2+-+Dislipidemias+-+FARMACIA+6P+-+AGO+2010+-+CARLOS

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elevar causando intoxicação digitálica.
- Antibióticos como claritromicina, e eritromicina
podem causar elevações do níveis séricos de estatinas.
Ciclofosfamida, itraconazole, cetoconazole, eritromicina quando associados com estatinas podem provocar rabdomiólise.
- Anticoncepcionais orais
as estatinas alteram para mais os níveis plasmáticos dos hormônios de anticoncepcionais que contenham noretindrona e etinilestradiol.
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Conduta Nutricional
		
		CARNES
		LEITE E SUBSTITUTOS
		CEREAIS E TUBÉRCULOS
		P
R
E
F
E
R
I
R
		Peixes
Carnes magras
Aves sem pele
		Leite desnatado
Queijos magros
Sorvetes de frutas
		Arroz
Macarrão
Cereais integrais
Pães com pouca gordura
Biscoitos com pouca gordura
Batata, mandioca, e derivados
		E
V
I
T
A
R
		Carnes gordas
Vísceras
Embutidos
Aves com pele
		Leite integral
Queijos gordos
Requeijão
Sorvetes e doces cremosos
		Biscoitos com gordura
Pães com gordura
Bolos
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LEGUMINOSAS
 Feijão
 Lentilha
 Ervilha
Feijoada
 Feijão com toucinho
Obs.* Em caso de consumo de álcool este deve ser limitado
 1 copo de vinho
2 copos de cerveja
 1 dose de bebida destilada
Conduta Nutricional
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Estratégias do Farmacêutico no atendimento ao paciente dislipidêmico
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Sendo a dislipidemia uma \u201cdoença assintomática\u201d cabe ao Farmacêutico estimular o paciente a persistir no tratamento
* O Farmacêutico será o profissional que estará em contato com Paciente Dislipidêmico, durante todo o período que separa o paciente de cada consulta médica. Podemos portanto concluir que qualquer estratégia de tratamento elaborada pelo médico, dependerá em parte da atuação do Farmacêutico como educador.
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O Farmacêutico será o profissional que estará em contato com Paciente Dislipidêmico, durante todo o período que separa o paciente entre cada consulta médica. Podemos portanto concluir que qualquer estratégia de tratamento elaborada pelo médico, dependerá em parte da atuação do Farmacêutico como educador.
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Não cabe ao Farmacêutico diagnosticar a dislipidemia, mas sim estimular o paciente a procurar o diagnóstico médico.
 Este papel, embora pareça secundário, é muito importante porque grande parte da população ainda não foi diagnosticada. Assim, o diagnóstico e inicio imediato do tratamento é de grande relevância, considerando que a maior incidência de complicações ocorre em Paciente diagnosticados tardiamente.
 Este papel do Farmacêutico poderá ser reforçado se viabilizarmos em nossas farmácias a avaliação da colesterol total a partir do sangue capilar. Este exame, embora insuficiente para um diagnóstico definitivo é relevânte no sentido se fazer uma triagem dos pacientes potencialmente dislipidêmicos.
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O Paciente Dislipidemico deve ser educado com ênfase no fato de que o tratamento restrito ao uso isolado de medicamentos hipolipemiantes pode não ser eficaz. Faz-se necessário a prática concomitante de dieta e exercícios.
O Farmacêutico deve auxiliar o paciente a encontrar medicamentos com preços mais acessíveis 
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O Farmacêutico deve estar consciente de que seu papel no tratamento do Paciente Dislipidêmico é no sentido de complementar a orientação médica. 
 O Farmacêutico nunca deverá propor mudanças no curso do tratamento da doença. Caso esteja definitivamente convencido de que o paciente não esta recebendo um tratamento satisfatório é seu dever orienta-lo a procurar outro médico.
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Deverá existir "uma boa dose de bom senso" para lidar com cada situação. A começar pela linguagem à ser adotada na entrevista que deverá adaptar-se às condições sócio econômicas do paciente. Por exemplo, alguns pacientes não entenderão a expressão: "é preciso monitorar a colesterolemia", mas o entenderão razoavelmente se você disser : é preciso controlar melhor "a gordura do sangue". 
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O Farmacêutico deve estar consciente de que o tratamento do PD é individual.
 - para cada paciente o tipo de hipolipemiante, dose, horário de administração pode ser diferente.
 - Para um mesmo paciente a forma de tratamento não é fixa podendo existir modificações em função do agravamento ou abrandamento da doença.
- Estas orientações devem ser transmitidas em especial aos atendentes que por não terem consciência da complexidade da doença, se sentem se a vontade para proporem modificações à orientação médica. Cabe ao Farmacêutico "por ordem na casa", educando seus auxiliares a prestarem um bom atendimento ao PD.
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Cabe ao Farmacêutico dispor de um conhecimento mínimo sobre dislipidemia (etiopatogenia, diagnóstico, classificação, formas de tratamento). Isto porque há pacientes que possuem um razoável conhecimento sobre a doença. 
Se o paciente perceber que o Farmacêutico esta mau informado sobre sua doença, o conceito do profissional ficará comprometido. 
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O Farmacêutico que pretende oferecer uma atenção farmacêutica satisfatória aos seus pacientes deverá fazer um esforço continuo no sentido de adquirir conhecimentos sobre as dislipidemias.
 A primeira etapa neste processo, envolve a obtenção de um conhecimento razoável da fisiologia e fisiopatologia das dislipidemias.
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Referências Bibliográficas:
1- FAUCI, A. S; BRAUNWALD, E.; ISSELBACHER, K. J. et al. Harrison \u2013 Principios de Medicina Interna. 16 ed. Madri:McGraw Hill. 2v. 2006.
 
2-GOODMAN, L. S., GILMAN, A. As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 9 ed. New York: McGraw Hill. 2002
 
3-KATZUNG, B. G. Farmacologia Básica e Clínica. 6 ed. Guanabara Koogan. 2005.
4 \u2013 DIPIRO, J. T.; TALBERT, R. L.; YEE, G. C; MATZKE, G. R.; WELLS, B. G.; POSEY, L. M. Pharmacotherapy \u2013 a patohphysiologic approach. 6a ed. New York: Appleton & Lange. 2005, 2440p.
 
5- RANG, H. P., DALE, M. M., RITTER, J. M., GARDEN. P. Farmacologia. 4 ed. Editora Guanabara. 2001.
 
6- USP DI - Drug information for the heath care professional. 27a ed. Massachucetts: Micromedex, 2007
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