Constituiçao comentada - STF
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Constituiçao comentada - STF


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da Lei 9.504/1997 (Lei das Eleições), para: a)
declarar a constitucionalidade do § 6º do art. 45 (...); b) declarar a inconstitucionalidade da expressão \u2018e representação na
Câmara dos Deputados\u2019, contida no § 2º do art. 47 (...); e c) dar interpretação conforme a Constituição ao inciso II do § 2º
do art. 47 (...), com o fim de assegurar aos partidos novos, criados após a realização de eleições para a Câmara dos
Deputados, o direito de acesso proporcional aos 2/3 do tempo destinado à propaganda eleitoral no rádio e na televisão,
considerada a representação dos deputados federais que migrarem diretamente dos partidos pelos quais tiverem sido
eleitos para a nova legenda na sua criação. (...) Elucidou que os partidos políticos seriam os principais entes pluralistas.
Nesse aspecto, as agremiações partidárias constituiriam fundamento da República (CF, art. 1º, V). A Constituição
consagraria, ademais, em seu art. 17, caput, a liberdade de criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos,
limitada à necessidade de resguardo dos valores da soberania popular, do regime democrático, do pluripartidarismo e dos
direitos fundamentais. Ressurtiu que, se o processo eleitoral deveria representar instrumento mediante o qual as alternativas
políticas, sociais e econômicas seriam apresentadas aos eleitores, os partidos políticos viabilizariam o aporte de ideias
plurais. Anunciou, daí, a relevância do pluripartidarismo e do estímulo constitucional à formação e ao desenvolvimento das
agremiações partidárias como sujeitos do processo eleitoral. Entendeu que, na eventualidade de criação de novo partido, a
novel legenda, para fins de acesso proporcional a rádio e a televisão, levaria consigo a representatividade dos deputados
federais que para ela houvessem migrado diretamente dos partidos pelos quais eleitos. Realçou não se falar apenas em
liberdade abstrata de criação, no sentido formal de não se estabelecerem obstáculos à sua formação, mas especialmente
em seu sentido material de viabilizar a permanência e o desenvolvimento das novas agremiações." (ADI 4.430, rel. min.
Dias Toffoli, julgamento em 29-6-2012, Plenário, Informativo 672.)
 
"Lei 8.624/1993, que dispõe sobre o plebiscito destinado a definir a forma e o sistema de governo \u2013 Regulamentação do
art. 2º do ADCT/1988, alterado pela EC 2/1992 \u2013 Impugnação a diversos artigos (arts. 4º, 5º e 6º) da referida Lei 
8.624/1993 \u2013 Organização de frentes parlamentares, sob a forma de sociedade civil, destinadas a representar o
parlamentarismo com República, o presidencialismo com República e o parlamentarismo com Monarquia \u2013 Necessidade de
registro dessas frentes parlamentares, perante a Mesa Diretora do Congresso Nacional, para efeito de acesso gratuito às
emissoras de rádio e de televisão, para divulgação de suas mensagens doutrinárias (\u2018direito de antena\u2019) \u2013 Alegação de que
os preceitos legais impugnados teriam transgredido os postulados constitucionais do pluralismo político, da soberania
popular, do sistema partidário, do direito de antena e da liberdade de associação \u2013 Suposta usurpação, pelo Congresso
Nacional, da competência regulamentar outorgada ao Tribunal Superior Eleitoral \u2013 Considerações, feitas pelo relator
originário (Min. Néri da Silveira), em torno de conceitos e de valores fundamentais, tais como a democracia, o direito de
sufrágio, a participação política dos cidadãos, a essencialidade dos partidos políticos e a importância de seu papel no
contexto do processo institucional, a relevância da comunicação de ideias e da propaganda doutrinária no contexto da
sociedade democrática \u2013 Entendimento majoritário do STF no sentido da inocorrência das alegadas ofensas ao texto da
CR." (ADI 839-MC, Rel. p/ o ac. Min. Celso de Mello, julgamento em 17-2-1993, Plenário, DJ de 24-11-2006.)
 
