A5 e A6 PósFarmaceuticos

A5 e A6 PósFarmaceuticos


DisciplinaFarmacotécnica I481 materiais5.383 seguidores
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Profa. Dra. Ana Julia P. Santinho Gomes
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Sólidos de interesse na farmácia magistral
Pós
Grânulos efervescentes
Sachês
Shakes
Cápsulas
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Pós medicamentosos
Pós medicinais
Pós farmacêuticos
Definição
Mistura de fármacos/ substâncias químicas finamente divididas na forma seca, resultantes da divisão de fármacos animais, vegetais, minerais ou obtidos por síntese química
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Formas de utilização e eficácia
 Vias de administração
 INTERNA 
EXTERNA
 Ponto de partida para outras formas sólidas
Vamos esquematizar?
 Eficácia \uf0e8 mistura homogênea
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Preparação dos pós
Cominuição e Pulverização 
	
Procedimentos de Contusão e de Trituração
Manual
Mecânica			 			 \uf0f0
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Modificações devidas à pulverização
Cheiro e sabor
Cor
Volume
Densidade
Solubilidade
Modificações químicas
Higroscopia e eflorescência
Ex. sulfato ferroso, ácido cítrico, carbonato de sódio, NaOH
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Higroscopicidade
Substâncias Deliquescentes
Substancia adsorve umidade da atmosfera para se dissolver
 		\uf0f2
Solução saturada formada tem pressão de vapor d\u2019água menor que a atmosfera (14 -16 mm Hg)
		Ex. NaOH
Substâncias Eflorescentes
Substancia perde água para se tornar anidra
		Ex. ácido cítrico, Na2SO4
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Preparação dos pós
 Tamisação
Técnica:
	
Escolha dos números dos tamises
			\uf0ea
		tenuidade do pó desejado
Movimentos circulares alternados 
Sem qualquer pressão
Nunca se deve comprimir o produto sobre a malha
\uf0df
PULVERIZAÇÃO SEM RESÍDUO
Para que todas as partículas de um pó apresentem uniformidade aceitável 
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Importância da tamisação
Absorção
Estabilidade
Posologia
Formação de aglomerados
Tamanho de partícula mais adequado ?
150 \u2013 250 micrometros
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Orifícios dos tamises
 Número do tamis (mesh) Abertura em \uf06dm
		2				9500
		8				2360
		9				2000
		12				1400
		20				 850
		40				 425
		60				 250
		80				 180
		100				 150
		120				 125
		400				 38
Fonte: USP 23/ NF 18
Classificação dos tamises
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Classificação em referência a dois tamises
 
Determinação do grau de tenuidade dos pós
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Determinação do grau de tenuidade de um pó
Os pós de fármacos de origem vegetal e animal são oficialmente definidos em 5 categorias
	Pó muito grande	 	Todas as partículas passam pelo tamis nº8 (2,36mm) e 					não mais que 20% pelo tamis nº60 (250\uf06dm)
	Pó grande		Todas as partículas passam pelo tamis nº20 (850\uf06dm) e não mais que 						40% pelo tamis nº60 (250\uf06dm)
	Pó moderadamente grande	Todas as partículas passam pelo tamis nº40 (425\uf06dm) e 					não mais que 40% pelo tamis nº80 (180\uf06dm)
	Pó fino		Todas as partículas passam pelo tamis nº60 (250\uf06dm) e não mais que 						40% pelo tamis nº100 (150\uf06dm)
	Pó muito fino		Todas as partículas passam pelo tamis nº80 (180\uf06dm), sem limite 						para > grau de pulverização
 
