Caderno de Comportamento Organizacional
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Caderno de Comportamento Organizacional


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e terem condições 
de mobilizar as pessoas para solucioná-lo\u201d. (HEIFETZ)
Um líder considerado eficaz, além de preocupar-se com o desenvolvimento integral de toda a 
potencialidade dos seguidores, consegue que os mesmo cheguem, até mesmo, a desconsiderar 
seus próprios interesses para comprometer-se com os objetivos propostos pelo grupo ao qual 
pertencem. Na prática, só se segue um líder que seja admirado pelo seguidor. 
Sem ser favoravelmente percebido pelo seguidor, nenhum líder conseguirá organizar, dirigir e 
coordenar esforços de forma produtiva. 
A pesquisa moderna destruiu o mito do \u201clíder nato\u201d, bem como não se pode concluir que se 
consiga fazer qualquer indivíduo um líder eficaz, por meio de cursos, treinamentos e programas 
mais amplos de desenvolvimento de competências. 
Teoria dos Traços
Visa, principalmente, descrever o retrato do líder ideal, encontrando esses mesmos traços em 
pessoas tidas como líderes não eficazes, assim como aqueles reconhecidos como líderes eficazes 
também podiam não possuir esses traços. Com isso, cai por terra a crença sobre o líder nato.
Teoria de Estilo ou de Contingência
Pressuposto implícito nessas teorias é de que qualquer pessoa pode ser um líder eficiente, desde 
que se comporte de maneira correta ou, pelo menos, de maneira apropriada à situação, ao passo 
que as teorias das características pareciam implicar um corpo de elite de funcionários com 
talento administrativo, os quais haviam herdado ou adquirido as características necessárias. 
A eficácia do líder será determinada pela sua habilidade em perceber e trabalhar a favor das 
necessidades de autorrealização e, consequentemente, de autoestima das pessoas a quem lhe cabe 
dirigir. 
Robert Blake E Jane Mouton, por meio da formulação do Grid Gerencial, propõe cinco tipos de 
líderes, usando os parâmetros Tarefa e Relacionamento:
1. Gerência Empobrecida, na qual há fraca ênfase tanto numa direção como em outra.
2. Gerência Tarefa, na qual a preocupação com a produção sobrepuja a com as pessoas.
3. Gerência de Equipe, na qual as duas preocupações com tarefas e pessoas se acham enfatizadas 
e altamente desenvolvidas.
4. Gerência de Clube Campestre, que é altamente preocupada com as pessoas.
5. Estilo Pêndulo Amortecido, que não deixa claro o caminho a ser seguido.
Teoria de Liderança Contingêncial
compreensão mais abrangente de que a eficácia do líder envolve três aspectos que precisam, 
necessariamente, ocorrer. 
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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Resumo de Comportamento Organizacional........................................................)
FIEDLER (1967, p. 261) propõe tais aspectos nas conclusões de suas pesquisas:
\u201cO desempenho da liderança depende, então, tanto da organização, quanto dos atributos do 
próprio líder. Exceto, talvez, em casos pouco comuns, é simplesmente insignificante falar-se de 
um líder eficaz ou de líder ineficaz; pode-se simplesmente falar de líder que tende à eficácia 
numa situação particular e ineficácia em outra. Se quisermos aumentar a eficácia organizacional 
e grupal, temos que aprender não apenas a desenvolver líderes mais eficazmente, como também 
a construir um ambiente organizacional no qual o líder possa desempenhar-se bem.\u201d
Conclui-se que um líder poderia ser considerado como eficaz, dirigindo certo grupo de pessoas, 
numa determinada situação, mas não teria o mesmo sucesso com outro grupo de pessoas, 
vivendo outro tipo de situação. Fica abandonada a figura do líder ideal.
As diferenças individuais são consideradas respeitadas no processo de liderança quando um líder 
aparece dentro dos pequenos grupos. 
Características do líder e dos grupos
É esperado de um verdadeiro líder conseguir que o grupo seja produtivo frente aos objetivos a 
serem atingidos. Cabe, ainda, ao líder a responsabilidade de garantir o moral e o bem-estar dos 
membros que se acham sob sua direção. 
