CCJ0006-WL-PA-27-Direito Civil I-Novo-34070
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cair. 
A decadência a\u19fnge diretamente o direito em razão também da desídia do \u19ftular durante certo lapso temporal. Portanto, a decadência é a ex\u19fnção do direito pela inércia do \u19ftular, 
quando a e\ufb01cácia desse direito estava originalmente subordinada ao exercício dentro de determinado prazo, que se esgotou, sem o respec\u19fvo exercício. O tempo age, no caso de 
decadência, como um requisito do ato. 
O objeto da decadência, portanto, é o direito que nasce, por vontade da lei ou do homem, subordinado à condição de seu exercício em limitado lapso de tempo. 
A decadência está relacionada aos direitos que são objetos de ações cons\u19ftu\u19fvas. 
O Código Civil de 2002 aborda expressamente a decadência, nos arts. 178, 179, e 207 a 211, ao contrário do Código Civil de 1916. 
Assim como a prescrição, pode ser argüida tanto por via de ação como por meio de de exceção ou defesa. 
As normas de suspensão, impedimento e interrupção não são aplicáveis à decadência, que envolve prazos fatais, peremptórios, salvo disposição em contrário, como a exceção 
encontrada no art. 26, § 2°, do Código de Defesa do Consumidor. 
A decadência, também chamada caducidade, vem a ser a perda do próprio direito material em razão do decurso do tempo. A decadência importa o desaparecimento, a ex\u19fnção de 
um direito pelo fato de seu \u19ftular não exercê-lo durante um prazo es\u19fpulado na lei. É a ex\u19fnção do direito pela inação de seu \u19ftular que deixa escoar o prazo legal ou 
voluntariamente \ufb01xado para o seu exercício. 
 Perdido o prazo, perdido estará o direito. Enquanto na prescrição ocorre a perda do direito de exercitar uma ação ou, como vem desenvolvendo a doutrina mais moderna, a perda de 
uma pretensão, a decadência importa a perda do próprio direito material. Importante notar que a decadência não admite suspensão ou interrupção. O prazo decadencial é fatal. O 
fundamento da decadência é o mesmo da prescrição: a segurança nas relações jurídicas. Outra dis\u19fnção entre prescrição e decadência reside no fato de que a prescrição deve ser 
alegada pelo interessado, para produzir efeitos judiciais, ao passo que a decadência pode ser declarada ex o\ufb03cio (de o\u130cio) pelo juiz. Um exemplo singelo de decadência é o 
seguinte: a concessão de um prazo para pagamento à vista de uma obrigação com direito a desconto; exercido o direito em tempo hábil, haverá o bene\u130cio do desconto, caso 
contrário, ocorrerá a caducidade do próprio direito. Outro exemplo de decadência é o previsto no Art. 173 do CTN. 
Outro exemplo de decadência   junto ao direito posi\u19fvo é o do Art. 103 do CP: 
 Art. 103 - Salvo disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, 
contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do § 3º do Art. 100 deste Código, do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da 
denúncia. 
Como se vê, relaciona -se a decadência com os direitos cujo exercício se acha limitado no tempo, de tal forma que, ou se exercem dentro do prazo legal ou desaparecem. O objeto da 
decadência, repita -se, é o próprio direito material, cujo exercício se encontra, desde seu nascimento, limitado no tempo. 
O prazo de decadência, uma vez iniciado, segue con\u19fnuadamente, até seu \ufb01nal, inadmi\u19fdas a suspensão ou a interrupção, ao passo que o prazo de prescrição comporta suspensão 
ou interrupção. Por outro lado ocorre na decadência como na prescrição a não oponibilidade a absolutamente incapazes. (Art. 3º, CC e Art. 198, I, CC). 
O objeto da decadência é o direito que, por determinação legal ou por vontade humana, está subordinado à condição de exercício em certo espaço de tempo, sob pena de 
caducidade. 
A jurisprudência e a doutrina vinham entendendo como prazos de decadência os seguintes: 
- 1 ano de doador revogar a doação (art.559); 
- 120 dias para exercer o direito de impetrar mandado de segurança. Etc... 
Porém, no novo Código Civil, os prazos decadênciais e prescricionais estão melhores destacados em seus ar\u19fgos, facilitando o entendimento nas questões de maior disputa. Ex. art. 
45 parágrafo único, art. 48 parágrafo único, art. 178, art. 501 etc. 
