HEB- Aula 9

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DisciplinaHistória da Educação no Brasil3.571 materiais35.060 seguidores
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Benjamin Constant Botelho de Magalhães.
Regulamento da Instrucção Primaria e Secundaria do Districto Federal, a que se refere o decreto desta data.
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Tema da Apresentação
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A Reforma Benjamin Constant abrangia o ensino primário, secundário e normal, mas não se estendia a todo território nacional, servindo no máximo como modelo.
A obrigatoriedade escolar está excluída da Reforma Benjamim Constant, que se constituiu em uma série de decretos no ano de 1890 e que ficou reduzida ao município neutro.
Uma política educacional tão restrita foi possibilitada pela Constituição de 1891 que promoveu a descentralização administrativa.
O ensino secundário se constituía na base propedêutica de línguas e ciências para a admissão no ensino superior. Ele acabou por tornar-se enciclopédico \u2013 um saber em extensão -, ou seja, de tudo o que existe. Em todos os níveis de ensino havia uma ampliação do número de cursos (disciplinas) e seus anos de duração. As disciplinas deveriam ser sempre as mesmas, porém cada vez mais seriam estudadas com maior profundidade.
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A universalização da instrução esbarrava principalmente em determinantes sócio-culturais e político-econômicos que privilegiavam a formação de uma elite intelectual de \u201cbacharéis\u201d e de \u201cdoutores\u201d, em geral, nascidos nas famílias de grandes proprietários de terra, em detrimento dos despossuídos de quaisquer bens culturais ou materiais.
O título de bacharel ganhou foro de nobreza. O \u201cbacharel\u201d, aquele que completava o curso superior e o \u201ccoronel\u201d, aquele que controlava a política local do jogo de favores, constituíram-se nos dois pilares do prestígio, privilégio e mando social na Primeira República (1889-1930). A República dos bacharéis era também a república dos coronéis \u2013 muito distante da república dos cidadãos.
Taís Delaneze
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Benjamin Constant exigiu a \u201cincorporação do povo a nação\u201d. Em sua atuação no Instituto dos Meninos Cegos, preocupou-se com a elevação do número de alunos, com a extensão dos conteúdos de ensino e com a \u201cintegração\u201d futura dos cegos na sociedade, evidenciando que, em sua concepção, o instituto não servia unicamente a uma proposta assistencialista, mas, ao contrário, preparava o cidadão para a vida cívica.
Foi nesse sentido que apresentou relatórios ao Ministério do Império e elaborou o documento nomeado Bases de reforma do regulamento.
Igor Fernandes Viana de Oliveira
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Encaminhou parecer ao Congresso Pedagógico Brasileiro de 1882, nomeado Parecer sobre as Escolas Normais \u2013 sua organização, plano de estudos, métodos e programas de ensino.
O congresso era organizado pelo próprio Governo Imperial, que convidava os participantes e sugeria os temas a serem desenvolvidos.
Como diretor da Escola Normal da Corte, Benjamin ficou encarregado de dissertar sobre a organização das Escolas Normais.
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Benjamin Constant considerava a educação como um instrumento de formação da visão de mundo do homem. Essa posição, ao contrário de alguns de seus contemporâneos, o levava a enfatizar alguns aspectos específicos em sua atuação, tal como condenar a pouca reflexão sobre a prática pedagógica nos debates do Império e mesmo valorizar o papel do professor no processo de ensino.
Em 1887, sua última intervenção em uma reforma educacional no Império, Benjamin encaminharia um projeto de reforma do regulamento da Escola Militar, denominado Plano Geral de Ensino Teórico e Prático, onde as mesmas questões seriam ressaltadas.
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Referências
DELANEZE, T. Descontinuidade sem ruptura: as reformas educacionais de 
Benjamim Constant e Francisco Campos.
Disponível em:
http://www.faced.ufu.br/colubhe06/anais/arquivos/493TaisDelanezeATUAL.pdf
OLIVEIRA, C. G. de. A matriz positivista na educação brasileira. Uma análise das portas de entrada no período republicano.
Disponível em:
http://www.semar.edu.br/revista/pdf/artigo-claudemir-goncalves-de-oliveira.pdf
OLIVEIRA, I. F. V. de. Educação e cidadania na atuação de Benjamin Constant 
(1873-1889)
Disponível em:
http://www.educacao.uerj.br/SemanaEducacao2008/Trabalhos/arq277.pdf
SILVA, J. C. da. Utopia positivista e instrução pública no Brasil.
Disponível em:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/revis/revis16/art2_16.pdf
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