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Ist e saúde do adolescente

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Ist e saúde do adolescente
Saúde da Comunidade II
Vulnerabilidade
Conceito desenvolvido para responder aos
limites da noção de risco.
“(...) busca estabelecer uma síntese
conceitual e prática das dimensões sociais,
político institucionais e comportamentais
associados às diferentes suscetibilidades
de indivíduos, grupos populacionais e até
mesmo, nações.”
Três planos analíticos básicos:
● Individual (valores, crenças,
atitudes, desejos, relações sociais e
familiares...)
● Social (normas sociais, cultura,
relações de gênero, etnia,
geracionais, renda... )
● Programático (respostas
governamentais, políticas,
participação social…)
Vulnerabilidade e adolescer
Quais os motivos da vulnerabilidade dos
adolescentes às DST e ao HIV/AIDS?
A garantia dos direitos sexuais e direitos
reprodutivos é uma prioridade do governo
brasileiro e norteia a formulação e
implementação de ações relativas à saúde
sexual e saúde reprodutiva para homens e
mulheres, adultos e adolescentes.
A inclusão de adolescentes e jovens nas
políticas de saúde, especialmente, naquelas
voltadas para a saúde sexual e saúde
reprodutiva, requer novas perguntas sobre
a realidade destes sujeitos. Requer, ainda,
que tais perguntas sejam feitas a estes
sujeitos, respeitando e considerando seus
olhares, opiniões e propostas. A
capacidade criativa e o potencial de
participação social devem ser
resguardados e promovidos nas práticas e
políticas de saúde, assim como pelas
demais políticas sociais.
A saúde sexual e a saúde reprodutiva
ocupam um lugar importante na
construção da igualdade de gênero e na
construção de AUTONOMIA dos
adolescentes e jovens, princípio
fundamental na formação de pessoas
SAUDÁVEIS e RESPONSÁVEIS.
É necessário reconhecer que as condições
de construção da autonomia estão mais ou
menos colocadas conforme as relações e
estruturas sociais em que adolescentes e
jovens estão inseridos, marcadas por
muitas formas de DESIGUALDADES.
O grande desafio para uma POLÍTICA
NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À
SAÚDE DE ADOLESCENTES E JOVENS é
justamente o de implementar ações de
saúde que atendam às ESPECIFICIDADES
desta população, de modo INTEGRAL, e
respondendo às DEMANDAS colocadas
pelas condições decorrentes das distintas
situações de vida dos adolescentes e jovens
do País.
Estas ações devem considerar as
DESIGUALDADES de gênero, baseadas na
raça/cor, na orientação sexual e na classe
social, e contribuir para a sua SUPERAÇÃO.
A sexualidade é uma dimensão
fundamental de todas as etapas da vida de
homens e mulheres, envolvendo práticas e
desejos relacionados à satisfação, à
afetividade, ao prazer, aos sentimentos, ao
exercício da liberdade e à saúde.
A sexualidade humana é uma construção
histórica, cultural e social, e se transforma
conforme mudam as relações sociais.
Para adolescentes e jovens, esta dimensão
se traduz em um campo de DESCOBERTAS,
EXPERIMENTAÇÕES e VIVÊNCIA da
liberdade, como também de construção de
capacidade para a tomada de DECISÕES,
de ESCOLHA, de RESPONSABILIDADES e de
AFIRMAÇÃO de IDENTIDADES, tanto
pessoais como políticas (BRASIL, 2007)
As políticas e os programas de saúde
voltados para adolescentes e jovens
freqüentemente desconsideram estes
diversos aspectos da sexualidade, na
medida em que “ignoram que a sexualidade
é parte do desenvolvimento humano e os
conceitos de amor, sentimentos, emoções,
intimidade e desejo com freqüência não se
incluem nas intervenções de saúde sexual e
saúde reprodutiva”.
Violência e exploração sexual de crianças e
adolescentes.
Presente em 937 municípios. Destes, 293
(31,8%) situam-se na Região Nordeste; 241
(25,7%) no Sudeste; 162 (17,3%) no Sul; 127
(133,6%) no Centro-Oeste; e 109 (11,6%) no
Norte. (GPVES, 2005; BRASIL, 2007).
Contextos de privação da liberdade
Portarias n.o 340, de 14/07/2004 da SAS/MS E MS/SEDH/SEPM n.o
1.426:
Ações direcionadas a adolescentes de
ambos os sexos: práticas educativas sobre
planejamento familiar, gravidez na
adolescência, paternidade/maternidade
responsável, contracepção e DST e aids.