ESPÉCIES DE DECADÊNCIA: 
1 LEGAL 
Quando é prevista em lei, sendo reconhecida de o\u130cio pelo juiz, ainda que se trate de direitos patrimoniais; de acordo com o arts. 210 do Código Civil de 2002. 
O prazo decadencial legal é irrenunciável, segundo o art. 209 do Código Civil de 2002. 
2. CONVENCIONAL 
Es\u19fpulada pelas partes, somente a parte bene\ufb01ciada poderá alegá-la, sendo vedado ao juiz de Direito suprir a alegação da parte, consoante o art. 211 do Código Civil de 2002. 
O prazo decadencial convencional pode ser renunciado, a teor do art. 209 do Código Civil de 2002, a contrario sensu. 
DISTINÇÃO ENTRE PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA. 
Apesar de serem similares, a decadência não se confunde com a prescrição, embora, à primeira vista, ante o traço comum do lapso de tempo aliado à inação do \u19ftular, possa 
parecer que os prazos prescricionais não se dis\u19fnguem dos decadenciais. 
A prescrição refere -se a perda da possibilidade de se propor a ação para reclamar direitos, ou seja, a perda do direito processual, enquanto que a decadência diz respeito a perda 
do direito material. Além disso, diferentes são as caracterís\u19fcas de cada ins\u19ftuto, pois enquanto a prescrição admite interrupção e não corre em relação a determinadas pessoas, a 
decadência é "fatal", correndo contra quem quer que seja, não admi\u19fndo suspensão, sequer interrupção. 
Temos então que a prescrição não corre contra certas pessoas e se suspende e se interrompe, enquanto que o prazo de decadência corre contra todos e não se suspende, nem se 
interrompe. 
Na verdade para se ter uma noção de prescrição e decadência é preciso ter uma noção trazida pelo ilustre doutrinador italiano Chiovenda. Ele fala a respeito dos direitos de 
prestação e direitos potesta\u19fvos. Em suma, direitos de prestação são aqueles em que se busca uma sentença condenatória, onde o juiz condena a parte a entregar, fazer ou não fazer 
algo. Ao passo que nos direitos potesta\u19fvos o autor busca na prestação jurisdicional uma sentença cons\u19ftu\u19fva, ou seja, onde o juiz irá decidir cons\u19ftuindo ou descons\u19ftuindo 
uma relação, ou melhor, uma situação jurídica. Ainda há aquelas ações, denominadas meramente declaratórias em que se busca tão somente a declaração da existência ou 
inexistência de uma situação jurídica. Até aqui parece bobagem termos falado nisso porque o Código Civil de 2002 foi bem claro no que diz tange a Prescrição e a Decadência: o que 
es\u19fver con\u19fdo nos arts. 205 e 206 será prescrição e o que não es\u19fver, por exclusão, será decadência. Surge, contudo, o problema porque a legislação civil vigente no país não está 
compilada unicamente no Código Civil e por vezes essa legislação não deixa clara essa dis\u19fnção. É aqui que vamos u\u19flizar a diferenciação, de forma bem suscinta dos direitos de 
prestação e direitos potesta\u19fvos. Em se tratando de uma ação que busque uma sentença condenatória, então será prescrição. Caso a ação vise uma sentença cons\u19ftu\u19fva, será 
portanto alvo de decadência. E por \ufb01m, as ações meramente declaratórias não prescrevem nem decaem. Se em uma ação buscar uma sentença condenatória e cons\u19ftu\u19fva ao mesmo 
tempo, como no caso um contrato que o autor pede para ser rescindido por vício oculto no objeto e na mesma ação peda a condenação em perdas e danos, o prazo a ser aplicado é o 
decadencial. Em se tratando de uma sentença cons\u19ftu\u19fvo-declaratória ou declaratória -condenatória, será neste caso o prazo prescricional e naquele dependerá se o direito 
potesta\u19fvo abarca a decadência. 
Hé quem diga que a prescrição é a perda do direito de ação, enquanto outros a\ufb01rmam ser a perda do direito de pretensão. Mas, não obsta a pretensão uma vez que mesmo que o 
prazo prescricional já tenha se esgotado, caso o devedor cumpra a obrigação não poderá depois pedir a repe\u19fção do indébito, ou seja, pedir que se desfaça o pagamento. O que a 
prescrição