socrates & plat+úo
1 pág.

socrates & plat+úo


DisciplinaFilosofia Geral e Jurídica1.024 materiais9.384 seguidores
Pré-visualização1 página
Sócrates é considerado um dos principais filósofos de toda a história da filosofia ocidental. Era filho de um escultor e de uma parteira. Em Atenas, recebeu uma educação clássica, que incluía ginástica, música e gramática. Pouco se sabe a respeito de sua juventude. 
Tornou-se o filósofo por excelência, "amigo do saber". Passou a ensinar em praça pública, sem cobrar pelos seus ensinamentos, ao contrário do que faziam os sofistas. Seu método consistia em fazer perguntas que conduziam o discípulo à descoberta da verdade.
Casou-se com Xantipa, mulher de temperamento difícil, e teve três filhos. No fim da vida, foi considerado um perigo para a sociedade e, confundido com os sofistas, acabou acusado e condenado à morte. Preso, morreu ingerindo a cicuta - um veneno comum na época - em 399 a.C. 
Sócrates elaborou sua própria defesa, comentando e refutando as acusações de corromper a juventude e não venerar os deuses da cidade. Apesar de nunca ter escrito uma obra, a atividade filosófica de Sócrates está documentada nos livros do também filósofo grego Platão.
Foi no momento de esplendor de Atenas e da democracia ateniense que Sócrates (470-399 a.C) floresceu, expressão que tradicionalmente designa o período de atuação dos filósofos, em especial da Antigüidade. Sócrates estudou as doutrinas de seus antecessores (os chamados pré-socráticos) e concluiu que elas eram um emaranhado de teorias conflitantes, além de inexistir um modo efetivamente satisfatório de se decidir por uma delas.
O ateniense se perguntava em que isso afeta o nosso comportamento. Para ele, mais importante era saber o que é bom, o que é certo, o que é justo, ou seja, estabelecer um conhecimento que ajudasse a pautar uma conduta correta para o ser humano. Porém, o filósofo acreditava que ninguém tinha as respostas definitivas para essas perguntas. Desse modo, perambulava por Atenas, fazendo as questões que considerava básicas sobre moralidade e política. As pessoas se reuniam a sua volta e Sócrates lançava uma questão. A cada resposta, fazia novas perguntas, leando a pessoa a aprimorar sua resposta inicial ou descartá-la. Desse modo, basicamente ele estimulava a discussão e se definia como um "parteiro de idéias". Vale lembrar que a crença em idéias abstratas, como bondade, beleza, justiça, etc., seria desenvolvida posteriormente por seu discípulo Platão. Quando foi condenado a morte deram-lhe oportunidade de defender-se e negar seus ensinamentos. Apesar de dizer que não tinha ensinamentos positivos a oferecer, mas apenas pergunta a fazer, a linha de questionamento de Sócrates revela as crenças subjacentes a muito do que ele diz. Duas delas merecem ser destacadas. Uma delas é que o ser humano deve preservar sua integridade acima de tudo. Para Sócrates, a verdadeira catástrofe consiste na corrupção da alma. Por isso, ele dizia que é melhor sofrer uma injustiça do que cometê-la. A outra é a de que ninguém comete conscientemente um erro: se sabe que vai fazer algo errado, você simplesmente não o faz. Nesse sentido, o mal é consequência da ignorância e a busca do conhecimento coincide com a busca da virtude. Foi devido a essa crença na integridade que Sócrates preferiu envenenar-se a contradizer-se ou a negar suas idéias. Morrendo, ele cumpria o seu dever para consigo mesmo. É interessante notar que essas idéias de Sócrates encontram eco nas palavras de Jesus Cristo: "De que vale a um homem ganhar o mundo todo se perder sua alma?". Ou ainda no dramaturgo Shakespeare: "Acima de tudo, sê verdadeiro contigo mesmo".
___________________________________________________________________________________Platão
Um dos filósofos que mais influenciaram a cultura ocidental, Platão, cujo nome verdadeiro era Aristócles, nasceu de uma família rica, envolvida com políticos. Muitos estudiosos de sua obra dizem que o grego ficou conhecido como Platão por causa do seu vigor físico e ombros largos
Ainda na juventude, tornou-se discípulo de Sócrates, com quem conviveu durante oito anos, iniciando-se na filosofia. Depois de acompanhar todo o processo que condenou o seu mestre, Platão, desiludido com a democracia ateniense, viaja para outras cidades da Grécia, Egito e sul da Itália, e começa a escrever.
A forma dos escritos platônicos é o diálogo, transição espontânea entre o ensinamento oral e fragmentário de Sócrates e o método estritamente didático de Aristóteles. No fundador da Academia, o mito e a poesia confundem-se muitas vezes com os elementos puramente racionais do sistema. A atividade literária do filósofo grego compreende mais de cinqüenta anos da sua vida: desde a morte de Sócrates até a sua morte.
Sócrates,omestre
Os diálogos de Platão estão organizados em torno da figura central de seu mestre - Sócrates. Escritos em linguagem clara e envolvente, conquistam de imediato o leitor. Isso não quer dizer que a compreensão do pensamento platônico seja simples. Platão é um filósofo rico e complexo, e suas idéias até hoje desafiam os pesquisadores. Platão viveu na Grécia do período clássico. Nasceu em 427 a.C., em Atenas, numa família de origem aristocrática e recebeu uma educação refinada, reservada àqueles destinados a participar da vida política de Atenas. Platão tinha em torno de vinte anos (e o mestre, 63) quando conheceu o filósofo Sócrates e tornou-se seu discípulo. A partir desse encontro, Platão passou a assistir a suas discussões e tornou-se seu seguidor. Quando o mestre foi levado ao tribunal, em 399 a.C., e condenado à morte bebendo cicuta (acusado de corromper a juventude), Platão estava presente e registrou seus últimos ensinamentos na obra hoje conhecida como "Apologia de Sócrates" Praticamente tudo que sabemos a respeito de Sócrates vem dos escritos de Platão. Depois da morte de Sócrates, Platão desiludiu-se com a democracia e deixou Atenas. Realizou diversas viagens pela Grécia, pelo Egito e pela Itália. A seguir Platão alternou longas temporadas em Atenas com a realização de três grandes viagens à Sicília, onde realizou diversas tentativas de colocar em prática suas teorias políticas. Em Atenas Platão fundou, por volta de 386 a.C., a famosa Academia, onde lecionou durante quarenta anos. O filósofo morreu em 347 a.C., aos 80 anos, deixando como discípulo o filósofo Aristóteles.