1 Apostila Hidrologiae Drenagem
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1 Apostila Hidrologiae Drenagem


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Hiroshi 
 
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Para utilizar profundidades menores o projetista deverá demonstrar que o coletor terá 
condições de esgotar os prédios vizinhos que se situem no nível da rua. 
 
A profundidade máxima do coletor será de 6,0 m. Profundidades maiores, só serão 
permitidas com ampla justificativa técnico-econômica. Para coletores situados abaixo de 4,5 m 
de profundidade, devem ser projetados coletores auxiliares mais rasos de modo a reduzir o 
custo das ligações prediais. 
 
Distribuição de vazões: 
 
Para o dimensionamento da rede é preciso que para cada trecho fiquem definidas as 
ruas cujo esgoto por ele deve passar. Assim, o esgoto de um prédio ao ser lançado na rede, 
só deve encontrar um caminho a percorrer até o ponto final de lançamento. 
 
Projeto das Redes de Esgoto Sanitário: 
 
 
Para o traçado da rede devemos dispor de uma planta topográfica, desenhada na 
escala de 1:2000, abrangendo as zonas de expansão urbana, com curvas de nível de metro 
em metro e pontos cotados onde necessários, complementada por outra na escala de 
1:10000, apresentando em conjunto as bacias de drenagem atingidas pelo projeto. 
 
 
 
 
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Para aglomerados com população atual inferior a 5000 habitantes tolera-se, na planta 
1:2000, que a altimetria fique limitada às cotas, obtidas por nivelamento geométrico dos 
cruzamentos das ruas e de seus pontos onde haja mudança de greide. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tubulações: 
 
 
Os materiais usados nas construções de tubos d'água sob pressão são: ferro-dúctil, 
ferro fundido, cimento amianto, concreto, aço e plástico. 
 
 
Os tubos devem ter as seguintes características: resistência para absorver cargas 
externas de aterro ou por instabilidade do solo; absorver impactos de transporte, resistência à 
corrosão e pressões internas. 
 
 
A seleção tem que seguir a determinação do projeto, que são avaliados pelo uso de 
tabelas, de normas e fabricantes de tubos. 
 
 
Ligações Domiciliares: 
 
Em ligações domiciliares, sua tubulação é ligada a rede distribuidora por um registro de 
isolamento da propriedade. O acesso ao registro do passeio é feito por uma caixa de serviço, 
que se estende da válvula até a superfície. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Projeto de Sistema de Distribuição: 
 
 
 
1 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA 
2 ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 
3 CAPTAÇÃO 
4 ADUTORA DE ÁGUA BRUTA 
5 BOMBAS 
6 RESERVATÓRIOS 
7 ADUTORA DE ÁGUA TRATADA 
8 REDE COLETORA DE ESGOTO 
9 REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA 
10 POÇO DE VISITA 
11 INTERCEPTOR 
12 EMISSÁRIO 
 
 O sistema de distribuição consiste, geralmente, num arranjo em forma de malha que 
conduz a água para fins doméstico, comercial, industrial e combate a incêndio. 
 
Um sistema de distribuição é determinado pelas pressões que existem em vários pontos 
do sistema, devendo ser suficiente para atender aos consumidores; por outro lado, as 
pressões desnecessariamente altas são onerosas. 
 
 
 
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O projeto deve seguir as seguintes etapas: 
 
1- Obtenha ou prepare um mapa da cidade ou bairro a ser projetados; 
 
2- Desenhe linhas pela ruas nas quais se prevê o assentamento da canalização; 
 
3- indicando os cruzamentos, as interligações e os alimentadores do sistema; 
 
4- Admita as demandas assinalando-as na canalização adequada; 
 
5- Calcule o diâmetro de cada canalização; 
 
6- Calcule as pressões traçando contornos piezométricos; 
 
7- Localize os registros e os tubos com os princípios estabelecidos. 
 
