CROMATOG-2010-FARMACOGNOSIA
9 pág.

CROMATOG-2010-FARMACOGNOSIA


DisciplinaFarmacognosia I619 materiais4.486 seguidores
Pré-visualização2 páginas
CROMATOGRAFIA
Objetivos: Conceitos teóricos de diferentes processos cromatográficos: definição, utilização.
O método cromatográfico distingue-se entre os diversos métodos de análise como um dos 
mais frutíferos em resultados satisfatório e mais rico em número de técnicas variáveis. Como 
processo de análise imediata tem permitido o fracionamento de misturas em seus componentes com 
maior precisão e com menor consumo de tempo e trabalho, a medida que vêem desenvolvidos novos 
materiais e novas técnicas. 
Em sua expressão mais simples podemos definir a cromatografia como um processo de 
análise imediata por migração diferencial do componentes de uma mistura, dentro do sistema 
cromatográfico. 
Sistema cromatográfico é o conjunto formado pela mistura a ser analisada (M), pela fase fixa 
(FF) e pela fase móvel (FM). A fase fixa, também chamada de fase estacionária, é o meio constituído 
de um suporte sólido poroso cuja função é reter os solutos. Chama-se ao fenômeno responsável por 
esta atividade: SORÇÃO. A fase móvel é o solvente, neste caso chamado de eluente, que flui através 
da fase fixa sendo sua função deslocar os solutos. Este fenômeno é denominado de DESSORÇÃO. 
Neste sistema, a mistura de solutos é levada a migrar através da fase fixa, por meio de fluxo 
constante da fase móvel, sendo a migração provocada por processo competitivo pelo soluto, entre as 
duas fases em função de umas dada propriedade. Em princípio, qualquer propriedade que permita o 
estabelecimento de equilíbrio de concentração dos componentes da mistura (M) nas duas fases 
(FF/FM), em grau distinto para cada um deles, pode ser utilizada como propriedade cromatográfica 
separativa, isto é, em função dela, os diferentes componentes da mistura migrarão com velocidades 
diferentes através da fase do sistema. A este fenômeno se chama migração diferencial. 
As principais interrelações competitivas entre os componentes do sistema cromatográfico em 
que se tem baseado os diversos processos deste tipo de análise podem ser resumidos no seguinte 
quadro: 
Propriedade da substância a 
ser preparada
Fenômeno físico correlato Tipo de cromatografia
Polaridade Adsorção/desadsorção de adsorção 
solubilidade Partição de partição 
Dissociação iônica Diferença de potencial eletroforese
Acidez e basicidade Reação com ácidos ou bases 
insolúveis da FF
De troca iônica
Dimensão molecular sorção nos meandros da fase 
fixa porosa 
Peneiramento molecular
O processo que nos interessa e é o mais utilizado é o de cromatografia de adsorção que e o 
processo de separação dos componentes de uma mistura por migração diferencial no qual a 
propriedade do soluto responsável pela competição é a polaridade. O fenômeno físico responsável 
pela competição é a adsorção e pelo deslocamento a desadsorção. É o tipo de cromatografia, como 
comentamos anteriormente, mais empregado no fracionamento de extratos de plantas, principalmente 
dos extratos obtidos com solventes pouco polares. 
Adsorção é o fenômeno resultante do acúmulo de moléculas do soluto na interfase sólido-
líquido, ou seja na superfície de separação das duas fase. Tratando-se de um fenômeno de 
superfície, a quantidade moléculas adsorvidas será diretamente proporcional à área das partícula do 
adsorvente, sendo, portanto, também diretamente proporciona ao seu grau de pulverização. A maior 
ou menor força com que são retidas as moléculas na interfase depende das propriedades do 
adsorvente, do soluto e do solvente. 
No adsorvente, depende das intensidades das forças de ligação do retículo próprio do estado 
