Constituiçao comentada - STF
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o direito de resposta e todo um regime de responsabilidades civis, penais e administrativas. Direito de
resposta e responsabilidades que, mesmo atuando a posteriori, infletem sobre as causas para inibir abusos no desfrute da
plenitude de liberdade de imprensa. (...) Sem embargo, a excessividade indenizatória é, em si mesma, poderoso fator de
inibição da liberdade de imprensa, em violação ao princípio constitucional da proporcionalidade. A relação de
proporcionalidade entre o dano moral ou material sofrido por alguém e a indenização que lhe caiba receber (quanto maior o
dano maior a indenização) opera é no âmbito interno da potencialidade da ofensa e da concreta situação do ofendido.
Nada tendo a ver com essa equação a circunstância em si da veiculação do agravo por órgão de imprensa, porque, senão,
a liberdade de informação jornalística deixaria de ser um elemento de expansão e de robustez da liberdade de pensamento
e de expressão lato sensu para se tornar um fator de contração e de esqualidez dessa liberdade. Em se tratando de agente
público, ainda que injustamente ofendido em sua honra e imagem, subjaz à indenização uma imperiosa cláusula de
modicidade. Isto porque todo agente público está sob permanente vigília da cidadania. E quando o agente estatal não prima
por todas as aparências de legalidade e legitimidade no seu atuar oficial, atrai contra si mais fortes suspeitas de um
comportamento antijurídico francamente sindicável pelos cidadãos. (...) Aplicam-se as normas da legislação comum,
notadamente o CC, o CP, o CPC e o CPP às causas decorrentes das relações de imprensa. O direito de resposta, que se
manifesta como ação de replicar ou de retificar matéria publicada é exercitável por parte daquele que se vê ofendido em
sua honra objetiva, ou então subjetiva, conforme estampado no inciso V do art. 5º da CF. Norma, essa, \u2018de eficácia plena e
de aplicabilidade imediata\u2019, conforme classificação de José Afonso da Silva. \u2018Norma de pronta aplicação\u2019, na linguagem de
Celso Ribeiro Bastos e Carlos Ayres Britto, em obra doutrinária conjunta." (ADPF 130, Rel. Min. Ayres Britto,
Constituição e o Supremo - Versão Completa :: STF - Supremo Tribunal Federal
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julgamento em 30-4-2009, Plenário, DJE de 6-11-2009.) No mesmo sentido: Rcl 11.305, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgamento em 20-10-2011, Plenário, DJE de 8-11-2011; AC 2.695-MC, Rel. Min. Celso de Mello, decisão
monocrática, julgamento em 25-11-2010, DJE de 1º-12-2010; AI 787.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento
em 24-8-2010, Primeira Turma, DJE de 24-9-2010. Vide: ADI 4.451-MC-REF, rel. min. Ayres Britto, julgamento em
2-9-2010, Plenário, DJE de 24-8-2012.
 
\u201cO pedido judicial de direito de resposta previsto na lei de impressa deve ter no polo passivo a empresa de informação ou
divulgação, a quem compete cumprir a decisão judicial no sentido de satisfazer o referido direito, citado o responsável nos
termos do § 3º do art. 32 da Lei 5.250/1967, sendo parte ilegítima o jornalista ou o radialista envolvido no fato. Falta
interesse recursal ao requerido pessoa física, já que, no caso concreto, o Juiz de Direito proferiu decisão condenatória
apenas no tocante à empresa de radiodifusão. O não conhecimento da apelação do requerido pessoa física, hoje deputado
federal, implica a devolução dos autos ao Tribunal de origem para que julgue a apelação da pessoa jurídica que não tem
foro privilegiado no STF.\u201d (Pet. 3.645, Rel. Min. Menezes Direito, julgamento em 20-2-2008, Plenário, DJE de 2-5-
2008.)
 
"Indenização. Responsabilidade civil. Lei de Imprensa. Dano moral. Publicação de notícia inverídica, ofensiva à honra e à
boa fama da vítima. Ato ilícito absoluto. Responsabilidade civil da empresa jornalística. Limitação da verba devida, nos
termos do art. 52 da Lei 5.250/1967. Inadmissibilidade. Norma não recebida pelo ordenamento jurídico vigente.
Interpretação do art. 5º, IV, V, IX, X, XIII e XIV, e art. 220, caput e § 1º, da CF de 1988. Recurso extraordinário improvido.
Toda limitação, prévia e abstrata, ao valor de indenização por dano moral, objeto de juízo de equidade, é incompatível com
o alcance da indenizabilidade irrestrita assegurada pela atual CR. Por isso, já não vige o disposto no art. 52 da Lei de
Imprensa, o qual não foi recebido pelo ordenamento jurídico vigente." (RE 447.584, Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento
em 28-11-2006, Segunda Turma, DJ de 16-3-2007.)
 
\u201cDano moral: ofensa praticada pela imprensa. Decadência: Lei 5.250, de 9-2-1967 \u2013 Lei de Imprensa \u2013 art. 56: não
recepção pela CF/1988, art. 5º, V e X. O art. 56 da Lei 5.250/1967 \u2013 Lei de Imprensa \u2013 não foi recebido pela Constituição
de 1988, art. 5º, V e X.\u201d (RE 420.784, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 1º-6-2004, Segunda Turma, DJ de 25-
6-2004). No mesmo sentido: RE 348.827, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 1º-6-2004, Segunda Turma, DJ
de 6-8-2004.
 
\u201cO fato de a Convenção de Varsóvia revelar, como regra, a indenização tarifada por danos materiais não exclui a relativa
aos danos morais. Configurados esses pelo sentimento de desconforto, de constrangimento, aborrecimento e humilhação
decorrentes do extravio de mala, cumpre observar a Carta Política da República \u2013 incisos V e X do art. 5º, no que se
sobrepõe a tratados e convenções ratificados pelo Brasil.\u201d (RE 172.720, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 6-2-
1996, Segunda Turma, DJ de 21-2-1997).
 
\u201cNão afronta o princípio da legalidade a reparação de lesões deformantes, a título de dano moral (art. 1.538, § 1º, do CC).\u201d
(RE 116.447, Rel. Min. Célio Borja, julgamento em 30-3-1992, Segunda Turma, DJ de 7-8-1992.)
 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; 
 
\u201cRecurso extraordinário. Constitucional. Imunidade Tributária. IPTU. Art. 150, VI, b, CF/1988. Cemitério. Extensão de
entidade de cunho religioso. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão
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abrangidos pela garantia contemplada no art. 150 da CF. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. A
imunidade aos tributos de que gozam os templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o
texto da Constituição é, sobretudo do disposto nos arts. 5º, VI; 19, I; e 150, VI, b. As áreas da incidência e da imunidade
tributária são antípodas.\u201d (RE 578.562, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 21-5-2008, Plenário, DJE de 12-9-2008.)
 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares
de internação coletiva; 
 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em lei; 
 
"Agravo Regimental em Suspensão de Tutela Antecipada. Pedido de restabelecimento dos efeitos da decisão do Tribunal a
quo que possibilitaria a participação de estudantes judeus no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) em data alternativa
ao Shabat. Alegação de inobservância ao direito fundamental de liberdade religiosa e ao direito à educação. Medida
acautelatória que configura grave lesão à ordem jurídico-administrativa. Em mero juízo de delibação, pode-se afirmar que a
designação de data alternativa para a realização dos exames não se revela em sintonia com o princípio da isonomia,
convolando-se em privilégio para um determinado grupo religioso. Decisão da Presidência, proferida em sede de
contracautela, sob a ótica dos riscos que a tutela antecipada