1 Apostila Hidrologiae Drenagem
56 pág.

1 Apostila Hidrologiae Drenagem


DisciplinaHidrologia5.618 materiais34.100 seguidores
Pré-visualização11 páginas
\u2013 3 \u2013 1 \u2013 Oclusão fria e quente: 
 
 
IV \u2013 3 \u2013 Sistema de tempo meteorológico \u201cDepressão não Frontais\u201d 
 
IV \u2013 3 \u2013 1 \u2013 Depressões Térmicas: 
 
Resultante de prolongado e intenso aquecimento solar na superfície terrestre \u201csolo e ar 
atmosférico sobrejacente\u201d. Devido ao aquecimento, ocorre uma expansão geral do ar e, 
conseqüentemente, uma ascensão, provocando então a queda da pressão atmosférica ao nível 
do solo. 
 
 A ocorrência deste fenômeno não causa mau tempo generalizado, salvo em condições 
em que o ar atmosférico esteja muito úmido. No deserto quente, as depressões térmicas 
provocam ventos convectivos seco e quente. Nas latitudes médias as depressões térmicas 
estão sempre associadas a trovoadas principalmente no verão. 
 
São as causadoras da conhecida chuva de verão ou chuvas convectivas localizadas, com 
grande intensidade e curta duração. 
 
 
Universidade Estadual de Campinas \u2013 C E S E T Professor: Hiroshi 
 
H i d r o l o g i a e D r e n a g e m 
 
 Pág.: 9/ 56 
 
 
São também as causadoras de um problema de drenagem como cheias e enchentes. 
 
Na região Sudeste do Brasil mais precisamente no Estado de São Paulo, as chuvas 
convectivas ocorrem no período vespertino, onde o sentido predominante é de NW para SE. 
 
F o r m a ç ã o : 
 
1. Estratos: Nuvens em camadas baixas, cinzenta, bastante uniforme, pouco acima do 
nível de condensação + 20 metros de altitude ( nuvens baixas) \u2013 chuviscos. 
 
2. Cúmulos: Nuvens baixas, isoladas ou esparças, densas, forma de torres \u2013 couve-flor, com 
base escura média (sombra de base). 
 
3. Estratos\u2013Cúmulos: Nuvens baixas, estratificadas, que apresentam revoluções verticais, 
esbranquiçadas e alongadas, nota-se uma espessura irregular na camada superior, 
prenunciam uma relativa densidade, com possíveis tendência de chuvisco e garoas. 
 
4. Nimbos\u2013Estratos: Nuvem baixa, com base apresentando horizontalização e sombra 
relativamente escura, dando tendência de breves precipitações bem localizadas. Elas 
sempre estão associadas a nuvens Estrato\u2013Cúmulos e são alongadas. 
 
5. Nimbos: São nuvens densas de altitude em torno de 2,5 Km, localizadas abaixo dos Alto\u2013 
Estratos, são bem escuras devido a espessura superior e provoca chuvas fortes e 
trovoadas. São as nuvens de descarga de precipitação das convectivas. 
 
6. Cúmulos\u2013Nimbos: São nuvens situadas logo acima do Nimbos, que mostram grande 
espessura vertical, e também se localiza na parte intermediária entre os Nimbos e a 
Bigorna, logo abaixo do nível de congelamento (10 Km). 
 
7. Cirro\u2013Cúmulos: São as nuvens localizadas próximas ao nível de congelamento, na 
altitude em torno de 10 a 11 Km, mostram aspecto lácteo, dissociadas em flocos (céu 
encarneirado), carregadas de Gelo. 
 
8. Cirro-Stratos: São nuvens altas, componentes do Topo da Bigorna, nas nuvens espessas, 
numa altitude entre 10,5 a 11,5 km, não ocultam o sol nem a lua, e às vezes mostram o 
Halo ( reflexão do espectro). 
 
9. Cirros-Fibratus: São nuvens mais altas, prenunciam mudança de tempo (chuvas), são 
conhecidas como \u201cRabo de Galo\u201d. 
 
IV-3-2- Depressão Ar Polar: 
 
Desenvolvem-se no ar instável dos pólos. Ocorrem principalmente no inverno, com 
duração de um a dois dias, trazem chuvas e muita instabilidade. 
 
 
 
 
 
Universidade Estadual de Campinas \u2013 C E S E T Professor: Hiroshi 
 
H i d r o l o g i a e D r e n a g e m 
 
 Pág.: 10/ 56 
 
 
 
 
IV-3-3- Depressões de Sotavento: 
 
 Sotavento são os deslocamentos de ar que atravessam o relevo (figura abaixo), assim 
como os deslocamento que chegam são chamados de Barlavento. No nordeste Brasileira o 
Barlavento é chamado de \u201cBarravento\u201d. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2° Parte \u201c Bacia Hidrográfica\u201d 
 
I - Definição: Trata-se de uma superfície definida topograficamente é drenada por um curso 
d'água ou um talvegue, tal que toda vazão efluente seja descarregada ou passe por um 
determinado ponto definido, por outro lado, ou seja, á montante, o limite de uma bacia 
Hidrográfica é sempre definida e limitada por um divisor de água, mais comumente 
denominada de \u201cEspigão\u201d ou \u201cDivisor topográfico\u201d . 
 