O líder deve contar com sua habilidade de coordenar atividades de cada membro em particular, a 
fim de que a produtividade grupal flua de maneira normal, ao mesmo tempo em que se verifica 
harmonia na participação de cada membro do grupo \u2013 Habilidade Interpessoal.
Também é atribuída ao líder a responsabilidade de adaptação do grupo ao meio ambiente. Nesse 
sentido, ele evidencia ter sensibilidade de perceber e diagnosticar as variáveis ambientais, que 
demandam orientações específicas para garantir o futuro destino do grupo.
A autoridade é o poder legal e socialmente aceito. Um indivíduo que ocupa uma elevada posição 
em uma organização tem poder, pelo fato de sua posição ter o que chamamos de poder de 
posição. A capacidade de influenciar, persuadir e motivar os liderados está fortemente ligada ao 
poder que se percebe na pessoa.
French e Raven distinguem cinco diferentes tipos de poder: 
\u2022 coercitivo - Poder baseado no temor e na coerção. O liderado percebe que o fracasso em 
atender às exigências do líder poderá levá-lo a sofrer algum tipo de punição ou 
penalidade que ele quer evitar.
\u2022 Recompensa - Se apoia na esperança de alguma recompensa, incentivo, elogio ou 
reconhecimento que o liderado espera obter.
\u2022 Legitimado - Poder que decorre do cargo ou posição ocupada pelo indivíduo no grupo ou 
na hierarquia organizacional. O supervisor de primeira linha tem mais poder que os 
operários; o gerente tem mais poder que o supervisor; e o diretor tem mais poder que o 
gerente.
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JULIO CESAR DE SOUZA
(Continuação do Resumo de Comportamento Organizacional........................................................)
\u2022 Competência - Baseado na especialidade, no talento, na competência, na experiência ou 
no conhecimento técnico da pessoa. Também chamado de Poder de Perícia. 
\u2022 Poder de referência - Baseado na atuação e no apelo. O líder que é admirado por certos 
traços de personalidade desejáveis possui poder referencial. Poder popularmente 
conhecido como carisma. 
Conhecimento
Em nossa língua, a palavra \u201cconhecimento\u201d pode ter vários e diferentes significados. 
Pode significar: informação, conscientização, saber, cognição, sapiência, percepção, ciência, 
experiência, qualificação, discernimento, competência, habilidade prática, capacidade, 
aprendizado, sabedoria, certeza etc. 
A definição depende do contexto empregado.
O conhecimento possui quatro características:
Tácito \u2013 algo pessoal, formado dentro de um contexto social e individual. Não é de propriedade 
de uma organização ou coletividade. Embora pessoal, é construído de forma social.
Orientado para a ação \u2013 o ser humano está sempre gerando novos conhecimentos por meio da 
análise das impressões sensoriais que recebe (e quanto mais sentidos utiliza no processo, melhor) 
e perdendo os antigos. Essa qualidade dinâmica do conhecimento é refletida em verbos, como: 
aprender, esquecer, lembrar e compreender. Polanyi, criador do conhecimento tácito, vê o 
processo de saber como um processo de reunião de pistas fragmentadas, por intermédio de 
percepções sensoriais e a partir de lembranças e agrupamentos destas em categoria. Isso significa 
que conferimos sentido à realidade, categorizando-a em teorias, métodos, sentimentos, valores e 
habilidades que podemos utilizar forma tradicionalmente válida. Para ele, o verbo \u201csaber\u201d e o 
substantivo \u201cconhecimento\u201d são sinônimos. 
É sustentado por regras \u2013 com o passar do tempo, criamos inúmeros padrões em nosso cérebro 
que agem como regras inconscientes de procedimento para lidar com todo tipo de situação 
concebível. 
As regras poupam energia e nos permitem agir com rapidez e eficácia sem termos que parar para 
pensar no que estamos fazendo. 
As regras desempenham um papel vital na aquisição e no aperfeiçoamento de habilidades. Estão 
atreladas ao resultado das ações.
Está em constante mutação \u2013 o conhecimento não é estático, mas é continuamente construído e 
reconstruído na mente das pessoas. 
Existem 2 tipos de conhecimento: