Seminario Mcirobiologia 19 Set 2011 - JANA
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Seminário
Introdução:
	A família das bactérias Enterobacteriaceae é um grupo grande de bacilos cujo o habitat natural é o trato intestinal dos seres humanos e animais. Alguns microorganismos entéricos como a E. colli fazem parte da flora normal do intestino e acidentalmente provocam doenças, enquanto outros como as Salmonellas e Shigellas são regularmente patogênicas para os seres humanos.
Escherichia coli
Características:
	é uma bactéria bacilar Gram-negativa,
	A E. coli assume a forma de um bacilo. São aeróbias e anaerobias facultativas. 	Possui múltiplos flagelos dispostos em volta da célula. [1]
	A E. coli é um dos poucos seres vivos capazes de produzir todos os componentes de que são feitos, a partir de compostos básicos e fontes de energia suficientes. 
	Ela é lactase positiva, uma enzima fermentadora de açúcares que é grandemente responsável pela flatulência de cada pessoa, especialmente após o consumo de leite e seus derivados.
	Possuem fímbrias ou adesinas que permitem a sua fixação, impedindo o arrastamento pela urina ou diarreia. Muitas produzem exotoxinas. São susceptiveis aos ambientes secos, aos quais não resistem. 
Patologia e Patogenia:
	As bactérias entéricas naturais da flora intestinal tornam-se patogênicas somente quando atingem tecidos fora do trato intestinal.
A E.coli está entre as principais causas de:
Os locais de infecção mais freqüentes e clinicamente importantes são:
Infecção do trato urinário (ITU): 
	Resulta da ascensão da bactéria do intestino pelo ânus até ao orifício urinário e invasão da uretra, bexiga e ureteres.
	É a mais freqüente (cerca de 90% dos casos) causa desta condição em mulheres jovens, podendo complicar em pielonefrite.
	Trato biliar e outras áreas da cavidade abdominal:
	Colecistite
	Apendicite
	Peritonite: se perfurarem a parede intestinas ou do trato urinário. A mortalidade é alta.
	Ou qualquer outro local anatômico:
	Por exemplo:
Bacteriemia: causa septicémia: causam 15% dos casos da multiplicação sanguínea frequentemente fatal; contra 20% por Staphylococcus aureus. É uma complicação de estágios avançados não tratados de doença nas vias urinárias ou gastrointestinais. A mortalidade é relativamente alta.
Próstata, Pulmões, ossos e 
Meninges: causa Meningite: a maioria dos casos de meningite em neonatos é causada pela E.coli.
Lactantes e idosos:
	Quando as defesas normais do hospedeiro são inadequadas em particular na lactante ou idosos, nos estágios terminais de outras doenças após imunossupressão ou em decorrência do uso prolongado de cateteres venosos ou uretrais podem ocorrer infecção localizadas (por bactérias oportunistas) clinicamente importantes e as bactérias podem alcançar a corrente sanguínea causando sepse.
Doenças diarréicas associadas a E. colli
	È importante causa de diarréia em lactantes.	
Possuem fímbrias ou adesinas que permitem a sua fixação e impedem o arrastamento pela diarréia, ou seja, aderem ao intestino delgado, ocorrendo perda de microvilosidades, causando diarréia aquosa, geralmente auto-limitada, mas que pode ser crônica.
Toxinfecção alimentar: é uma causa importante de Gastroenterites.
Diagnóstico da E. colli
	As cepas da E. coli EPEC são identificas por tipagem do antígeno O e ocasionalmente do antígeno H na diarréia crônica (geralmente tratada com antibióticos).
	E coli enterotoxigênica (ETEC)
	A aderência às células epiteliais do intestino delgado é promovida por fatores de colonização da ETEC específicos dos seres humanos.
	Constituem uma causa comum da \u201cdiarréia do viajante\u201d e uma causa muito importante da diarréia em lactantes nos países em desenvolvimento.
Como a E. coli (ETEC) causa a diarréia?
	Algumas cepas da ETEC produzem uma exotoxina termolábil (LT) que se encontra sob o controle genético de um plasmídio. A subunidade B da E coli ETEC liga-se ao gangliosídio GM1 na borda em escova das células epiteliais do intestino delgado e facilita a penetração da subunidade A na célula epitelial, onde ativa a adenilil-ciclase. Esta ativação da adenilil-ciclase aumenta acentuadamente a concentração local de monofosfato de adenosina cíclica (AMPc), o qual resulta em uma hipersecreção intensa e prolongada de água e cloretos e que inibe a reabsorção de sódio. O lúmen intestinal sofre distensão com o líquido, ocorrendo hipermotilidade e diarréia de vários dias de duração.
	Amostras:
	Urina, sangue, pus, liquido céfalo-raquidiano, escarro ou outro material, conforme indicado pela localização do processo infeccioso.
	Esfregaço:
	As Entereobacteriaceae assemelham-se umas as outras do ponto de vista morfológico.
	Cultura:
	As amostras devem ser semeadas em Ágar-sangue e meios de cultura diferenciais, nos quais costuma ser possível proceder a uma rápida e preliminar identificação das bactérias entéricas Gram-negativas.
Tratamento
	Não há tratamento específico e é essencial fazer antibiogramas. È comum haver resistência múltipla aos fármacos antibióticos, sendo assim, deve-se ter cautela quanto ao consumo de água e alimentos em regiões onde as condições sanitárias são precárias.
Epidemiologia
	As bactérias entéricas encontradas na água ou no leite são aceitas como prova de contaminação fecal a partir do esgoto ou de outras fontes.
	Cada pessoa evacua em média, com as fezes, um trilhão de bactérias E.coli todos os dias. 
	A maioria das doenças é devido a E.coli vindas de indivíduos diferentes e portanto de estirpe diferente, não reconhecida pelos linfócitos. As intoxicações alimentares em particular são quase sempre devidas a bactérias de estirpes radicalmente diferentes. É por este motivo que é raro um Europeu, por exemplo apanhar intoxicação alimentar de uma E.coli existente noutro país da Europa, porque mesmo uma E.coli do Reino Unido é suficientemente parecida com uma de Portugal para um português não apanhar intoxicação quando ingere uma salada mal lavada nesse país. Pela mesma razão um brasileiro não apanha intoxicações alimentares na Argentina e com certeza apanharia uma intoxicação alimentar severa ao ingerir uma salada mal lavada em Portugal e, com ela, uma E.coli para a qual não tem defesas. No entanto, se um português ou inglês for a um país distante, como por exemplo ao México, facilmente pode ingerir uma E.coli para a qual não tem defesas e apanhar uma intoxicação alimentar severa numa salada mal lavada que um mexicano na mesa ao lado ingere sem consequências.
O subgrupo ETEC é responsável pela grande maioria das intoxicações alimentares entre turistas e viajantes. Ao todo a E.coli causa 50% destes casos. A prevenção é comer alimentos totalmente cozidos, evitar saladas, e beber apenas água mineral ou outras bebidas oferecidas em recipiente selado.