II -Tipos de curso D´água: 
 
II-1- Perenes: Mantém sempre uma vazão no talvegue ou álveo durante o ano todo. 
 
NF chuvoso
NF seco
NT
 
 
1 \u2013 Nível Freático Máximo: Período das Chuvas 
2 \u2013 Nível Freático Mínimo: Período das Estiagens 
 
II-2-Intermitentes: Apresenta um fluxo de água sazonal, somente no período chuvoso, 
onde o nível freático se eleva e passa a contribuir sob forma de afloramento sub-superficial. 
 
 
Universidade Estadual de Campinas \u2013 C E S E T Professor: Hiroshi 
 
H i d r o l o g i a e D r e n a g e m 
 
 Pág.: 11/ 56 
 
 
 
 
CHUVAS
SECAS
NF máx.
NF min.
 
 
II-3-Efemeros: Só apresenta fluxo durante, e logo após as chuvas \u201cvaletas\u201d. 
 
III- Características Físicas: 
 
III-1- Área de Drenagem \u201cA\u201d ou \u201cS\u201d: 
 
Determinadas topograficamente ou planimétricamente, acompanhando os Espigões e 
fechando sempre ortogonalmente às curvas de nível em direção ao \u201cponto do projeto\u201d. 
 
\u201cPonto do Projeto\u201d Trata-se do local definido para avaliar as vazões ou mais 
precisamente o local da obra a ser executada, como exemplo, pontes, barragens, bocas de 
lobo, sarjetas e sargetões. 
 
III-2- Quanto a forma: 
 
III-2-1-Coeficiente de Compacidade \u201cKc\u201d 
 
Relaciona o perímetro da bacia hidrográfica, com uma circunferência de um circulo de 
área igual ao da bacia 
 
 
OBS: Quando o valor de \u201cKc\u201d tender a 1 ou aproximar de 1, maior é a probabilidade de 
ocorrer cheia. 
 
O fator de forma da bacia é importante na definição do tempo de concentração. 
 
III-2-2- Fator de Forma \u201cKF\u201d: 
 
Relaciona a largura média da bacia com o comprimento Axial da Bacia Hidrográfica. 
 
 
)(
)(""
KmcaHidrográfiBaciadaaoigualáreadecírculoumdeaicnêrefncuriC
KmPBaciadaPerimetroKc =
22 RSRA pipi =\u21d2=
R
PKcAR
pipi 2
=\u21d2=
""
""arg
LBaciadaAxialotnemirpmoC
LBaciadaMédiauraLKc =
 
Universidade Estadual de Campinas \u2013 C E S E T Professor: Hiroshi 
 
H i d r o l o g i a e D r e n a g e m 
 
 Pág.: 12/ 56 
 
 
 
 Sendo: 
 
 
 
 
 
III-2-3-Densidade de Drenagem \u201cDd\u201d: 
 
Relaciona o comprimento total dos cursos d\u2019água dentro da bacia hidrográfica com a 
área da bacia hidrográfica. 
 
 
LT = Comprimento Total dos Cursos d'água 
A = Área da Bacia Hidrográfica 
 
III-3-Característica do Relevo de uma bacia: 
 
III-3-1- Curva Hipsométrica: 
 
Relaciona as áreas localizadas acima ou abaixo das curvas de nível. 
 
Exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
)(
)(: 2
KmAxialoComprimentL
KmBaciadaÁreaAonde
L
AL
=
==
)(
)(´
2KmBaciadaÁrea
KmáguadCursosdosoCompriment
Dd =
1\u2212
= Km
A
LtDd
 
Universidade Estadual de Campinas \u2013 C E S E T Professor: Hiroshi 
 
H i d r o l o g i a e D r e n a g e m 
 
 Pág.: 13/ 56 
 
 
 
 
 
1 2 3 4 5 6 7 
Cotas Ponto 
Médio 
Área 
(Km2) 
Área 
Acum. 
% % Acum. Coluna 2 x 
Coluna 3 
502-500 501 1,2 1,2 17,10 17,10 601,20 
500-490 495 5,5 6,4 16,30 33,40 2574,00 
490-480 485 6,7 13,1 18,40 51,80 3249,50 
480-470 475 7,2 20,3 16,2 68,00 3420,00 
470-460 465 6,4 26,7 16,1 84,10 2976,00 
460-448 464 6,1 32,8 15,9 100,00 2769,40 
 
III-3-2- Declividade do Álveo: 
 
A velocidade de um rio, depende da declividade dos canais pluviais onde, quanto maior 
a declividade, maior é a velocidade. 
 
 A declividade média, dividindo-se a diferença total de elevações do leito pela extensão 
total horizontal. 
 
S1
S2 S3
S4 S5
S6
L L L L L L L L L
440
450
460
470
480
490
500
510
 
 \u2206H \u2260 de cotas ( MAIS ALTA \u2013 MAIS BAIXA) 
 
 
 
- A declividade pode ser definida também de maneira que a reta traçada defina áreas 
iguais acima e abaixo no perfil destacada como \u201cS2\u201d. 
 
\u2211
\u2206
=
l
HS 1
%628,01000063,0
8600
448502
1 ==
\u2212
= x
m
mS
\u2206H 
 
Universidade Estadual de Campinas \u2013 C E S E T Professor: Hiroshi 
 
H i d r o l o g i a e D r e n a g e m 
 
 Pág.: 14/ 56 
 
 
- Outro