Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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ação estatal por se revestirem de densa intolerabilidade, de sorte a afrontar o ordenamento infraconstitucional e
constitucional do País.\u201d (HC 82.424, Rel. p/ o ac. Min. Presidente Maurício Corrêa, julgamento em 17-9-2003,
Plenário, DJ de 19-3-2004.)
 
\u201cA mera instauração de inquérito, quando evidente a atipicidade da conduta, constitui meio hábil a impor violação aos
direitos fundamentais, em especial ao princípio da dignidade humana.\u201d (HC 82.969, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgamento em 30-9-2003, Segunda Turma, DJ de 17-10-2003.)
 
\u201cA simples referência normativa à tortura, constante da descrição típica consubstanciada no art. 233 do Estatuto da Criança
e do Adolescente, exterioriza um universo conceitual impregnado de noções com que o senso comum e o sentimento de
decência das pessoas identificam as condutas aviltantes que traduzem, na concreção de sua prática, o gesto ominoso de
ofensa à dignidade da pessoa humana. A tortura constitui a negação arbitrária dos direitos humanos, pois reflete \u2013
enquanto prática ilegítima, imoral e abusiva \u2013 um inaceitável ensaio de atuação estatal tendente a asfixiar e, até mesmo, a
suprimir a dignidade, a autonomia e a liberdade com que o indivíduo foi dotado, de maneira indisponível, pelo ordenamento
positivo.\u201d (HC 70.389, Rel. p/ o ac. Min. Celso de Mello, julgamento em 23-6-1994, Plenário, DJ de 10-8-2001.)
 
"DNA: submissão compulsória ao fornecimento de sangue para a pesquisa do DNA: estado da questão no direito
comparado: precedente do STF que libera do constrangimento o réu em ação de investigação de paternidade (HC 71.373)
e o dissenso dos votos vencidos: deferimento, não obstante, do habeas corpus na espécie, em que se cuida de situação
atípica na qual se pretende \u2013 de resto, apenas para obter prova de reforço \u2013 submeter ao exame o pai presumido, em
processo que tem por objeto a pretensão de terceiro de ver-se declarado o pai biológico da criança nascida na constância
do casamento do paciente: hipótese na qual, à luz do princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade, se impõe evitar a
afronta à dignidade pessoal que, nas circunstâncias, a sua participação na perícia substantivaria." (HC 76.060, Rel. Min.
Sepúlveda Pertence, julgamento em 31-3-1998, Primeira Turma, DJ de 15-5-1998.)
 
\u201cDiscrepa, a mais não poder, de garantias constitucionais implícitas e explícitas \u2013 preservação da dignidade humana, da
intimidade, da intangibilidade do corpo humano, do império da lei e da inexecução específica e direta de obrigação de fazer
\u2013 provimento judicial que, em ação civil de investigação de paternidade, implique determinação no sentido de o réu ser
conduzido ao laboratório, 'debaixo de vara', para coleta do material indispensável à feitura do exame DNA. A recusa
resolve-se no plano jurídico-instrumental, consideradas a dogmática, a doutrina e a jurisprudência, no que voltadas ao
deslinde das questões ligadas à prova dos fatos.\u201d (HC 71.373, Rel. p/ o ac. Min. Marco Aurélio, julgamento em 10-11-
1994, Plenário, DJ de 22-11-1996.)
 
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
 
\u201cO serviço postal não consubstancia atividade econômica em sentido estrito, a ser explorada pela empresa privada. Por
isso é que a argumentação em torno da livre iniciativa e da livre concorrência acaba caindo no vazio (...).\u201d (ADPF 46, voto
do Rel. p/ o ac. Min. Eros Grau, julgamento em 5-8-2009, Plenário, DJE de 26-2-2010.)
 
