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RESINAS COMPOSTAS

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AULA II DE RESINAS COMPOSTAS
 Podemos classificar as resinas:
1 Quanto ao tamanho das particulas (de carga ou inorgânicas)
2 Quanto a viscosidade (capacidade de escoamento)
3 Quanto a ativação (quimicamente ativada ou fotoativada)
 1. Quanto ao tamanho das particulas é a classificação mais utilizada porque em função do tamanho dessa particula, podemos ter a forma ou a indicação de uso dessa resina composta e essa classificação sofre muitas alterações em função da evolução do material, uma vez que a resina composta é o material mais utilizado na dentistica restauradora e então todo mês temos novidades, alterando sempre o panorama de classificação. 
 1.1 RESINAS MACROPARTICULADAS (8 – 15μm) 
Essas foram as que primeiro surgiram, onde a partícula de carga era predominantemente formada por quartzo. Numa concentração de 60 – 70% em volume (estamos nos referindo ao espaço ocupado por esse material) e 70 – 80% de peso (massa do material).
 O principal problema da resina macroparticulada é a grande rugosidade superficial porque se tem partículas muito grosseiras, além disso o quartzo é um material duro e de difícil polimento. *** Ocorre muito desgaste na restauração!!!
 As resinas de macroparticulas não estão mais disponíveis no mercado. Elas existiam tanto na forma fotoativada, quanto na quimicamente ativada. Era uma resina pasta-pasta!
 1.2 RESINAS MICROPARTICULADAS (0,04 – 0,4 μm)
As partículas de carga da macro foram trocadas por partículas de sílica coloidal e essas tem formato esférico e mais regular, com isso já melhora o polimento e lisura de superfície. E ainda reduziram muito o tamanho das partículas, mas o problema é que não conseguiram aumentar a concentração da carga do material [material com pouca carga inorgânica comparada a matriz orgânica (25% em volume)] e isso resulta em baixa resistência mecânica e alto coeficiente de expansão térmica linear, embora tenha excelente lisura e superfície regular.
 1.3 RESINAS MICROHIBRIDAS (0,6 - 1 μm)
Essas tem partículas de tamanho medio e partículas menores (não tão pequenas quanto a microparticulada) aliando a resistência mecânica e o polimento. As resinas MICROH tem dois tipos diferentes de partículas: partículas de sílica (menores e esféricas) e partículas de vidro (irregulares e um pouco maior). Fazendo essa mistura de partículas, o fabricante conseguiu aumentar o percentual de volume e peso, então quando se tem maior quantidade de carga tb tem maior resistência mecânica. *** Então apresentam a vantagem da resistência mecânica das macroparticulas e propriedade de lisura semelhante as micropartículas, mas as micro ainda conseguem ser mais brilhosas e lisas.
 1.4 NANOPARTICULAS (0,005 – 0,7 μm)
Somente a presença da sílica (único material que se consegue manipular em tamanhos bem reduzidos). As nanoparticulas são organizadas de tal forma onde formam nanoaglomerados que aparentam ser moléculas maiores que as outras e ai visualmente parece ser uma resina hibrida. Então temos partículas manométricas soltas e os nanoaglomerados, dessa forma conseguiu-se aumentar o percentual de carga (60 – 65% de volume e 75 – 80% em peso), gerando uma resina com polimento superior as micropartículas e com resistência satisfatória para ser utilizada em qualquer região da boca. 
 Um exemplo é a Z350XT da 3M, única resina mundial considerada nano. Os outros fabricantes conseguem fazer uma resina nanohibrida (mais predominante no mercado).
Em resumo: macroparticuladas, partículas pequenas e hibridas não são mais comercializadas. O que temos ainda são resinas de micropartículas, que em razão do seu tamanho são apenas indicadas para dentes anteriores como ultima camada porque não tem resistência mecânica (serve apenas para recobrimento externo); as resinas microhibridas e as nanoparticuladas, indicadas para uso universal e ainda as nanohibridas. 
OBS: a partícula pequena tem tamanho maior que a micropartícula.