sólido que conferem ao adsorvente a capacidade de polarizar as moléculas do soluto e atrair as 
molécula polares ou polarizadas com maior ou menor intensidade. 
No soluto, depende da polaridade de da polarizabilidade de suas moléculas, quanto mais 
intensas mais fortemente são retidas. 
No solvente depende também da polaridade de suas moléculas que assim entram em 
competição com as do soluto pelos sítios do adsorvente, ao mesmo tempo que as mantêm em 
solução por meio de ligação intermoleculares. 
O sucesso da cromatografia de adsorção depende da escolha acertada do adsorvente e do 
eluente em função da polaridade dos componentes da mistura que se deseja separar. 
10
Adsorventes Solventes
1. Amido , sacarose 1. Hexano
2. Carbonato de Cálcio 2. Benzeno
3. Carbonato de Magnésio 3. Clorofórmio
4. Óxido de Magnésio 4. Éter etílico
5. Sílica (SiO2) 5. Acetato de Etila
6. Alumina (Al2O3) 6. Acetona
7. Carvão ativado 7. Metanol
Cromatografia em sílica-gel : A cromatografia líquida em sílica-gel é definida como um processo de 
adsorção, onde moléculas da amostra se distribuem (segundo suas afinidade) entre as fases 
estacionária e móvel. Quimicamente, a sílica-gel é uma malha composta por um conjunto de átomos 
de sílicio ligados tridimensionalmente entre si através de átomos de oxigênio, apresentando ainda 
grupos hidroxilas livres: os grupos silanóis (SiOH). Estes grupamentos silanóis aparecem em toda a 
superfície das partículas de sílica. 
O
HH OH O
OO
O
O
O
O
SiSiSi
O
Os grupos silanóis são sítios ativos da fase estacionária, sendo os responsáveis pela 
adsorção dos diferentes solutos no processo cromatográfico. Esta retenção dos moléculas é possível 
devido às interações entre os solutos e o grupo silanol.
- interações dipolo-dipolo induzido
-interações dipolo-dipolo
- ligações de hidrogênio, 
- ligações pi complexo.
O grupo silanol possui característica ácida, desta forma, não é aconselhável para substâncias 
básicas (alcalóides, aminas biológicas) devido as fortes interações que poderá ocorrer com estes 
solutos. Estes parâmetros de seleção da fase móvel e fase fixa podem ser visto no quadro a seguir:
Modo tipo de fase 
estacionária
Desenho 
esquemático
fase móvel Emprego usual observação
Adsorção 
fase normal
Sílica SiOH Solvente 
único de 
baixa 
polaridade, 
(hexano até 
DCM, sendo 
tolerável a 
adição de 
0,1 a 0,5 de 
solvente 
mais polar 
(álcoois)
Separação de 
substâncias 
neutras ou 
acídicas de 
peso molecular 
inferior a 2000
Evitar presença 
de água nas 
separações de 
substâncias 
apolares. A 
adição de álcool 
isopropílico (até 
0,5%) tende a 
diminuir a 
formação de 
calda
Alumina Al2O3 Idem Separação de 
substâncias 
neutras e 
alcalinas de 
peso molecular 
inferior a 2000
idem
Fase reversa
(ECAT)
grupamento 
octadecil 
Si-O-CH2)n-
CH3
Solvente de 
polaridade 
alta: Etanol, 
acetona, 
acetonitrila, 
metanol, 
água, etc. 
Separação de 
substâncias de 
alta e baixa 
polaridade, 
especialmente 
ácidos graxos, 
triglicerídeos, 
nucleosídeos, 
Útil na 
cromatografia 
de 
emparelhament
o íônico e de 
supressão 
iônica, eluição 
com gradiente 
11
etc. de polaridade 
inverso
Fase normal 
(c/ fase 
ligada)
grupamento 
nitrila 
R-NO2 qualquer 
solvente 
desde 
hexano até 
água
Separação de 
esteróides, 
lipídeos, aminas 
e fenóis
Fase fixa de 
polaridade 
média, 
regeneração 
mais rápida do 
que a sílica
idem grupamento 
amino
R-NH2 Idem Separação de 
compostos 
poliidroxilados, 
especialmente 
açúcares
fase fixa de 
polaridade alta
Troca iônica 
(permutado-
ra de 
cátions)
Grupamento 
ácido sulfônico
 
 O
R- S-O-
 O
Água ou 
mistura de 
água com 
MeOH ou 
acetona
Separação de 
aminas, 
aminoácidos, 
alcalóides e 
açúcares
verificar a 
capacidade