"Partido político \u2013 Funcionamento parlamentar \u2013 Propaganda partidária gratuita \u2013 Fundo partidário. Surge conflitante com a
CF lei que, em face da gradação de votos obtidos por partido político, afasta o funcionamento parlamentar e reduz,
substancialmente, o tempo de propaganda partidária gratuita e a participação no rateio do Fundo Partidário. Normatização
\u2013 Inconstitucionalidade \u2013 Vácuo. Ante a declaração de inconstitucionalidade de leis, incumbe atentar para a inconveniência
do vácuo normativo, projetando-se, no tempo, a vigência de preceito transitório, isso visando a aguardar nova atuação das
Casas do Congresso Nacional." (ADI 1.354, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 7-12-2006, Plenário, DJ de 30-3-
2007.) No mesmo sentido: ADI 1.351, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 7-12-2006, Plenário, DJ de 30-3-
2007.
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
 
"Normas que condicionaram o número de candidatos às Câmaras Municipais ao número de representantes do respectivo
partido na Câmara Federal. Alegada afronta ao princípio da isonomia. Plausibilidade da tese, relativamente aos parágrafos
do art. 11, por instituírem critério caprichoso que não guarda coerência lógica com a disparidade de tratamento neles
estabelecida. Afronta à igualdade caracterizadora do pluralismo político consagrado pela Carta de 1988." (ADI 1.355-MC,
Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em 23-11-1995, Plenário, DJ de 23-2-1996.)
 
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição.
 
Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário.
 
\u201cÉ inconstitucional a criação, por Constituição estadual, de órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual
participem representantes de outros Poderes ou entidades.\u201d (Súmula 649.)
 
"Esta Corte já firmou a orientação de que é possível a imposição de multa diária contra o poder público quando esse
descumprir obrigação a ele imposta por força de decisão judicial. Não há falar em ofensa ao princípio da separação dos
Poderes quando o Poder Judiciário desempenha regularmente a função jurisdicional." (AI 732.188-AgR, rel. min. Dias
Toffoli, julgamento em 12-6-2012, Primeira Turma, DJE de 1º-8-2012.) No mesmo sentido: ARE 639.337-AgR, rel.
min. Celso de Mello, julgamento em 23-8-2011, Segunda Turma, DJE de 15-9-2011.
 
\u201cA jurisprudência desta Suprema Corte entende plenamente cabível o controle de constitucionalidade dos atos de imposição
de penalidades, especialmente à luz da razoabilidade, da proporcionalidade e da vedação do uso de exações com efeito
confiscatório (cf., e.g., a ADI 551 e a ADI 2.010). Portanto, como a relação entre a pena imposta e a motivação que a
fundamenta não é imune ao controle de constitucionalidade e de legalidade, as correções eventualmente cabíveis não
significam quebra da separação dos Poderes. De fato, essa calibração decorre diretamente do sistema de checks and
counterchecks adotado pela Constituição de 1988, dado que a penalização não é ato discricionário da administração,
aferível tão somente em termos de conveniência e de oportunidade.\u201d (RE 595.553-AgR-segundo, voto do rel. min.
Joaquim Barbosa, julgamento em 8-5-2012, Segunda Turma, DJE de 4-9-2012.)
 
\u201cA criação, por lei de iniciativa parlamentar, de programa municipal a ser desenvolvido em logradouros públicos não invade
esfera de competência exclusiva do chefe do Poder Executivo.\u201d (RE 290.549-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, julgamento
em 28-2-2012, Primeira Turma, DJE de 29-3-2012.)
 
\u201cO princípio constitucional da reserva de administração impede a ingerência normativa do Poder Legislativo em matérias
sujeitas à exclusiva competência administrativa do Poder Executivo. É que, em tais matérias, o Legislativo não se qualifica
como instância de revisão dos atos administrativos emanados do Poder Executivo. (...) Não cabe, desse modo, ao Poder
Legislativo, sob pena de grave desrespeito