1 Apostila Hidrologiae Drenagem
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1 Apostila Hidrologiae Drenagem


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de unidades e 
dispositivos hidráulicos para os quais existe uma terminologia própria e cujos elementos mais 
freqüentes são conceituados a seguir. 
 
Greide - é uma linha do perfil correspondente ao eixo longitudinal da superfície livre da via 
pública. 
 
Guia - também conhecida como meio-fio, é a faixa longitudinal de separação do passeio com 
o leito viário, constituindo-se geralmente de peças de granito argamassadas. 
 
Sarjeta - é o canal longitudinal, em geral triangular, situado entre a guia e a pista de 
rolamento, destinado a coletar e conduzir as águas de escoamento superficial até os pontos de 
coleta. 
 
Sarjetões - canal de seção triangular situado nos pontos baixos ou nos encontros dos leitos 
viários das vias públicas, destinados a conectar sarjetas ou encaminhar efluentes destas para 
os pontos de coleta. 
 
 
 
 
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Bocas coletoras - também denominadas de bocas de lobo, são estruturas hidráulicas para 
captação das águas superficiais transportadas pelas sarjetas e sarjetões; em geral situam-se 
sob o passeio ou sob a sarjeta. 
 
Classificação: 
 
Dependendo da estrutura, localização ou do funcionamento, as bocas coletoras recebem 
várias qualificações agrupadas como segue: 
 
a) quanto a estrutura da abertura ou entrada: 
 
- simples ou lateral; 
 
- gradeadas com barras longitudinais, transversais ou mistas(boca de leão); 
 
- combinada; 
 
- múltipla. 
 
b) quanto a localização ao longo das sarjetas: 
 
- intermediárias; 
 
- de cruzamentos; 
 
- de pontos baixos. 
 
c) quanto ao funcionamento: 
 
- livre; 
 
- afogada. 
 
 
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Definição: chama-se de depressão um rebaixamento feito na sarjeta junto a entrada da 
boca coletora, com a finalidade de aumentar a capacidade de captação desta. 
 
Escolha do Tipo de Boca Coletora: 
 
A indicação do tipo de bola coletora á de essencial importância para a eficiência da 
drenagem das águas de superfície. Para que esta opção seja correta, deve-se analisar diversos 
fatores físicos e hidráulicos, tais como ponto de localização, vazão de projeto, declividade 
transversal e longitudinal da sarjeta e da rua, interferência no tráfego e possibilidades de 
obstruções. A seguir são citadas, para cada tipo de boca coletora, as situações em que melhor 
cada uma se adapta. 
 
a) Boca coletora lateral: 
 
 
- pontos intermediários em sarjetas com pequena declividade longitudinal ( 1 a 5%); 
 
- presença de materiais obstrutivos nas sarjetas; 
 
- vias de tráfego intenso e rápido; 
 
- montante dos cruzamentos. 
 
b) Boca coletora com grelha: 
 
- sarjetas com limitação de depressão; 
 
- inexistência de materiais obstrutivos; 
 
- em pontos intermediários em ruas com alta declividade longitudinal (1 a 10%). 
 
c) Combinada: 
 
- pontos baixos de ruas; 
 
- pontos intermediários da sarjeta com declividade média entre 5 e 10%; 
 
- presença de detritos. 
 
d) Múltipla: 
 
- pontos baixos; 
 
- sarjetas com grandes vazões. 
 
BOCAS DE LOBO 
(capacidade de captação = 50 L/s) 
Planta 
 
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Corte A/A 
 
 
 
Corte B/B 
Obs.: As paredes das Bocas de Lobo devem ser revestidas internas e externamente em 
argamassa impermeabilizante. 
 
 
 
 
 
 
Figura.1 
 
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Bocas-de-lobo de sarjeta: 
 
São as possuidoras de uma abertura, geralmente de forma retangular, ao nível da 
sarjeta ou num rebaixamento desta, provida de ralo. 
 
Para a capacidade máxima de uma boca de lobo o mais importante é a ausência de 
material retido nos ralos, grelhas, do que as melhores características hidráulicas de que seja 
possuidora, ou seja, sua limpeza sistemática é indispensável para prevenir o alagamento das 
ruas. 
 
Bocas-de-lobo mistas: 
 
Possuem uma abertura no alinhamento do meio fio e outra ao nível da sarjeta. A 
abertura ao longo do meio-fio fica de fronte da abertura do nível da sarjeta, ambas com o 
mesmo comprimento, igual ao da boca de lobo. 
 
Entretanto, a abertura vertical pode ficar afastada da outra, pode iniciar onde a outra 
termina ou pode com a outra coincidir parcialmente. 
 
Tubulação de limpeza: 
 
As tubulações de limpeza permitem a inspeção dos coletores aos quais se conectam, 
visando promover também a ventilação das redes de esgoto. 
 
Estas tubulações permitem, em geral, a lavagem dos coletores por meio de mangueiras 
de incêndio e a sua desobstrução com o emprego de varas apropriadas. 
 
Também denominadas caixas de ralo e bocas coletoras, devem ser entendidas como 
unidades através das quais as águas de chuva terminam o seu escoamento superficial nas vias 
públicas para ingressar no sistema de esgoto propriamente dito. 
 
Suas características dependem da vazão máxima que vão receber, de serem instaladas 
ou não junto ao meio-fio, da altura do meio-fio em relação à sarjeta, da declividade 
longitudinal da rua, de serem destinadas ou não a reter material sólido do esgoto, e de vedar 
a saída dos gases da rede para a via pública. 
 
Bocas-de-lobo de meio-fio: 
 
Recebem as águas pluviais através de uma abertura situada ao longo da face vertical 
do meio-fio. 
 
O comprimento da abertura depende da vazão máxima a receber, da altura da lâmina 
de água na sarjeta ao encontrar a boca de lobo e a depressão na sarjeta ao longo da boca de 
lobo. 
 
Utilizadas exclusivamente para inspeção e limpeza dos condutos e jamais para permitir 
a formação de jatos de esgoto. Daí o emprego de tubos de queda destinados a dar entrada ao 
esgoto ao nível do fundo do poço de visita. 
 
 
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Para desníveis superiores a 0,75m serão instalados tubos de queda ligando o coletor ao 
fundo do poço. 
 
O desnível mínimo de 0,40m pode ser vencido pela combinação de uma junção de 45° 
invertida ligada ao coletor e a um joelho de 45° de comunicação com o poço. 
 
A ligação da junção com o trecho de montante se fará com uma virola. 
 
O bocal superior da junção será ligado por um prolongamento da tubulação à parede do 
poço, aí mantida aberta para desobstrução eventual. 
 
O tubo de queda só deverá ser usado se a diferença de nível entre a chegada da 
tubulação no poço e o fundo deste for superior a 0,75m. Se a diferença não atingir 0,40m, a 
tubulação deverá ter a declividade aumentada para que sua extremidade de jusante fique ao 
nível do fundo do poço. A declividade deverá também ser aumentada se a diferença estiver 
entre os limites de 0,75 e 0,40m, a fim de ser adotada a solução da junta associada ao joelho. 
 
Boca de Leão 
(capacidade de captação = 150L/s) 
Planta 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura.2 
 
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Corte A/A 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Corte B/B 
 
 
 
 
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Calhas: 
 
As calhas são depressões de seção semicircular feita no fundo dos poços de visita das 
redes de esgoto sanitário, inexistentes, apenas, naqueles situados nas extremidades de 
montante dos coletores, não atingidos pelo esgoto. 
 
Nos demais poços, a ausência de calhas