Resumo de Cont Social (Vitor Agrella)
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Resumo de Cont Social (Vitor Agrella)


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e o seu uso. O enfoque desta conta está nas famílias. Como elas recebem renda (crédito)? São remuneradas por deterem fatores de produção (salários, aluguéis, lucros e juros). E como elas utilizam essa renda? Uma parte elas consomem (consumo pessoal), outra parte pagam como impostos diretos menos o que recebem de transferências e o que sobra é o que se poupou (poupança líquida). 
	Conta de Apropriação
	
	Débito
	Crédito
	(C) Consumo Pessoal
	(A) renda 
	(p2-m2) impostos diretos \u2013 transferências a famílias 
	(a1) salários (a2) lucros (a3) juros (a4) aluguéis. A= a1+a2+a3+a4
	(F) Poupança Privada Líquida
	
	Utilização da Renda Nacional Líquida 
	Renda Nacional Líquida 
O livro da Leda decide apresentar a Renda Nacional Líquida (cf) + transferências, que exige colocar no crédito, p1-m1, m1, m2 e R, e do lado do débito, R e p1. Como se percebe, esses lançamentos se cancelam dentro da conta.
	Conta de Apropriação
	
	Débito
	Crédito
	(C) Consumo Pessoal
	(A) renda 
	(P) impostos diretos
(p1) empresas (p2) famílias
	(a1) salários (a2) lucros (a3) juros (a4) aluguéis. A= a1+a2+a3+a4
	(R) Outras receitas correntes líquidas
	(R) Outras receitas correntes líquidas
	(F) Poupança Privada Líquida
	(p1-m1) Impostos diretos \u2013 transferências das empresas
	
	(M) Transferências
	
	(m1) empresas (m2) famílias
	Utilização da Renda Nacional Líquida a custo de fatores + Transferências
	Renda Nacional Líquida a custo de fatores + Transferências
Agora é possível explicar as letras do lado das rubricas. Elas servem como indicativo para conferir se as contas estão certas e ajudar a lembrar o sistema como um todo. Em primeiro lugar, o modelo deve apresentar as letras de A até R, cada uma aparecendo pelo menos uma vez no débito e outras no crédito. Em segundo lugar, eu acho mais fácil lembrar que a Conta do Setor Externo possui as rubricas de G a K e Conta do Governo possui as rubricas de L a R. Isso, mais um raciocínio lógico mais uma decoreba me fazem lembrar o sistema.
Quando falamos em produção, PIBpm é a mais comum. Quando falamos em renda, o mais comum é a renda nacional líquida.
Para ver se o seu sistema ficou coerente externamente, um bom exercício é somar tudo do lado do débito e tudo do lá do crédito, e ver se se cancelam.
 Contas Nacionais \u2013 IBGE
A FGV elaborou as contas nacionais até 1986. Quando o IBGE assumiu a função, fez uma profunda revisão metodológica. A principal mudança foi que o sistema de cinco contas passou para quatro contas. A conta do governo foi excluída e as rubricas foram diluídas entre as outras contas do sistema. Para mais detalhes veja Cap. 2 do Anexo que Kris/Adriano enviaram ou Cap 4.1 do livro da Leda.
TRU e CEI
A ONU publicou o SNA 1993, indicando as novas recomendações para a Contabilidade Nacional. O novo sistema é constituído por duas partes: a TRU (Tabela de Recursos e Usos) e a CEI (Contas Econômicas Integradas).
4.1) TRU
	 Tabela de Recursos e Usos
	Tabela de Recursos de Bens e Serviços
	 
	 
	A
	A1
	A2
	Tabela de Usos dos Bens e Serviços
	 
	 
	 
