CCJ0006-WL-PA-16-Direito Civil I-Novo-15841
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jurídicos. 
l Compreender  e identificar as formas de aquisição, modificação e perda do direito. 
l Assimilar os elementos constitutivos e pressupostos do ato jurídico. 
l Conhecer as diversas teorias a respeito dos atos jurídicos. 
l Distinguir o ato-fato jurídico e o ato jurídico stricto sensu. 
Estrutura do Conteúdo 
1- Dos Fatos Jurídicos.  
1.1 Noções distintivas sobre fatos, atos e negócios jurídicos. 
1.2 Aquisição, modificação e perda do direito. 
1.3 Ato jurídico: conceito, elementos constitutivos, pressupostos  
1.4 Ato-fato jurídico. 
                1.5 Ato jurídico stricto sensu. 
  
Segue abaixo uma sugestão de roteiro de apresentação do conteúdo programático: 
FATOS JURÍGENOS. 
(fato = acontecimento, jure=direito, geno =criar \u2013 fato que cria, que produz direito) 
Fato Jurídico, fato jurígeno ou fato gerador é todo acontecimento a que uma norma Jurídica atribui um efeito. 
Washington de Barros [1] de\ufb01ne como: acontecimentos em virtude dos quais nascem, subsistem e se ex\u19fnguem as relações jurídicas; 
  
Miguel Reale[2] informa que é todo e qualquer fato de ordem \u130sica ou social, inserido numa estrutura norma\u19fva; 
  