 2. Quanto a viscosidade:
2.1 BAIXA VISCOSIDADE = resinas mais fluidas e com alto escoamento (resinas flow). Essa resina se espalha mais facilmente nas cavidades de difícil acesso. Para ela ser fluida tem que ter um percentual de carga muito menor, reduzindo tb a resistência mecânica, não sendo indicadas para áreas mastigatórias, e tem que ter tb maior presença de monômeros fluidos.
 Indicadas para selamentos de cicatrículas e fissuras, cavidades conservadas, base de restaurações de resina composta ou associadas a resinas de alta viscosidade numa cavidade ampla, por exemplo.
2.2 MEDIA VISCOSIDADE = são as resinas mais utilizadas/universais. Suas propriedades são intermediarias entre as de baixa e alta viscosidades.
2.3 ALTA VISCOSIDADE = possuem baixo escoamento e são especificamente desenvolvidas para a restauração de dentes posteriores.
 Podem ser chamadas de resinas condensadas/compactadas porque resinas de baixo escoamento obedecem a espátula porque não escoam. Mas um material apenas pode ser considerado condensado quando se coloca ele na cavidade e ele perde volume (ex amalgama).
O termo mais adequado para a resina de alta viscosidade seria resina compactada porque não existe perda de volume.
 Para tornar essa resina de alta viscosidade, o fabricante modifica a reologia (capacidade de escoamento) alterando a forma/tipo de partícula ou ele vai inserir partículas de vidro para dar mais resistência a essa massa, ou ainda pode modificar o monômero. Apesar de tudo, o percentual de carga das resinas de baixa/media/alta viscosidade não altera significativamente.
* VANTAGENS: são menos pegajosas no instrumento de inserção, colaborando para facilidade de escultura e assim são indicadas para restauração em dentes posteriores (áreas de difícil acesso). E colaboram tb na obtenção do ponto de contato proximal porque se adapta melhor ao anel utilizado.
* DESVANTAGENS: possuem menor estética (opaca), um polimento mais difícil, os kits apresentam poucas cores disponíveis e ainda, em consequência do pouco escoamento, deve-se atentar no momento da inserção na cavidade para não deixar bolhas ou espaços vazios.
 3. Quanto a ativação: dependendo da forma de ativaçao, tem-se vantagens e desvantagens.
3.1 FOTOATIVADOS
Vantagens como poder controlar o tempo de trabalho, possibilidade de usar varias cores na mesma restauração, tem uma maior velocidade de _________? …
3.2 QUIMICAMENE ATIVADOS
Tem algumas desvantagens no momento da manipulação porque é um material que não tem estabilidade quimica tão grande, tem reação de polimerização mais lente, não se pode controlar o tempo de trabalho …
PROPRIEDADES DAS RESINAS COMPOSTAS
 Em função dessa composição e classificação, existem alguns comportamentos peculiares das resinas que temos que saber controlar para se ter uma boa restauração.
1. CONTRAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO
 Quando se ativa a luz, os monômeros se aproximam uns dos outros para fazer a reação polimérica e, consequentemente, essa aproximação vai gerar uma diminuição de volume do material e não se tem como impedir que a resina contraia podendo gerar falhas/fendas que podem manchar, acumular cáries, sensibilidade, etc. 
FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR: Obs: são fatores controlados pelo fabricante.
 - Concentração de particulas de carga (quanto maior a concentração, menos contração).
 - Peso molecular do monômero (quanto maior o peso molec, menor contração).
 - Reatividade da molécula (quanto maior o grau de conversão polimeica, maior contração).
 - Flexibilidade da cadeia polimerica (quando maior a flexibilidade, maior a contração).
 - Distância entre grupamentos meta
ATT: O que o CD pode controlar são fatores quimicos, como a tecnica de inserção incremental da resina e o uso de uma fotopolimerização gradual. 
EX: Numa cavidade em forma de caixa, classe 1 normalmente insere-se a resina de maneira incremental, ou seja, colocando o incremento de forma obliqua e fotopolimeriza, dps coloca outro incremento e fotopolimeriza, etc. 
Então essa tecnica diminui o estresse/contração de polimerização e tb facilita a escultura.
2.
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