	B1
	B2
	 
	C
	 
A = A1+ A2. Oferta = Produção + Importação
A = B1 + B2. Oferta = Consumo Intermediário + Demanda Final
Logo, PIB = B2 \u2013 A2.
O quadrante C traz a decomposição, em categorias de renda (salários, excedente operacional bruto, impostos, que é renda do governo), do valor adicionado de cada setor: C= A1 \u2013 B1. 
Pegue uma TRU como exemplo (livro da Leda, slides do Rafael) e leia junto:
O quadrante A1 mostra a produção de cada setor, que também pode produzir pequenas quantidades de outros setores. O quadrante A2 é a importação em cada setor. Somando A1+ A2, com os impostos e a margem do comércio e do transporte, encontra-se a oferta total a preços de consumidor. O saldo da coluna margem do comércio e transporte é zero porque eles constituem um setor.
O quadrante B1 mostra as vendas inter-setoriais (matriz insumo-produto) e o quadrante B2 mostra a demanda final (consumo final do governo, famílias, variação de estoques, formação bruta de capital fixo e exportação) para cada setor. Somando a demanda final com as vendas inter-setoriais, encontra-se a demanda total de cada setor.
No quadrante C temos uma análise da renda dessa economia. Percebe-se a remuneração dos empregados e o excedente operacional bruto (lucro, rendimento de autônomos), outros impostos sobre a produção (impostos sobre as empresas, não sobre os bens produzidos diretamente).
Observação: O dummy financeiro é um setor fictício, de produção nula e que \u201cconsome\u201d toda a parte da produção do setor financeiro que corresponde aos juros. Os juros não são contrapartida de nenhum serviço, nem pode ser tomado como base para geração de renda por esse setor, então ele infla artificialmente o produto. Com a introdução do dummy isso se resolve.
Importante: Oferta Total a preços básicos = oferta total a preços de consumidor \u2013 margens de comércio e transporte \u2013 impostos líquidos de subsídios sobre produção e importação. A diferença entre oferta a preços básicos e a custo de fatores é que, embora ambos são líquidos de impostos, nos custos de fatores já estão inclusas as margens de comércio e transporte (que são fatores produção).
4.2) CEI
Correspondem às quatro contas do antigo sistema. São no total 7 contas (veja elas no livro da Leda e ou nos slides)
Conta de bens e Serviços: Mostra a Oferta Total e a Demanda Total.
Conta de Produção: Da produção mais impostos sobre a produção menos o consumo intermediário, acha-se o PIB
Conta de Geração da Renda: Do PIB, encontra-se a renda (remuneração dos empregados, excedente operacional bruto, impostos líquidos sobre a produção e importação, que é uma renda do governo).
Conta de Alocação da Renda: Da renda mais as rendas de propriedade, encontra-se a Renda Nacional Bruta.
Conta de Distribuição Secundária da Renda: Da Renda Nacional Bruta mais as transferências (do exterior), chega-se na parte Renda Disponível Bruta
Conta de Uso da Renda: Da Renda Disponível Bruta menos o Consumo Final, vemos a Poupança Bruta
Conta de Acumulação: A Poupança Bruta menos o investimento (formação bruta de capital fixo+ variação de estoques) indicará a capacidade (+) ou a necessidade (-) de financiamento dessa economia.
Conta de Operações Correntes com o Resto do Mundo: Acha-se o saldo de operações correntes com o resto do mundo (que deverá ser igual a capacidade/necessidade de financiamento dessa economia)
Ou seja:
	CONTA
	USA a/o
	Para achar a/o
	Produção
	-
	PIB
	Geração de renda
	Produto interno bruto
	EOB
	Alocação de renda
	Excedente operacional bruto
	RNB
	Distribuição secundária da renda
	Renda Nacional Bruta
	RDB
	Uso da renda
	Renda disponível bruta
	PB
	Acumulação
	Poupança Bruta
	Capacidade (+) ou necessidade (-) de financiamento externo
	Operações correntes com o resto do mundo
	-
	Saldo de operações correntes com o resto do mundo
Inflação e Índices
5.1) Inflação
Por causa da inflação (aumento do índice de preços da economia), o crescimento nominal de um período não é o crescimento real. Assim, é necessário utilizar algum tipo de índice para poder comparar valores em anos diferentes.
5.2) Índices
Índice de Preços de Laspeyres: pondera preços tomando como base a quantidade de um ano inicial (y). 
I. L. = 
(Somatório do preço em um ano x vezes a quantidade de um ano y, dividido pelo somatório do preço em um ano y vezes a quantidade no ano y) Obs: x>y
Índice de Quantidade de Laspeyres: pondera quantidades tomando como base o preço em um ano inicial (y).
Lq=
(Somatório do preço em um ano y vezes a quantidade de um ano x, dividido pelo somatório do preço em um ano y vezes a quantidade do ano y). Obs: x>y
Para achar a inflação, utilize a fórmula PIBX/PIBy= (1+i). (1+g). I=inflação e g=Lq
Índice de Preços de Paasche: pondera preços tomando como base a quantidade de um ano final (x). 
I. P. = 
(Somatório do preço em um ano x vezes a quantidade de um ano x,dividido pelo somatório do preço em um ano x vezes a quantidade em um ano y) Obs: x>y
Índice de Quantidade de Paasche: pondera quantidades tomando como