CCJ0006-WL-PA-27-Direito Civil I-Novo-34070
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			 Plano de Aula: DIREITO CIVIL I
			 DIREITO CIVIL I
			
		
		
			Título
			DIREITO CIVIL I
			 
			Número de Aulas por Semana
			
				
			
			Número de Semana de Aula
			
				14
			
 
 Tema
		 DECADÃ\u160NCIA
		
		 Objetivos
		 
·         Conceituar, distinguir  e analisar os elementos da decadência. 
·         Reconhecer as características, espécies, causas e efeitos da decadência nos negócios jurídicos.
·         Identificar as características relacionadas  ao instituto da decadência no atual Código Civil.
·         Elencar os prazos decadenciais.
·         Diferenciar a decadência do instituto da prescrição.
Reconhecer os casos de aplicação da decadência no Código de Defesa do Consumidor
		
		 Estrutura do Conteúdo
	 
DECADÃ\u160NCIA
	Conceito. Teorias
	Decadência: conceito, elementos, fundamento e espécies
	Regras gerais
	Prazos de decadência
	Decadência no Código de Defesa do Consumidor
	Distinção entre prescrição e decadência.
Decadência.
A origem da palavra decadência vem do verbo latino cadere, que significa cair.
A decadência atinge diretamente o direito em razão também da desídia do titular durante certo lapso temporal. Portanto, a decadência é a extinção do direito pela inércia do titular, quando a eficácia desse direito estava originalmente subordinada ao exercício dentro de determinado prazo, que se esgotou, sem o respectivo exercício. O tempo age, no caso de decadência, como um requisito do ato.
O objeto da decadência, portanto, é o direito que nasce, por vontade da lei ou do homem, subordinado à condição de seu exercício em limitado lapso de tempo.
A decadência está relacionada aos direitos que são objetos de ações constitutivas.
O Código Civil de 2002 aborda expressamente a decadência, nos arts. 178, 179, e 207 a 211, ao contrário do Código Civil de 1916.
Assim como a prescrição, pode ser argüida tanto por via de ação como por meio de de exceção ou defesa.
As normas de suspensão, impedimento e interrupção não são aplicáveis à decadência, que envolve prazos fatais, peremptórios, salvo disposição em contrário, como a exceção encontrada no art. 26, § 2°, do Código de Defesa do Consumidor.
A decadência, também chamada caducidade, vem a ser a perda do próprio direito material em razão do decurso do tempo. A decadência importa o desaparecimento, a extinção de um direito pelo fato de seu titular não exercê-lo durante um prazo estipulado na lei. Ã\u2030 a extinção do direito pela inação de seu titular que deixa escoar o prazo legal ou voluntariamente fixado para o seu exercício.
 Perdido o prazo, perdido estará o direito. Enquanto na prescrição ocorre a perda do direito de exercitar uma ação ou, como vem desenvolvendo a doutrina mais moderna, a perda de uma pretensão, a decadência importa a perda do próprio direito material. Importante notar que a decadência não admite suspensão ou interrupção. O prazo decadencial é fatal. O fundamento da decadência é o mesmo da prescrição: a segurança nas relações jurídicas. Outra distinção entre prescrição e decadência reside no fato de que a prescrição deve ser alegada pelo interessado, para produzir efeitos judiciais, ao passo que a decadência pode ser declarada ex officio (de ofício) pelo juiz. Um exemplo singelo de decadência é o seguinte: a concessão de um prazo para pagamento à vista de uma obrigação com direito a desconto; exercido o direito em tempo hábil, haverá o benefício do desconto, caso contrário, ocorrerá a caducidade do próprio direito. Outro exemplo de decadência é o previsto no Art. 173 do CTN.
Outro exemplo de decadência  junto ao direito positivo é o do Art. 103 do CP:
 Art. 103 - Salvo disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do § 3º do Art. 100 deste Código, do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia.
Como se vê, relaciona-se a decadência com os direitos cujo exercício se acha limitado no tempo, de tal forma que, ou se exercem dentro do prazo legal ou desaparecem. O objeto da decadência, repita-se, é o próprio direito material, cujo exercício se encontra, desde seu nascimento, limitado no tempo.
O prazo de decadência, uma vez iniciado, segue continuadamente, até seu final, inadmitidas a suspensão ou a interrupção, ao passo que o prazo de prescrição comporta suspensão ou interrupção. Por outro lado ocorre na decadência como na prescrição a não oponibilidade a absolutamente incapazes. (Art. 3º, CC e Art. 198, I, CC).
O objeto da decadência é o direito que, por determinação legal ou por vontade humana, está subordinado à condição de exercício em certo espaço de tempo, sob pena de caducidade.
A jurisprudência e a doutrina vinham entendendo como prazos de decadência os seguintes:
- 1 ano de doador revogar a doação (art.559);
- 120 dias para exercer o direito de impetrar mandado de segurança. Etc...
Porém, no novo Código Civil, os prazos decadênciais e prescricionais estão melhores destacados em seus artigos, facilitando o entendimento nas questões de maior disputa. Ex. art. 45 parágrafo único, art. 48 parágrafo único, art. 178, art. 501 etc.
Espécies de decadência:
1 Legal
Quando é prevista em lei, sendo reconhecida de ofício pelo juiz, ainda que se trate de direitos patrimoniais; de acordo com o arts. 210 do Código Civil de 2002.
O prazo decadencial legal é irrenunciável, segundo o art. 209 do Código Civil de 2002.
2. Convencional
Estipulada pelas partes, somente a parte beneficiada poderá alegá-la, sendo vedado ao juiz de Direito suprir a alegação da parte, consoante o art. 211 do Código Civil de 2002.
O prazo decadencial convencional pode ser renunciado, a teor do art. 209 do Código Civil de 2002, a contrario sensu.
Distinção entre prescrição e decadência.
Apesar de serem similares, a decadência não se confunde com a prescrição, embora, à primeira vista, ante o traço comum do lapso de tempo aliado à inação do titular, possa parecer que os prazos prescricionais não se distinguem dos decadenciais.
A prescrição refere-se a perda da possibilidade de se propor a ação para reclamar direitos, ou seja, a perda do direito processual, enquanto que a decadência diz respeito a perda do direito material. Além disso, diferentes são as características de cada instituto, pois enquanto a prescrição admite interrupção e não corre em relação a determinadas pessoas, a decadência é "fatal", correndo contra quem quer que seja, não admitindo suspensão, sequer interrupção.
Temos então que a prescrição não corre contra certas pessoas e se suspende e se interrompe, enquanto que o prazo de decadência corre contra todos e não se suspende, nem se interrompe. 
Na verdade para se ter uma noção de prescrição e decadência é preciso ter uma noção trazida pelo ilustre doutrinador italiano Chiovenda. Ele fala a respeito dos direitos de prestação e direitos potestativos. Em suma, direitos de prestação são aqueles em que se busca uma sentença condenatória, onde o juiz condena a parte a entregar, fazer ou não fazer algo. Ao passo que nos direitos potestativos o autor busca na prestação jurisdicional uma sentença constitutiva, ou seja, onde o juiz irá decidir constituindo ou desconstituindo uma relação, ou melhor, uma situação jurídica. Ainda há aquelas ações, denominadas meramente declaratórias em que se busca tão somente a declaração da existência ou inexistência de uma situação jurídica. Até aqui parece