Ações específicas para adolescentes do
sexo feminino: prevenção e controle do
câncer cérvico-uterino, orientação e
promoção do auto-exame da mama
contracepção; pré-natal e
acompanhamento nutricional da gestante
e lactante; adequaação dos ambientes
para o aleitamento materno; pos-natal e
orientação para a postergeração de
gravidez subsequente.
Diagnóstico, aconselhamento e tratamento
em DST/HIV/aids: coleta para diagnóstico
do HIV, ações de redução de danos,
materiais educativos e instrucionais,
abordagem “sindrômica” das DST; garantia
de medicamentos para aids e outras DST, e
tratamento para adolescentes
soropositivos.
Sexualidade e saúde na educação brasileira
Nas Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei n.o 9.394, de 20 de dezembro
de 1996), a educação sexual é prevista como
um dos temas transversais a serem
incluídos nos Parâmetros Curriculares
Nacional, em todas as áreas do
conhecimento – do ensino fundamental ao
ensino médio.
A efetiva implantação desses temas na
perspectiva dos direitos sexuais e dos
direitos reprodutivos, e da ação
intersetorial exige articulação dos agentes
das políticas de saúde e educação, e
constituem-se em apoio fundamental para
a implementação das políticas de saúde em
âmbito nacional (BRASIL 2007).
O que significa DST?
➢ Agravos que têm como característica a
transmissão por meio de práticas sexuais.
➢ Também, denominadas Infecções
Sexualmente Transmissíveis (IST).
➢ Já foram denominadas Doenças
Venéreas, como alusão à deusa Vênus.
➢ Segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS) são 340 milhões de novos
casos de DST, anualmente, no mundo.
➢ De acordo com o Ministério da Saúde,
para o Brasil as estimativas são:
● SÍFILIS: 937.000
● GONORREIA: 1.541.800
● CLAMÍDIA: 1.967.200
● HERPES GENITAL: 640.900
● HPV: 685.400
➢ Dentre mulheres com infecções não
tratadas por gonorréia e/ou clamídia, 10 a
40% desenvolvem doença inflamatória
pélvica (DIP), das quais 25% se tornarão
inférteis.
➢ Entre homens, a clamídia também pode
causar infertilidade.
➢ HPV está associado ao carcinoma de
colo uterino, de pênis e de ânus.
➢ Pessoas com DST e infecções do trato
reprodutivo não ulcerativas têm um risco
aumentado em 3 a 10 vezes de se infectar
pelo HIV, o que sobe para 18 vezes se a
doença cursa com úlceras genitais.
➢ Se o portador de HIV também é portador
de alguma DST, mais facilmente transmitirá
o HIV aos seus parceiros sexuais.
➢ NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA:
● Hepatites virais;
● Vírus da Imunodeficiência Humana
(HIV) e Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida (AIDS);
● Infecção por Vírus da
Imunodeficiência Humana (HIV) na
gestante/criança exposta;
● Sífilis na gestação; e sífilis
congênita.
➢ QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS MAIS
CARACTERÍSTICOS ÀS DST?
● Úlceras;
● Corrimentos;
● Verrugas;
● Ardência;
● Prurido;
● Dor.
● Muitos podem estar assintomáticos.
Para propiciar o diagnóstico precoce e
tratamento imediato, propõe-se o uso de
ABORDAGEM SINDRÔMICA (BRASIL, 2005).
Sífilis
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica,
de evolução crônica, sujeita a surtos de
agudização e períodos de latência quando
não tratada.
Causada pelo Treponema pallidum, um
espiroqueta de transmissão sexual ou
vertical, que pode produzir as formas
adquirida ou congênita da doença.
Classificação:
● Sífilis adquirida
- recente (menos de um ano
de evolução): primária,
secundária e latente
recente;
- tardia (com mais de um ano
de evolução): latente tardia e
terciária;
● Sífilis congênita
- recente (casos
diagnosticados até o 2° ano
de vida);
- tardia (casos
diagnosticados após o 2°
ano de vida).
Sífilis Primária
● Cancro duro
- Lesão erosada ou ulcerada,
geralmente única, indolor,
com bordos endurecidos,
fundo liso, brilhante e
secreção serosa escassa;
- Aparece entre 10 e 90 dias
(média de 21) após o contato
sexual infectante;
- Acompanhada de
adenopatia regional não
supurativa, móvel, indolor e
múltipla.
- No homem, a lesão aparece
com maior frequência na
glande e sulco bálano
prepucial.
- Na mulher, quando aparece
é mais

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