Sociologia J. - Anotação (45)
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Sociologia J. - Anotação (45)


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e julgada 
de ofício pelo juiz, independentemente de argüição pelo interessado, ao passo que a prescrição das ações 
patrimoniais não pode ser decretada de ofício pelo juiz. Por fim, a decadência oriunda de prazo prefixado 
por lei não poderá ser renunciada pelas partes nem antes, nem depois de consumada; já a prescrição, após 
sua consumação, poderá ser renunciada.
Com relação à decadência, existe também, nos termos do artigo 208, a possibilidade de que as pessoas 
jurídicas e os relativamente incapazes movam ação regressiva contra representantes legais que derem causa 
à decadência ou não a alegarem no momento oportuno, para obter a reparação dos danos sofridos. A 
incapacidade absoluta é uma causa impeditiva da decadência. 
Pelo artigo 209 do Código Civil, a decadência resultante de prazo legal não pode ser renunciada pelas 
partes, nem antes, nem depois de consumada, sob pena de nulidade.
Pelo artigo 210 do Código Civil, o juiz deve, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei. 
Esta regra é exatamente inversa àquela relativa à prescrição. Ou seja, a decadência decorrente de prazo 
legal deve ser considerada e julgada pelo magistrado, de ofício, independentemente de argüição do 
interessado. Já a prescrição não pode ser decretada pelo juiz sem que a parte interessada alegue, a não ser 
quando se trate de proteger o interesse de absolutamente incapaz. 
Além disso, o artigo impõe um dever ao juiz. Ele não tem o poder, ou seja, a faculdade, a opção, de decretar 
ou não a decadência. Uma vez que ele constate a existência de decadência estabelecida por lei, é seu dever 
decretá-la, queiram ou não as partes.
Já o artigo 211 do Código Civil prevê que quando o prazo decadencial é prefixado pelas partes, aquela 
parte a quem o prazo decadencial, aproveitar poderá alegar a existência da decadência em qualquer grau 
de jurisdição, mas o juiz não poderá, de ofício, reconhecer a decadência.
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