1 Apostila Hidrologiae Drenagem
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\u2013 0,70 
Área residencial: 
- Residência isolada 
- Unidades múltiplas (separadas) 
- Unidades múltiplas (conjuntos) 
- Lotes acima de 2000 m2 
 
0,35 \u2013 050 
0,40 \u2013 060 
0,60 \u2013 0,75 
0,30 \u2013 0,45 
Áreas com prédios de apartamentos 0,50 \u2013 0,70 
Área industrial: 
- Industriais leves (pequenas) 
- Industriais pesadas (grandes) 
 
0,50 \u2013 0,80 
0,60 \u2013 0,90 
Parque e cemitérios 
 
0,10 \u2013 0,25 
 
 
Descrição da Área 
 
 
Coef. De Run-Off 
 
Área de recreação \u201cplaygronds\u201d 
 
0,20 \u2013 0,35 
Pátios ferroviários 
 0,20 \u2013 0,40 
Área sem melhoramentos 
 
0,10 \u2013 0,30 
Tabela II Método racional 
 
Obs.: Estes valores são aplicados nos dimensionamentos, utilizando-se o método 
racional. 
 
Uso do solo ou grau de urbanização 
Valores de Coef. Run-oof 
Mínimos Máximas 
Área com urbanização futura (projeção) 
\u201cTotalmente Urbanizada\u201d 
0,50 0,70 
Ares com urbanização Futura (projeção) 
\u201cParcialmente urbanizada\u201d 0,35 0,50 
Área com predomínio de plantação, pasto e 
urbanização recente 
0,20 0,35 
Tabela III Método Racional (complementar) 
 
 
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Características da Superfície 
 
 
Coef. De Run-Off 
Ruas: 
- Com pavimentação asfaltica 
- Com pavimentação de concreto 
0,70 \u2013 0,95 
0,80 \u2013 0,95 
Passeios ( calçadas ) 0,75 \u2013 0,85 
Telhados 0,75 \u2013 0,95 
Terrenos com capim (solo arenoso): 
- Pequena declividade (2%) 
- Declividade média (2% a 7%) 
- Declividade acentuada (7% ou mais) 
 
0,05 \u2013 0,10 
0,10 \u2013 0,15 
0,15 \u2013 0,20 
Terrenos com capim (solo silte arenoso): 
- Pequena declividade (2%) 
- Media declividade (2% a 7%) 
- Acentuada declividade (acima de 7%) 
0,15 \u2013 0,20 
0,20 \u2013 0,25 
0,25 \u2013 0,30 
Tabela IV \u2013 Método Racional - Composição 
 
III-5-4-Tempo de concentração; \u201ctc\u201d: 
 
É o tempo de duração da chuva, e deve ser correlacionado com o tempo gasto para a 
concentração na bacia em estudo, em resumo, trata-se do tempo necessário para que toda 
área de drenagem passe a contribuir efetivamente na seção ou ponto do projeto. 
 
Considera-se a chuva de projeto com intensidade constante ao longo do tempo sabendo 
que seu valor varia inversamente com a duração. De maneira geral, o tempo de 
concentração de uma bacia hidrográfica, depende dos seguintes parâmetros. 
 
- Área da Bacia; 
 
- Comprimento e declividade do canal mais longo (principal); 
 
- Comprimento ao longo do curso, principal, desde o centro da bacia até a seção de saída 
considerada (ponto de projeto); 
 
- Forma da bacia; 
 
- Declividade média do terreno; 
 
- Declividade e comprimento dos afluentes; 
 
- Rugosidade do canal; 
 
- Tipo de cobrimento vegetal; 
 
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- Distância entre o ponto de projeto ao espigão \u201cdivisor topográfico\u201d, sendo que as três 
primeiras características fisiográficas citadas acima são as que mais influenciam no 
tempo de concentração. 
 
O tempo de concentração não é constante para uma dada área, mas sim varia com o 
tipo de recobrimento vegetal e altura de distribuição da chuva sobre a bacia. Mas, para 
períodos de retorno superiores a 10 anos, a influência da vegetação pode ser desprezada. 
 
 Existem fórmulas empíricas e ábacos que fornecem o valor do tempo de concentração 
em função das características físicas da bacia. 
 
- Formulas Empíricas: 
 
 
Onde: A = Área da bacia hidrográfica (km2) 
 tc = Tempo de concentração (minutos) 
 i = Declividade média do talvegue 
 i = m/km 
 
OBS.: Existem outras formulas para tc, ver adiante. 
 
III-5-5-Período de Retorno: \u201cT\u201d: 
 
A intensidade média da precipitação quer seja obtida diretamente da análise estatística de 
chuvas em áreas, ou quer seja de valores pontuais, irá sempre depender da freqüência do 
evento considerado. 
 