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Determinação do grau de tenuidade de um pó
 Os pós de obtidos a partir de compostos químicos são oficialmente definidos em 4 categorias
	Pó grande		Todas as partículas passam pelo tamis nº20 (850\uf06dm) e 					não mais que 60% pelo tamis nº40 (425\uf06dm)
	Pó moderadamente grande	Todas as partículas passam pelo tamis nº40 					(425\uf06dm) e não mais que 60% pelo tamis nº60 					(250\uf06dm)
	Pó fino		Todas as partículas passam pelo tamis nº80 (180\uf06dm), 					sem limite para > grau de pulverização
	Pó muito fino		Todas as partículas passam pelo tamis nº120 (125\uf06dm), 					sem limite para > grau de pulverização
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Homogeneização
Garante a eficácia terapêutica
Manual 
Mecânica para pequena escala
Mecânica para grande escala
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Propriedades de fluxo de pós
Fluxibilidade ou fluxo de escoamento de pós
Ângulo de repouso (\uf071)
Densidade \u201cbruta\u201d
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Ângulo de repouso
Limitação gravitacional
capacidade do pó em formar um montículo cônico
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Densidade bruta
Índice de Carr ou % de compressibilidade
% compressibilidade = densidade de compactação \u2013 densidade bruta x 100
					densidade de compactação
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Caracterização do fluxo de pós
Relação entre fluxibilidade de um pó e sua % de compressibilidade
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Adequação da fluxibilidade de um pó
Alterações do tamanho e da distribuição de tamanho das partículas
Modificação das forças de superfície
Redução das cargas eletrostáticas
Controle das condições de umidade
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Adequação da fluxibilidade de um pó
Ativadores de fluxo
Reduzem a coesão e adesão entre as partículas
Talco
Amido
Estearato de magnésio
Aerosil
Contra umidade
MgO
Talco siliconado
Na2CO3
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Ar
Luz
Calor
Umidade
Contaminação microbiana
Recipientes
Alterações  
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Exercício
1. As formas farmacêuticas sólidas podem e/ou devem ser armazenadas da mesma maneira?
	Justifique.
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Incompatibilidades
Misturas eutéticas
Misturas coradas
		Taninos e fenol
Misturas explosivas
Ex. subst. Oxidantes (permanganato de potássio) e subst. Redutoras (enxofre)
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Misturas eutéticas 		como evitar ? 
	Interpondo pós absorventes entre os constituintes da mistura
	MgCO3 > caulino > MgO > Ca3(PO)4 > gel de sílica > lactose > amido
ordem decrescente de atividade como absorvente
Misturas explosivas		como evitar ? 
	Triturando isoladamente cada componente
Incompatibilidades
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Exercício
2. Descreva a técnica de preparação do pó anti-séptico abaixo considerando os cuidados farmacotécnicos envolvidos neste tipo de forma farmacêutica sólida.
Mentol ........................................................................................1 g
Cânfora .......................................................................................2 g
Carbonato de magnésio ...........................................................8 g
Amido .......................................................................................30 g
Talco .............................................. qsp.................................100 g
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Sistema de classificação biofarmacêutica
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Sugestões de excipientes em função do SCB
Classe I e Classe III (em anexo)
Doses < 50 mg
Doses de 50 \u2013 100 mg
Doses de 100 \u2013 1000 mg
Classe II e Classe IV (em anexo)
Doses < 50 mg
Doses de 50 \u2013 100 mg
Doses de 100 \u2013 1000 mg
Aerosil..................................0,5-1%
Amido......................................75%
Celulose microcristalina...qsp...100%
Lauril sulfato de sodio.........................1%
Aerosil.............................................0,2%
Amido..............................................75%
Glicolato de amido sódico (Explotab)...4%
Celulose microcristalina......qsp........100%
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Escolha do excipiente para formas farmacêuticas sólidas orais
Lactose
Interações: Anfepramona, femproporex, mazindol, aminofilina, fluoxetina, sertralina, imipramina, amitriptilina, clomipramina, nortriptilina, hidroxitriptofano (5-HTP), neomicina, polimixinas, metoclopramida, peptídeos, framicetina, karamicina, tobramicina, gentamicina, estreptomicina e amicacina
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Escolha do excipiente para formas farmacêuticas sólidas orais
Lauril sulfato de sódio
Interações: Azitromicina, fluconazol, mebendazol, finasterida, atenolol, clorpropamida, atropina, beladona, hiosciamina, escopolamina, quina, sulfato de quinina, ipeca, ioimbina, vincamina, reserpina, ergotamina, teofilina, pilocarpina, tetracaína, procaína, fosfato de codeína, íons Ca e Ba
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Embalagens
Granel
Recipientes com polvilhador
Recipientes com boca larga
Divididos
Envelopes ou sachês
Sempre herméticos e contendo protegidos da umidade
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Fármacos muito potentes
Minimizar riscos de superdosagem
Método da Diluição Geométrica (MDG) \uf0e8 garante distribuição homogênea por todo o pó resultante
 
Diluições
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Antes do MDG
Qual a finalidade de se realizar o Método de Diluição Geométrica (MDG)?
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Procedimento para Diluição Geométrica
O fármaco potente é colocado no gral em quantidade igual a quantidade de diluente, procede-se a homogeneização. Em seguida, adiciona-se uma 2º porção de diluente com a mesma quantidade da mistura de pó no gral, repetindo-se a operação
Este processo deve continuar através da adição de quantidades iguais de diluente ao pó contido no gral, homogeneizando igualmente