Constituiçao comentada - STF
1879 pág.

Constituiçao comentada - STF


DisciplinaDireito Constitucional I57.470 materiais1.409.920 seguidores
Pré-visualização50 páginas
\u201cNão há falar-se em quebra do pacto federativo e do princípio da interdependência e harmonia entre os Poderes em razão
da aplicação de princípios jurídicos ditos 'federais' na interpretação de textos normativos estaduais. Princípios são normas
jurídicas de um determinado direito, no caso, do direito brasileiro. Não há princípios jurídicos aplicáveis no território de um,
mas não de outro ente federativo, sendo descabida a classificação dos princípios em \u2018federais\u2019 e \u2018estaduais\u2019.\u201d (ADI 246,
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 16-12-2004, Plenário, DJ de 29-4-2005.)
 
"Ação direta. EC 45/2004. Poder Judiciário. CNJ. Instituição e disciplina. Natureza meramente administrativa. Órgão interno
de controle administrativo, financeiro e disciplinar da magistratura. Constitucionalidade reconhecida. Separação e
independência dos Poderes. História, significado e alcance concreto do princípio. Ofensa a cláusula constitucional imutável
(cláusula pétrea). Inexistência. Subsistência do núcleo político do princípio, mediante preservação da função jurisdicional,
típica do Judiciário, e das condições materiais do seu exercício imparcial e independente. Precedentes e Súmula 649.
Inaplicabilidade ao caso. Interpretação dos arts. 2º e 60, § 4º, III, da CF. Ação julgada improcedente. Votos vencidos. São
constitucionais as normas que, introduzidas pela EC 45, de 8-12-2004, instituem e disciplinam o CNJ, como órgão
administrativo do Poder Judiciário nacional." (ADI 3.367, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 13-4-2005, Plenário,
DJ de 22-9-2006.)
 
"Lei 1.315/2004, do Estado de Rondônia, que exige autorização prévia da Assembleia Legislativa para o licenciamento de
atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas efetivas e potencialmente poluidoras, bem como capazes, sob
qualquer forma, de causar degradação ambiental. Condicionar a aprovação de licenciamento ambiental à prévia autorização
da Assembleia Legislativa implica indevida interferência do Poder Legislativo na atuação do Poder Executivo, não
autorizada pelo art. 2º da Constituição. Precedente: ADI 1.505. Compete à União legislar sobre normas gerais em matéria
de licenciamento ambiental, art. 24, VI, da Constituição." (ADI 3.252-MC, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 6-
4-2005, Plenário, DJE de 24-10-2008.)
 
"Separação e independência dos Poderes: freios e contrapesos: parâmetros federais impostos ao Estado-membro. Os
mecanismos de controle recíproco entre os Poderes, os \u2018freios e contrapesos\u2019 admissíveis na estruturação das unidades
federadas, sobre constituírem matéria constitucional local, só se legitimam na medida em que guardem estreita similaridade
com os previstos na CR: precedentes. Consequente plausibilidade da alegação de ofensa do princípio fundamental por
dispositivos da Lei estadual 11.075/1998/RS (inciso IX do art. 2º e arts. 33 e 34), que confiam a organismos burocráticos de
segundo e terceiro graus do Poder Executivo a função de ditar parâmetros e avaliações do funcionamento da Justiça (...)."
(ADI 1.905-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 19-11-1998, Plenário, DJ de 5-11-2004.)
 
"A fiscalização legislativa da ação administrativa do Poder Executivo é um dos contrapesos da CF à separação e
independência dos Poderes: cuida-se, porém, de interferência que só a CR pode legitimar. Do relevo primacial dos 'pesos e
contrapesos' no paradigma de divisão dos poderes, segue-se que à norma infraconstitucional \u2013 aí incluída, em relação à
Federal, a constituição dos Estados-membros \u2013, não é dado criar novas interferências de um Poder na órbita de outro que
não derive explícita ou implicitamente de regra ou princípio da Lei Fundamental da República. O poder de fiscalização
legislativa da ação administrativa do Poder Executivo é outorgado aos órgãos coletivos de cada câmara do Congresso
Nacional, no plano federal, e da Assembleia Legislativa, no dos Estados; nunca, aos seus membros individualmente, salvo,
é claro, quando atuem em representação (ou presentação) de sua Casa ou comissão." (ADI 3.046, Rel. Min. Sepúlveda
Pertence, julgamento em 15-4-2004, Plenário, DJ de 28-5-2004.)
 
