CCJ0006-WL-PA-16-Direito Civil I-Novo-15841
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O negócio jurídico con\u19fnua sendo um 
ponto fundamental de referência teórica e prá\u19fca. É por meio do negócio jurídico que se dá vida às relações jurídicas tuteladas pelo direito. 
Nosso Código Civil de 1916 não regulamentou o negócio jurídico, preferindo tratá -lo como ato jurídico. No entanto, esse estatuto civil trata de diferentes modalidades de atos 
unilaterais e de contratos que nada mais são do que negócios jurídicos. Embora a categoria também seja usada no direito público, é no direito privado que encontramos o maior 
número de modalidades de negócios jurídicos. O atual Código adota a denominação negócio jurídico (arts. 104 ss). 
O Código de 1916, ao de\ufb01nir ato jurídico no art. 81, estava, na realidade, referindo -se ao conceito já conhecido na época de negócio jurídico: "Todo ato lícito, que tenha por \ufb01m 
imediato adquirir, resguardar, transferir, modi\ufb01car ou ex\u19fnguir direitos, se denomina ato jurídico." O Código de 2002 preferiu não repe\u19fr a de\ufb01nição. Poucas leis o de\ufb01nem, é 
verdade. 
Lembre -se do Código Civil holandês, que no art. 33 do livro terceiro de\ufb01ne o negócio jurídico como o ato de vontade que é des\u19fnado a produzir efeitos jurídicos e que se manifesta 
com uma declaração. Muito, porém, discu\u19fu a doutrina até chegar a essa sinté\u19fca compreensão do fenômeno. Cuida-se muito mais de uma categoria que surge por uma necessidade 
de sistema\u19fzação. 
NASCIMENTO E AQUISIÇÃO DE DIREITOS. 
É a conjunção do direito com seu \u19ftular. Adquirir um direito é tornar-se o \u19ftular do mesmo e ser o \u19ftular de um direito é possuir o mesmo como coisa própria, é apropriar-se dele. 
Todo direito pertence a alguém que o adquire, e esse alguém, em virtude da aquisição, assume a posição de \u19ftular do direito, e este \u19ftular recebe a denominação de sujeito de 
direito. 
\u2013 FORMAS DE AQUISIÇÃO DE DIREITOS 
ORIGINÁRIA \u2013 ocorre quando o sujeito passa a possuir o direito sem que haja qualquer relacionamento jurídico com um outro sujeito na qualidade de \u19ftular anterior desse mesmo 
direito. É quando o direito nascer no momento em que o \u19ftular se apropria do bem de maneira direta, sem interposição ou transferência de outra pessoa. O Direito nasceu como 
fato. Ex. a ocupação de coisa abandonada (1263 do CC) (1260 CC), a apropriação de uma concha que o mar a\u19fra na praia, etc; 
DERIVADA \u2013 quando houver transmissão do direito de propriedade de uma pessoa a outra, exis\u19fndo uma relação jurídica entre o anterior e o atual \u19ftular. Ex.compra e venda (481 do 
CC) , doação (538 do CC), herança (1784 do CC) etc. 
Ocorre que a transferência de direitos de um \u19ftular para outro pode não ser completa , daí pode dividindo-se em: 
TRANSLATIVA \u2013 transferência total dos direitos de um \u19ftular para outro. Há a aquisição por parte do novo \u19ftular e ex\u19fnção por parte do an\u19fgo. Ex. compra e venda a vista.  
CONSTITUTIVA \u2013 é aquela em que o \u19ftular anterior ainda mantém consigo alguma parcela do direito sobre o bem objeto da transferência. Ex. Doação com cláusula de usufruto (1390 
do CC), alienação \ufb01duciária em garan\u19fa (Decreto Lei 911/69). 
A aquisição pode ser ainda:  
GRATUITA \u2013 se não houver qualquer contraprestação. Ex. sucessão hereditária, doação etc. 
ONEROSA \u2013 quando o patrimônio do adquirente enriquece em razão de uma contraprestação. Ex. compra e venda. 
