Constituiçao comentada - STF
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arrecadação pelas formas indicadas no § 3º do art. 17 da LRF se reveste de previsibilidade e
se presta, por isso, para um cálculo de compensação, que há de ser, tanto quanto possível, exato. (...) LC 101/2000. Vícios
materiais. Cautelar deferida. Art. 9º, § 3º: hipótese de interferência indevida do Poder Executivo nos demais Poderes e no
Ministério Público." (ADI 2.238-MC, Rel. p/ o ac. Min. Ayres Britto, julgamento em 9-8-2007, Plenário, DJE de 12-9-
2008.)
 
\u201cAcórdão que, analisando o conjunto probatório dos autos, corrige erro aritmético manifesto no somatório de pontos de
candidato. Alegada ofensa aos arts. 2º; 5º, XXXV; e 25, todos da CF. Hipótese em que o tribunal a quo se limita a exercer
seu ofício judicante, cumprindo seu dever de assegurar o direito individual lesado, sem qualquer afronta ao princípio da
harmonia e independência entre Poderes.\u201d (AI 228.367-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em 11-4-
2000, Primeira Turma, DJ de 23-6-2000.)
 
"(...) é inquestionável a relevância da alegação de incompatibilidade com o princípio fundamental da separação e
independência dos Poderes, sob o regime presidencialista, do art. 8º das leis locais, que outorga à Assembleia Legislativa o
poder de destituição dos conselheiros da agência reguladora autárquica, antes do final do período da sua nomeação a
termo. A investidura a termo \u2013 não impugnada e plenamente compatível com a natureza das funções das agências
reguladoras \u2013 é, porém, incompatível com a demissão ad nutum pelo Poder Executivo: por isso, para conciliá-la com a
suspensão cautelar da única forma de demissão prevista na lei \u2013 ou seja, a destituição por decisão da Assembleia
Legislativa \u2013, impõe-se explicitar que se suspende a eficácia do art. 8º dos diplomas estaduais referidos, sem prejuízo das
restrições à demissibilidade dos conselheiros da agência sem justo motivo, pelo governador do Estado, ou da
superveniência de diferente legislação válida." (ADI 1.949-MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 18-11-
1999, Plenário, DJ de 25-11-2005.)
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
http://www.stf.jus.br/portal/constituicao/constituicao.asp[19/12/2012 16:05:36]
 
\u201cO Poder Judiciário, quando intervém para assegurar as franquias constitucionais e para garantir a integridade e a
supremacia da Constituição, desempenha, de maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta
da República. O regular exercício da função jurisdicional, por isso mesmo, desde que pautado pelo respeito à Constituição,
não transgride o princípio da separação de poderes.\u201d (MS 23.452, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 16-9-1999,
Plenário, DJ de 12-5-2000.) No mesmo sentido: RE 583.578-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, julgamento em 31-8-
2010, Segunda Turma, DJE de 22-10-2010.
 
\u201cProcesso legislativo da União: observância compulsória pelos Estados de seus princípios básicos, por sua implicação com
o princípio fundamental da separação e independência dos Poderes: jurisprudência do Supremo Tribunal.\u201d (ADI 774, Rel.
Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 10-12-1998, Plenário, DJ de 26-2-1999.) No mesmo sentido: ADI 2.434-
MC, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 16-5-2001, Plenário, DJ de 10-8-2001.
 
"Na formulação positiva do constitucionalismo republicano brasileiro, o autogoverno do Judiciário \u2013 além de espaços
variáveis de autonomia financeira e orçamentária \u2013 reputa-se corolário da independência do Poder (ADI 135/PB, Gallotti,
21-11-1996): viola-o, pois, a instituição de órgão do chamado 'controle externo', com participação de agentes ou
representantes dos outros Poderes do Estado." (ADI 98, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 7-8-1997,
Plenário, DJ de 31-10-1997.)
 
\u201cSuspensão dos efeitos e da eficácia da MP 375, de 23-11-1993, que, a pretexto de regular a concessão de medidas
cautelares inominadas (CPC, art. 798) e de liminares em mandado de segurança (Lei 1.533/1951, art. 7º, II) e em ações
civis públicas (Lei 7.347/1985, art. 12), acaba por vedar a concessão de tais medidas, além de obstruir o serviço da Justiça,
criando obstáculos à obtenção da prestação jurisdicional e atentando contra a separação dos Poderes, porque sujeita o
Judiciário ao Poder Executivo.\u201d (ADI 975-MC, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 9-12-1993, Plenário, DJ de 20-
6-1997.)
 