As bombas de alto-recalque conduzem a água para os reservatórios de distribuição de 
onde será alimentada a rede de distribuição. 
 
Reservatórios elevados ou enterrados com bombas de recalque acumulam água para o 
período de pico de consumo e para incêndio. 
 
Localização dos Distribuidores nas ruas: 
 
Por conveniência e para a manutenção das tubulações após o assentamento, onde a 
pavimentação tiver largura variando de 12m a 15m, os distribuidores de água podem ser 
localizados uniformemente do mesmo lado da rua, a uma distância fixa do meio fio ou de 
outra referência. 
 
Em ruas mais largas pode ser usado o sistema de 2 distribuidores envolvendo um 
distribuidor maior num lado da rua e uma tubulação menor no lado oposto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTIONÁRIO 
 
I. Exercícios 
 
1. Definir Saneamento Básico. 
 
2. Classificar os sistemas de drenagem. 
 
3. Por que se diz que a guia é uma faixa longitudinal? 
 
4. Comparar sarjetas e sarjetões. 
 
5. Por que as bocs coletoras são ditas estruturas hidráulicas? 
 
6. Comparar galerias com condutos de ligação. 
 
7. Idem poços de visita com caixas mortas. 
 
8. Quanto maior a bacia de drenagem maior o tempo de concentração? 
 
9. Definir chuvas intensa, freqüente e torrencial em termos de tempo de recorência. 
 
10. Comparar em termos operacionais e de resultados, os instrumentos pluviômetro e 
pluviógrafo. 
 
11. Qual o objetivo básico dos sistemas de drenagem pluvial urbano? 
 
12. Explicar como os sistemas de drenagem proporcionam os seguintes benefícios: 
 
- desenvolvimento do sistema viário; 
- redução de gastos com manutenção das vias públicas; 
- valorização das propriedades existentes na área beneficiada; 
- escoamento rápido das águas superficiais, facilitando o tráfego por ocasião das 
precipitações; 
- eliminação da presença de águas estagnadas e lamaçais; 
- rebaixamento do lençol freático; 
- recuperação de áreas alagadas ou alagáveis; 
- segurança e conforto para a população habitante ou transeunte pela área de projeto. 
 
II. Exercícios 
 
1. Por que as águas de drenagem superficial são fundamentalmente originárias de chuvas? 
 
2. Comparar chuvas convectivas, orográficas e frontais. 
 
3. Por que as medições de chuva são necessárias? 
 
 
 
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4. Por que os pluviógrafos são essencialmente instalados nas estações meteorológicas? 
 
5. Explicar o funcionamento de um pluviômetro e de um pluviógrafo. 
 
6. Por que os equipamentos de medição de chuva devem manter uma certa distância dos 
obstáculos horizontais e verticais? 
 
7. O que é intensidade de chuva? Como se determina? 
 
8. O que são equações de chuva? Qual a relação com a intensidade do fenômeno? 
 
9. Fazer um gráfico que relacione intensidade com duração e freqüência para a equação de 
chuva da cidade de Porto Alegre, citada no texto. 
 
 
III. Exercícios 
 
1. Definir deflúvio superficial direto. 
 
2. Explicar comparativamente 
a) medições diretas; 
b) processos comparativos; 
c) métodos analíticos; 
d) fórmulas empíricas. 
 
3. Que são métodos analíticos de determinação de vazão? 
 
4. Quais as vantagens e desvantagens de cada um dos métodos de determinação de deflúvio 
superficial: Método Racional, Método do Hidrograma Unitário e a Análise Estatística. 
 
5. Por que o Método de Kuichling não é verdeiramente racional? Expor suas limitações 
devidamente justificadas. 
 
6. Como seria a expressão para determinação da vazão em m3/spelo método racional, 
quando a intensidade for em mm/min? 
 
7. Expor razões para que o tempo de concentração seja mais ou menos extenso? 
 
8. O que é intensidade média de precipitação? Que erros podem ser cometidos na sua 
determinação? 
 
9.