Arnold Wald[3] coloca que os fatos Jurídicos são aqueles que repercutem no direito, provocando a aquisição, a modi\ufb01cação ou a ex\u19fnção de direitos subje\u19fvos. 
Orlando Secco[4] dividiu os Fatos Jurídicos da seguinte forma: 
1 FATO JURÍDICO EM SENTIDO AMPLO (SENTIDO LATO) - é todo acontecimento, dependente ou não da vontade humana, a que a lei atribui certos efeitos jurídicos. É o elemento que dá 
origem aos direitos subje\u19fvos, impulsionando a criação da relação jurídica, concre\u19fzando as normas jurídicas. Observa-se que do direito obje\u19fvo não surge diretamente os 
direitos subje\u19fvos, é necessário que exista uma \u201cforça\u201d que impulsione o acontecimento contido na norma. 
Para um fato ser jurídico é preciso que tenha alguma conseqüência na inter -relação humana. Em alguns casos como, por exemplo, você chega na faculdade e não cumprimenta um 
determinado colega, isto não é um fato jurídico porque não existe lei que diga que você tenha que falar com todos os colegas. Já seu irmão, no quartel; se não bater con\u19fnência aos 
colegas de farda; sofre conseqüências porque existe uma norma que descreve esta situação e diz que todos devem se cumprimentar com a con\u19fnência. 
2 FATO JURÍDICO EM SENTIDO ESTRITO (STRICTO SENSU) \u2013 é o acontecimento independente da vontade humana que produz efeitos jurídicos, que podem ser classi\ufb01cados em: 
A) ORDINÁRIO \u2013 como o nascimento, a morte, a menoridade, a maioridade, etc. 
B) EXTRAORDINÁRIO \u2013 como o caso fortuito e a força maior, que se caracterizam pela presença de dois requisitos: o primeiro é obje\u19fvo, que se con\ufb01gura na inevitabilidade do 
evento; e o segundo é o subje\u19fvo, que é a ausência de culpa na produção do acontecimento. Na força maior conhece-se a causa que dá origem ao evento, pois se trata de um fato da 
natureza , como o raio, que provoca incêndio, a inundação, que dani\ufb01ca produtos. No caso fortuito, acidente que gera o dano, advém  de causa desconhecida, como o cabo elétrico 
aéreo que se rompe e cai sobre \ufb01os telefônicos, causando incêndio. 
Aqui trazemos os ensinamentos de Silvio de SalvoVenosa: 
\u201cSão fatos jurídicos todos os acontecimentos que, de forma direta ou indireta, ocasionam efeito jurídico. Nesse contexto, admi\u19fmos a existência de fatos jurídicos em geral, em 
sen\u19fdo amplo, que compreendem tanto os fatos naturais, sem interferência do homem, como os fatos humanos, relacionados com a vontade humana. 
Assim, são fatos jurídicos a chuva, o vento, o terremoto, a morte, bem como o usucapião, a construção de um imóvel, a pintura de uma tela. Tanto uns como outros apresentam, com 
maior ou menor profundidade, conseqüências jurídicas. Assim, a chuva, o vento, o terremoto, os chamados fatos naturais, podem receber a conceituação de fatos jurídicos se 
apresentarem conseqüências jurídicas, como a perda da propriedade, por sua destruição, por exemplo. Assim também ocorre com os fatos relacionados com o homem, mas 
independentes de sua vontade, como o nascimento, a morte, o decurso do tempo, os acidentes ocorridos em razão do trabalho. De todos esses fatos decorrem importan\u1a1ssimas 
conseqüências jurídicas. O nascimento com vida, por exemplo, \ufb01xa o início da personalidade entre nós. Por aí se pode antecipar a importância da correta classi\ufb01cação dos fatos 
jurídicos. 
A matéria era lacunosa mormente em nossa lei civil de 1916. Em razão disso, cada autor procura sua própria classi\ufb01cação, não havendo, em conseqüência, unidade de 
denominação. A classi\ufb01cação aqui exposta é simples e acessível para aquele que se inicia nas letras jurídicas. 
Partamos do seguinte esquema: Assim, são considerados fatos jurídicos todos os acontecimentos que podem ocasionar efeitos jurídicos, todos os atos susce\u1a1veis de produzir 
aquisição, modi\ufb01cação ou ex\u19fnção de direitos. 
São fatos naturais, considerados fatos jurídicos em sen\u19fdo estrito, os eventos que independentes da vontade do homem, podem acarretar efeitos jurídicos. Tal é o caso do 
nascimento mencionado, ou terremoto, que pode ocasionar a perda da propriedade. 
Numa classi\ufb01cação mais estreita, são atos jurídicos (que podem também ser denominados atos humanos ou atos jurígenos) aqueles eventos emanados de uma vontade, quer tenham 
intenção precípua de ocasionar efeitos jurídicos, quer não. 
Os atos jurídicos dividem -se em atos lícitos e ilícitos. Afasta -se, de plano, a crí\u19fca de que o ato ilícito não seja jurídico. Nessa classi\ufb01cação, como levamos em conta os efeitos dos 
atos para melhor entendimento, consideramos os atos ilícitos como parte da categoria de atos jurídicos, não considerando o sen\u19fdo intrínseco da palavra, pois o ilícito não pode 
ser jurídico. Daí por que se quali\ufb01cam melhor como atos humanos ou jurígenos, embora não seja essa a denominação usual dos doutrinadores. 
Atos jurídicos meramente lícitos são os pra\u19fcados pelo homem sem intenção direta de ocasionar efeitos jurídicos, tais como invenção de um tesouro, plantação em terreno alheio, 
construção, pintura sobre uma tela. Todos esses atos podem ocasionar efeitos jurídicos, mas não têm, em si, tal intenção. São eles contemplados pelo art. 185 do atual Código. Esses 
atos não contêm um intuito negocial, dentro da terminologia que veremos adiante.  
O presente Código Civil procurou ser mais técnico e trouxe a redação do art. 185: "Aos atos jurídicos lícitos, que não sejam negócios jurídicos, aplicam-se, no que couber, as 
disposições do Título anterior." Desse modo, o atual estatuto consolidou a compreensão doutrinária e manda que se aplique ao ato jurídico meramente lícito, no que for aplicável, a 
disciplina dos negócios jurídicos. 
Alguns autores, a propósito, preocupam -se com o que denominam ato -fato jurídico. O ato -fato jurídico, nessa classi\ufb01cação, é um fato jurídico quali\ufb01cado pela atuação humana. 
Nesse caso, é irrelevante para o direito se a pessoa teve ou não a intenção de pra\u19fcá-lo. O que se leva em conta é o efeito resultante do ato que pode ter repercussão jurídica, 
inclusive ocasionando prejuízos a terceiros. Como dissemos, toda a seara da teoria dos atos e negócios jurídicos é doutrinária, com muitas opiniões a respeito. Nesse sen\u19fdo, 
costuma -se chamar à exempli\ufb01cação os atos pra\u19fcados por uma criança, na compra e venda de pequenos efeitos.  
Não se nega, porém, que há um sen\u19fdo de negócio jurídico do infante que compra confeitos em um botequim. Ademais, em que pese à excelência dos doutrinadores que sufragam 
essa doutrina,  "em alguns momentos, torna-se bastante di\u130cil diferenciar o ato-fato jurídico do ato jurídico em sen\u19fdo estrito categoria abaixo analisada. Isso porque, nesta 
úl\u19fma, a despeito de atuar a vontade humana, os efeitos produzidos pelo ato encontram-se previamente determinados pela lei, não havendo espaço para a autonomia da 
vontade" (Stolze Gagliano e Pamplona Filho, 2002:306). 
Por essa razão, não deve o iniciante das letras jurídicas preocupar