"Norma que subordina convênios, acordos, contratos e atos de Secretários de Estado à aprovação da Assembleia
Legislativa: inconstitucionalidade, porque ofensiva ao princípio da independência e harmonia dos Poderes." (ADI 676, Rel.
Min. Carlos Velloso, julgamento em 1º-7-1996, Plenário, DJ de 29-11-1996.) No mesmo sentido: ADI 770, Rel. Min.
Ellen Gracie, julgamento em 1º-7-2002, Plenário, DJ de 20-9-2002; ADI 165, Rel. Min. Sepúlveda Pertence,
julgamento em 7-8-1997, Plenário, DJ de 26-9-1997.
 
"Crime de tráfico de entorpecentes praticado por estrangeiro \u2013 Aplicabilidade da Lei 6.815/1980 \u2013 Estatuto do Estrangeiro
\u2013 Súdito colombiano \u2013 Expulsão do território nacional \u2013 Medida político-administrativa de proteção à ordem pública e ao
interesse social \u2013 Competência exclusiva do presidente da República \u2013 Ato discricionário \u2013 Análise, pelo Poder Judiciário,
da conveniência e da oportunidade do ato \u2013 Impossibilidade \u2013 Controle jurisdicional circunscrito ao exame da legitimidade
jurídica do ato expulsório \u2013 Inocorrência de causas de inexpulsabilidade \u2013 Art. 75, II, da Lei 6.815/1980 \u2013 Inexistência de
direito público subjetivo à permanência no Brasil \u2013 Plena regularidade formal do procedimento administrativo instaurado \u2013
Pedido indeferido. A expulsão de estrangeiros \u2013 que constitui manifestação da soberania do Estado brasileiro \u2013 qualifica-se
como típica medida de caráter político-administrativo, da competência exclusiva do presidente da República, a quem
incumbe avaliar, discricionariamente, a conveniência, a necessidade, a utilidade e a oportunidade de sua efetivação.
Doutrina. Precedentes. O julgamento da nocividade da permanência do súdito estrangeiro em território nacional inclui-se na
esfera de exclusiva atribuição do chefe do Poder Executivo da União. Doutrina. Precedentes. O poder de ordenar a
expulsão de estrangeiros sofre, no entanto, limitações de ordem jurídica consubstanciadas nas condições de
inexpulsabilidade previstas no Estatuto do Estrangeiro (art. 75, II, a e b). O controle jurisdicional do ato de expulsão não
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incide, sob pena de ofensa ao princípio da separação de poderes, sobre o juízo de valor emitido pelo chefe do Poder
Executivo da União. A tutela judicial circunscreve-se, nesse contexto, apenas aos aspectos de legitimidade jurídica
concernentes ao ato expulsório. Precedentes. (...) Para efeito de incidência da causa de inexpulsabilidade referida no art.
75, II, b, da Lei 6.815/1980, mostra-se imprescindível, no que concerne à pessoa do filho brasileiro, a cumulativa satisfação
dos dois requisitos fixados pelo Estatuto do Estrangeiro: (a) guarda paterna e (b) dependência econômica. Precedentes."
(HC 72.851, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 25-10-1995, Plenário, DJE de 28-11-2008.) No mesmo
sentido: HC 85.203, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 6-8-2009, Plenário, DJE de 16-12-2010; HC 82.893, Rel.
Min. Cezar Peluso, julgamento em 17-12-2004, Plenário, DJ de 8-4-2005. Vide: HC 101.269, Rel. Min. Cármen
Lúcia, julgamento em 3-8-2010, Primeira Turma, DJE de 20-8-2010.
 
\u201cAlegada violação ao princípio da independência e harmonia entre os Poderes. (...) Orientação assentada no STF no
sentido de que, não sendo dado ao Presidente da República retirar da apreciação do Congresso Nacional medida provisória
que tiver editado, é-lhe, no entanto, possível ab-rogá-la por meio de nova medida