\u2013 O DIREITO ADQUIRIDO 
FRANCESCO GABBA, em sua obra \u201cA Teoria della Retroa\u1abvità delle Leggi\u201d,Roma, 1891, escreveu: 
 \u201cÉ direito adquirido todo direito que\u201d: a) seja conseqüência de um fato idôneo a produzi -lo, em virtude da lei do tempo no qual o fato se viu realizado, embora a ocasião de fazê -lo 
valer não se tenha apresentado antes da atuação de uma lei nova a respeito do mesmo;e que b) nos termos da lei sob o império da qual se veri\ufb01cou o fato de onde se origina, entrou 
imediatamente a fazer parte do patrimônio de quem o adquiriu.\u201d 
REYNALDO PORCHAT, na obra Retroa\u19fvidade das Leis Civis, São Paulo,Duprat, 1909, acrescenta:  
\u201cDireitos adquiridos são conseqüências de fatos jurídicos passados, mas conseqüências ainda não realizadas, que ainda não se tornaram de todo efe\u19fvas. Direito adquirido é, pois, 
todo direito fundado sobre um fato jurídico que já sucedeu, mas que ainda não foi feito valer.\u201d 
É o que já se incorporou de\ufb01ni\u19fvamente ao patrimônio e/ou à personalidade do sujeito de direito. O direito torna-se adquirido por conseqüência concreta e direta da norma jurídica 
ou pela ocorrência, em conexão com a imputação norma\u19fva, de fato idôneo, que gera a incorporação ao patrimônio e/ou à personalidade do sujeito. 
Portanto, tal direito adquirido, uma vez incorporado ao patrimônio e/ou à personalidade, não pode ser a\u19fngido pela norma jurídica nova.  
\u2013 EXPECTATIVA DE DIREITO. 
Do latim expectare, esperar. 
 Situação jurídica da pessoa cujo direito subje\u19fvo, para se perfazer, carece da realização de um ato ou fato futuro e previsível. Como diz, com muita propriedade, De Plácido e Silva, 
a expecta\u19fva de direito é uma esperança, que se con\ufb01gura na probabilidade ou na possibilidade de o interessado vir a adquirir ou ter um direito subje\u19fvo. Não se confunde, a nosso 
ver, com o direito eventual, que se perfaz sem a previsibilidade inerente à expecta\u19fva de direito.  
Exempli\ufb01cando: o herdeiro de alguém ainda não falecido tem mera expecta\u19fva de direito quanto ao seu quinhão na herança, embora seja previsível que este, cedo ou tarde, 
cons\u19ftuirá objeto de um direito devidamente caracterizado. Já o direito eventual independe de qualquer previsão, podendo originar-se do caso fortuito, do acaso, enfim, p. ex., o 
direito à recompensa pela res\u19ftuição de coisa achada  
É a mera possibilidade de aquisição de direito, que, dependendo ainda de certas circunstâncias, ainda não se consumou. A expecta\u19fva, por mais legí\u19fma que possa ser, não tem 
garantia contra a lei nova. 
- DIREITO ATUAL. 
É o que já está estabelecido, já que tem vida em mãos de adquirente ou \u19ftular, mesmo ainda dependente de condição prestabelecida, inalterável a arbítrio de outrem, ou seja, de 
termo inicial. O direito já está sendo exercido. 
- DIREITO FUTURO. 
Compreende direito condicional e eventual, ambos dependem da realização de um fato futuro e incerto, para que possa sur\u19fr, integralmente, os seus efeitos. Não se mostra 
consumado. Ex: advogado que ganhará um estágio se for aprovado com nota 10 na disciplina de Introdução ao Estudo do Direito. 
- DIREITO EVENTUAL. 
É o que nasce de um ato ou fato, em que já se encontra um de seus elementos, mas que não possuía o elemento principal para a sua formação. E somente quando ele veio é que o 
direito se gerou. 
O ATO JURÍDICO PERFEITO. 
É o ato pra\u19fcado em certo momento histórico, em consonância com as normas jurídicas vigente naquela ocasião. É o ato consumado, pelo exercício do direito estabelecido segundo 
a norma vigente ao tempo em que ele foi exercido. 
Ressalta-se que é o ato consumado e não o ato que ainda está em curso. O ato jurídico perfeito diz respeito ao exercício do direito de pra\u19fcar atos jurídicos, ele pressupõe um direito 
adquirido que só se garante após ser exteriorizado por ato jurídico.Não necessita só do direito garan\u19fdo mas também do exercício do fato. 
A COISA JULGADA. 
É a qualidade atribuída aos efeitos da decisão judicial de\ufb01ni\u19fva, considerada esta a decisão de que já não cabe recurso. Não cabe mais recurso signi\ufb01ca que já se percorreram 
todas as instâncias recursais possíveis dos Tribunais Superiores ou que já não cabe recurso, porque o prazo para seu ingresso transcorreu sem que houvesse sido   interposto 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
  
Nome do livro: Curso de Direito Civil. Vol 1 Parte Geral - ISBN. 8530927923 
Nome do autor: NADER, Paulo. 
Editora: Forense 
Ano: 2009 
Edição: 6a 
Nome do capítulo: Fato Jurídico 
N. de páginas do capítulo: 18 
Aplicação Prática Teórica 
CASO CONCRETO 1 
Maria desejava muito ter um filho, mas em razão de sua infertilidade, acabou adotando Francisco, que fora abandonado ao nascer na porta da maternidade. Em razão disso, 
foi necessário montar um