"É certo que a ordem econômica na Constituição de 1988 define opção por um sistema no qual joga um papel primordial a
livre iniciativa. Essa circunstância não legitima, no entanto, a assertiva de que o Estado só intervirá na economia em
situações excepcionais. Mais do que simples instrumento de governo, a nossa Constituição enuncia diretrizes, programas e
fins a serem realizados pelo Estado e pela sociedade. Postula um plano de ação global normativo para o Estado e para a
sociedade, informado pelos preceitos veiculados pelos seus arts. 1º, 3º e 170. A livre iniciativa é expressão de liberdade
titulada não apenas pela empresa, mas também pelo trabalho. Por isso a Constituição, ao contemplá-la, cogita também da
\u2018iniciativa do Estado\u2019; não a privilegia, portanto, como bem pertinente apenas à empresa. Se de um lado a Constituição
assegura a livre iniciativa, de outro determina ao Estado a adoção de todas as providências tendentes a garantir o efetivo
exercício do direito à educação, à cultura e ao desporto (arts. 23, V, 205, 208, 215 e 217, § 3º, da Constituição). Na
composição entre esses princípios e regras há de ser preservado o interesse da coletividade, interesse público primário. O
direito ao acesso à cultura, ao esporte e ao lazer são meios de complementar a formação dos estudantes." (ADI 1.950,
Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 3-11-2005, Plenário, DJ de 2-6-2006.) No mesmo sentido: ADI 3.512, Rel. Min.
Eros Grau, julgamento em 15-2-2006, Plenário, DJ de 23-6-2006.
 
\u201cA má-fé do candidato à vaga de juiz classista resta configurada quando viola preceito constante dos atos constitutivos do
sindicato e declara falsamente, em nome da entidade sindical, o cumprimento de todas as disposições legais e estatutárias
para a formação de lista enviada ao TRT. O trabalho consubstancia valor social constitucionalmente protegido (arts. 1º, IV,
e 170, da CB/1988), que sobreleva o direito do recorrente a perceber remuneração pelos serviços prestados até o seu
afastamento liminar. Entendimento contrário implica sufragar o enriquecimento ilícito da administração." (RMS 25.104, Rel.
Min. Eros Grau, julgamento em 21-2-2006, Primeira Turma, DJ de 31-3-2006.)
 
"O princípio da livre iniciativa não pode ser invocado para afastar regras de regulamentação do mercado e de defesa do
consumidor." (RE 349.686, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 14-6-2005, Segunda Turma, DJ de 5-8-2005.) No
mesmo sentido: AI 636.883-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 8-2-2011, Primeira Turma, DJE de 1º-3-
2011.
 
"A fixação de horário de funcionamento de estabelecimento comercial é matéria de competência municipal, considerando
improcedentes as alegações de ofensa aos princípios constitucionais da isonomia, da livre iniciativa, da livre concorrência,
da liberdade de trabalho, da busca do pleno emprego e da proteção ao consumidor." (AI 481.886-AgR, Rel. Min. Carlos
Velloso, julgamento em 15-2-2005, Segunda Turma, DJ de 1º-4-2005.) No mesmo sentido: RE 199.520, Rel. Min.
Moreira Alves, julgamento em 19-5-1998, Segunda Turma, DJ de 16-10-1998.
 
"Transporte rodoviário interestadual de passageiros. Não pode ser dispensada, a título de proteção da livre iniciativa , a
regular autorização, concessão ou permissão da União, para a sua exploração por empresa particular." (RE 214.382, Rel.
Min. Octavio Gallotti, julgamento em 21-9-1999, Primeira Turma, DJ de 19-11-1999.)
 
"Em face da atual Constituição, para conciliar o fundamento da livre iniciativa e do princípio da livre concorrência com os da
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defesa do consumidor e da redução das desigualdades sociais, em conformidade com os ditames da justiça social, pode o
Estado, por via legislativa, regular a política de preços de bens e de serviços, abusivo que é o poder econômico que visa
ao aumento arbitrário dos lucros." (ADI 319-QO, Rel. Min. Moreira Alves, julgamento em 3-3-1993, Plenário, DJ de 30-
4-1993.)
 
V - o pluralismo político.
 
"O Plenário, por maioria, julgou parcialmente procedente pedido formulado em ação direta ajuizada pelo Partido Humanista
da Solidariedade (PHS) contra os arts. 45, § 6º; e 47, § 2º, I e II, ambos