\u201cAfronta os princípios constitucionais da harmonia e independência entre os Poderes e da liberdade de locomoção norma
estadual que exige prévia licença da Assembleia Legislativa para que o Governador e o Vice-Governador possam
ausentar-se do País por qualquer prazo. Espécie de autorização que, segundo o modelo federal, somente se justifica
quando o afastamento exceder a quinze dias. Aplicação do princípio da simetria.\u201d (ADI 738, Rel. Min. Maurício Corrêa,
julgamento em 13-11-2002, Plenário, DJ de 7-2-2003.) No mesmo sentido: RE 317.574, Rel. Min. Cezar Peluso,
julgamento em 1º-12-2010, Plenário, DJE de 1º-2-2011; ADI 307, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 13-2-2008,
Plenário, DJE de 1º-7-2009; ADI 775-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 23-10-1992, Plenário, DJ de 1º-
12-2006.
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
 
\u201cSeparação e independência dos Poderes: plausibilidade da alegação de ofensa do princípio fundamental pela inserção de
representante da Assembleia Legislativa, por essa escolhido, em órgão do Poder Executivo local, qual o Conselho Estadual
de Educação, que não constitui contrapeso assimilável aos do modelo constitucional positivo do regime de poderes.\u201d (ADI
2.654-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 26-6-2002, Plenário, DJ de 23-8-2002.)
 
"Lei 1.952, de 19 de março de 1999, do Estado do Mato Grosso do Sul, que transfere os depósitos judiciais, referentes a
tributos estaduais, à conta do erário da unidade federada. Não ocorrência de violação aos princípios constitucionais da
separação dos Poderes, da isonomia e do devido processo legal (CF, arts. 2º e 5º, caput e inciso LIV), e ao art. 148, I e II,
da Carta Federal. Incólume permanece o princípio da separação dos Poderes, porquanto os depósitos judiciais não são
atos submetidos à atividade jurisdicional, tendo natureza administrativa, da mesma forma que os precatórios." (ADI 2.214-
MC, Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 6-2-2002, Plenário, DJ de 19-4-2002.) No mesmo sentido: ADI
1.933, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 14-4-2010, Plenário, DJE de 3-9-2010. Vide: ADI 3.458, Rel. Min. Eros
Grau, julgamento em 21-2-2008, Plenário, DJE de 16-5-2008.
 
"Medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade. LC 101, de 4-5-2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF). MP
1.980-22/2000. (...) LC 101/2000. Vícios materiais. Cautelar indeferida. O inciso II do § 2º do art. 4º apenas obriga Estados
e Municípios a demonstrarem a viabilidade das metas programadas, em face das diretrizes traçadas pela política econômica
do Governo Federal (políticas creditícia e de juros, previsões sobre inflação, etc.), o que não encontra óbice na
Constituição. Art. 4º, § 4º: a circunstância de certos elementos informativos deverem constar de determinado documento
(LDO) não impede que venham eles a ser reproduzidos em outro, principalmente quando destinado à apresentação do
primeiro, como simples reiteração dos argumentos nele contidos. (...) Art. 17 e § 1º a § 7º: que o aumento de despesa de
caráter continuado esteja condicionado à redução de despesa ou aumento de receita, também em caráter continuado, é
proposição que, por achar-se em sintonia com a lógica, não pode ser obviamente considerada responsável pelo
engessamento de qualquer dos Poderes de Estado ou órgãos da administração e, portanto, ofensiva ao princípio da
separação dos Poderes. Pela mesma razão, não se pode ver como atentatória ao princípio da autonomia dos entes
federados. O incremento da