizado, embora a ocasião de fazê -lo 
valer não se tenha apresentado antes da atuação de uma lei nova a respeito do mesmo;e que b) nos termos da lei sob o império da qual se veri\ufb01cou o fato de onde se origina, entrou 
imediatamente a fazer parte do patrimônio de quem o adquiriu.\u201d 
REYNALDO PORCHAT, na obra Retroa\u19fvidade das Leis Civis, São Paulo,Duprat, 1909, acrescenta:  
\u201cDireitos adquiridos são conseqüências de fatos jurídicos passados, mas conseqüências ainda não realizadas, que ainda não se tornaram de todo efe\u19fvas. Direito adquirido é, pois, 
todo direito fundado sobre um fato jurídico que já sucedeu, mas que ainda não foi feito valer.\u201d 
É o que já se incorporou de\ufb01ni\u19fvamente ao patrimônio e/ou à personalidade do sujeito de direito. O direito torna-se adquirido por conseqüência concreta e direta da norma jurídica 
ou pela ocorrência, em conexão com a imputação norma\u19fva, de fato idôneo, que gera a incorporação ao patrimônio e/ou à personalidade do sujeito. 
Portanto, tal direito adquirido, uma vez incorporado ao patrimônio e/ou à personalidade, não pode ser a\u19fngido pela norma jurídica nova.  
\u2013 EXPECTATIVA DE DIREITO. 
Do latim expectare, esperar. 
 Situação jurídica da pessoa cujo direito subje\u19fvo, para se perfazer, carece da realização de um ato ou fato futuro e previsível. Como diz, com muita propriedade, De Plácido e Silva, 
a expecta\u19fva de direito é uma esperança, que se con\ufb01gura na probabilidade ou na possibilidade de o interessado vir a adquirir ou ter um direito subje\u19fvo. Não se confunde, a nosso 
ver, com o direito eventual, que se perfaz sem a previsibilidade inerente à expecta\u19fva de direito.  
Exempli\ufb01cando: o herdeiro de alguém ainda não falecido tem mera expecta\u19fva de direito quanto ao seu quinhão na herança, embora seja previsível que este, cedo ou tarde, 
cons\u19ftuirá objeto de um direito devidamente caracterizado. Já o direito eventual independe de qualquer previsão, podendo originar-se do caso fortuito, do acaso, enfim, p. ex., o 
direito à recompensa pela res\u19ftuição de coisa achada  
É a mera possibilidade de aquisição de direito, que, dependendo ainda de certas circunstâncias, ainda não se consumou. A expecta\u19fva, por mais legí\u19fma que possa ser, não tem 
garantia contra a lei nova. 
- DIREITO ATUAL. 
É o que já está estabelecido, já que tem vida