Deve-se lembrar que se utiliza a precipitação com a finalidade de se obter uma estimativa 
de pico de vazão no escoadouro (talvegue) de uma bacia hidrográfica. 
 
A escolha do período de retorno deve ser feita admitindo-se que o tempo de retorno da 
precipitação seja o mesmo da cheia que ela provoca. Isto não é exatamente verdadeiro, pois a 
concorrência de uma grande cheia não depende apenas da ocorrência repetida, ou ser 
repetida mas sim, das condições em que se encontra uma bacia durante o fenômeno em 
termos de escoamento superficial (intercepções por falta de limpeza ou manutenção). 
 
"")(54,4 VenturaPlanasregiõesAtc =
"")(63,7 VenturaDeclivescomregiões
I
A
tc =
"".6,345 PasiniIAtc =
 
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O período de retorno está sempre relacionado com o grau de segurança que se deseja 
proporcionar aos bens protegidos (vida humana) e, portanto, relaciona-se diretamente no 
dimensionamento de obras. 
 
A seleção do período de retorno de um evento \u201cChuva\u201d de um projeto qualquer requer 
usualmente um estudo técnico \u2013 econômico que indique qual o risco do capital aplicado nessas 
obras. 
 
Este risco está associado aos danos provocados por eventos hidrológicos, e deve ser 
minimizado. 
 
Em resumo, período de retorno é o intervalo médio de tempo expresso em anos, onde o 
evento \u201cchuva\u201d pode ser igualado ou superado em relação ao numero de observações de pelo 
menos um vez. 
 
III-5-6-Freqüência: 
 
 É o número de ocorrência de uma dada precipitação no decorrer de um intervalo de 
tempo fixado. 
 
Ex.: Através das altura máximas de chuva de duração de 24 horas, lidas em pluviômetros, 
são diferentes de chuvas de duração de 24 horas. 
 
Os dados subseqüentes são resultados pesquisados de chuvas máximas de duração igual a 
24 horas na cidade de São Paulo. A interpretação segundo o conceito de freqüência será: 
 
(50,8 mm/h); (54,8 mm/h); (64,7 mm/h). 
 
(78,0 mm/h); (65,7 mm/h); (73,1 mm/h). 
 
(78,7 mm/h); (69,9 mm/h); (71,7 mm/h). 
 
(84,4 mm/h); (82,7 mm/h); (90,2 mm/h). 
 
(119,2 mm/h); (124,3 mm/h); (92,2 mm/h). 
 
(93,6 mm/h); (140,2 mm/h); (88,1 mm/h). 
 
(86,5 mm/h); (84,8 mm/h); (83,0 mm/h). 
 
(82,3 mm/h); (82,0 mm/h); (72,7 mm/h). 
 
(68,3 mm/h); (65,3 mm/h); (63,2 mm/h). 
 
(53,2 mm/h); (53,7 mm/h); (55,7 mm/h). 
 
tornodePeríodo
F
Re1 =
 
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(58,6 mm/h); (60,6 mm/h); (75,5 mm/h). 
 
(55 mm/h); (81,3 mm/h); (81,3 mm/h). 
 
N° de ordem: 1 2 3 4 
Precipitação: 140,2 124,3 119,2 93,6 
 
5 6 7 8 9 
92,2 90,2 88,1 86,5 84,8 
 
10 11 12 13 14 
84,4 83,0 82,7 82,3 82,0 
 
15 16 17 18 19 
81,3 81,3 78,7 78,0 75,5 
 
20 21 22 23 24 
73,1 72,7 71,7 69,9 68,3 
 
25 26 27 28 29 
65,7 65,3 64,7 63,2 60,6 
 
30 31 32 33 34 
58,6 55,7 59,0 54,8 53,7 
 
35 36 
53,2 50,8 
 
Com: 
m = numero de ordem 
n = numero de anos de observação 
F = freqüência 
F = P= estimativa probabilística 
F = m/m (método Califórnia) 
F = m/(n+1) (método de Kimbal) 
 
Ex.: Para m = 20 \u2013 73 mm de precipitação 
 
N = 36 (36 anos observados) 
M = 20 (dado) 
 
F = 20 = 0,556 - F% = 55,6 
 36 
 
Portanto há uma probabilidade de 55,6% de ocorrer a chuva de 73,1 mm e duração igual a 
24 horas ou ser superior pelo menos uma vez, num ano qualquer. 
 
T = Período de retorno: 
anosTT
F
T 8,1
556,0
11
=\u21d2=\u21d2=
 
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Obs.: O período de retorno, deve ser sempre utilizado em numero interior. 
 
Portanto, para T = 1,8 anos, utiliza-se T = 2 anos 
 
Obs.: Para período de retorno bem menores, que o numero de ano de observação o valor 
encontrado acima de F pode dar uma melhor idéia do valor real de P (probabilidade). 
 
- Para m = 6 
 
 m =6 \u21d2 h = 90,2 mm