aula 3
55 pág.

aula 3


DisciplinaFarmacologia I32.046 materiais607.518 seguidores
Pré-visualização2 páginas
(sem gasto de energia)
Transporte ativo 
(com gasto de energia)
Saturável
30
Fatores que influenciam a permeabilidade
Solubilidade 
Difusibilidade (mobilidade)
pH
Ácidos fracos e Bases fracas
31
pH determina tanto a forma ionizada 
quanto não-ionizada dos fármacos
Segundo a equação de Henderson-Hasselbalch, 
a reação de ionização:
Base fraca:
BOH B+ + OH - pKa = pH + log [B+]
[BOH]
pKa
HA A- + H+ - pKa = pH + log [AH] 
[A-]
pKa
Ácido fraco:
Espécies com carga (B+ ou A-) pouca lipossolubilidade, 
enquanto as sem carga (BOH ou AH) são lipossolúveis
32
A dissociação (forma não-ionizada em ionizada) dos 
fármacos é determinante para atravessar as membranas
Assim, para os ácidos fracos, a forma HA (não-ionizada) 
consegue permear através das membranas, mas o A\u2013 não consegue. 
Para a base fraca, a forma não-ionizada, BOH, consegue penetrar 
através das membranas celulares, contudo o B+ não consegue.
33
A distribuição de um fármaco entre sua forma ionizada e 
não-ionizada depende do pH do ambiente e 
do pKa do fármaco
34
Sequestro pelo pH através de duplas 
camadas lipídicas
Fármaco 
com pKa = 4 
(ácido fraco),
35
Grande parte protonado no ambiente altamente ácido 
do estômago (pH= 1), para cada 1.001 moléculas de fármaco, 
1.000 moléculas estarão protonadas (e neutras) e apenas 1 
estará desprotonada (e com carga negativa). A forma ou 
protonada ou neutra do fármaco é capaz de difundir-se 
através da barreira mucosa gástrica para o sangue. Como o 
plasma sangüíneo possui um pH =7,4 e o fármaco possui uma 
pKa = 4, a maior parte do fármaco encontra-se, agora, na 
forma desprotonada (com carga negativa): para cada 1.001 
moléculas do fármaco, apenas uma molécula está protonada
(e neutra), enquanto 1.000.000 moléculas estão 
desprotonadas (e com carga negativa). A forma do fármaco 
com carga negativa perdeu a capacidade de difundir-se 
através das duplas camadas lipídicas da mucosa gástrica e o 
fármaco está efetivamente seqüestrado no plasma.
Seqüestro pelo pH através de duplas 
camadas lipídicas Fármaco 
com pKa = 4 
(ácido fraco),
36
Embora o pH no local em que o fármaco se encontra 
seja um fator importante para absorção...
Superfície disponível para absorção é o principal fator 
determinante para absorção
Estômago
Intestino 
grossoIntestino 
delgado
ácido
alcalino
Esvaziamento 
gástrico
37
Área de superfície para absorção
... assim, a absorção de 
fármacos através do intestino é
mais eficiente (rápida).
Intestino tem superfície 
rica em microvilosidades e 
apresenta uma superfície 
(área) cerca de 1.000 vezes 
maior do que a do estômago...
38
Porcentagem de Absorção pelo intestino 
conforme o pH dos fármacos
Ácidos e bases fracas são bem absorvidos, mas
Ácidos e bases fortes são pouco absorvidos
Absorção 
(%)
Ácidos
pH
Fármacos Básicos
39
Absorção dos fármacos por via oral
Ingestão oral é o método mais 
comum e o mais seguro de 
administração dos fármacos.
40
Exemplos de Formas Farmacêuticas para via oral
Fatores que podem comprometer a absorção
Comprimidos revestidos
Comprimidos
Cápsulas
Solução
Comprimido revestido 
(com latência até liberação)
Enzimas digestivas 
pH gástrico 
presença alimentos
41
Farmacocinética Quantitativa
Biodisponibilidade
Bioequivalência
Meia-vida - T1/2
42
Biodisponibilidade
É a quantidade de fármaco livre 
(ação farmacológica) que atinge a circulação 
sanguínea.
É determinada pela comparação dos níveis 
plasmáticos do fármaco administrado por uma via de 
administração particular (via oral) com os níveis 
plasmáticos do fármaco obtidos por injeção IV.
IV - todo fármaco entra na circulação
Via oral - somente parte da dose aparece no plasma
Lançando a concentração plasmática do fármaco 
contra o tempo, pode-se mensurar a área sob a curva 
(ASC ou AUC \u2013 area under curve). 
Essa curva reflete a extensão da absorção do fármaco.
43
Determinação da Biodisponibilidade
A biodisponibilidade de 
um fármaco administrado por 
via oral é a relação da área 
calculada para a administração 
oral com a área calculada para a 
injeção IV.
44
Bioequivalência
É o estudo de biodisponibilidade comparativa 
entre dois ou mais medicamentos administrados em 
uma mesma via.
Avalia os parâmetros relacionados à absorção do 
fármaco, a partir da forma farmacêutica administrada, 
contendo a mesma dosagem.
Dois produtos são bioequivalentes se suas 
biodisponiblidades (velocidade e extensão da absorção) 
são semelhantes, após administração na mesma 
dosagem.
Segundo o FDA, medicamentos bioequivalentes são 
equivalentes farmacêuticos ou alternativas farmacêuticas que, ao
serem administrados na mesma dose e nas mesmas condições 
experimentais, não demonstram diferenças significativas na 
quantidade de fármaco absorvido e velocidade de absorção.
45
Exemplo de variação na absorção oral
New England J Med, 1971
Diferentes formulações de Digoxina
Concentração 
plasmática de 
Digoxina (nmol/l)
Horas
Fez com que a formulação de comprimidos de 
Digoxina fosse padronizada
46
Meia-vida - T1/2
Indica o tempo que leva determinado 
concentração do fármaco para reduzir-se à sua 
metade ( T1/2 ).
Origina dados importantes para 
interpretação :
-de efeitos terapêuticos ou tóxicos das drogas
-da duração do efeito farmacológico e 
-do regime posológico adequado
47
Meia-vida - T1/2
T1/2= 0,693
Kel
Kel \u2013 constante de eliminação
O fármaco é eliminado após cerca de 4 a 6 T1/2
Concentração 
plasmática do 
fármaco 
(quantidade/vol)
48
Meia-vida - T1/2
A concentração plasmática pode elevar-se 
ou reduzir-se de acordo com o equilíbrio 
estabelecido entre a sua administração (dose) e 
sua eliminação (metabolismo e excreção).
T1/2 é útil para estabelecer a posologia 
adequada (concentração plasmática máxima 
média constante, após doses repetidas em 
intervalos que representem a meia-vida).
49
Os esquemas de dosagem de fármacos tem por 
objetivo manter o fármaco em concentrações dentro da 
faixa terapêutica (ou Janela Terapêutica)
Meia-vida - T1/2 Faixa Terapêutica
50
Meia-vida - T1/2 Dose de ataque
Objetivo de atingir a concentração terapêutica 
mais rapidamente
51
Meia-vida - T1/2 Dosagem Tóxica
Doses de manutenção excessivas ou uma maior 
frequência de doses resultam em acúmulo e toxicidade.
52
Meia-vida - T1/2 Dose Subterapêutica
Doses de manutenção ou frequência de doses 
insuficientes resultam em concentração subterapeuticas
do fármaco.
53
Flutuações na concnetração do fármaco dependem 
da frequência entre as doses
Os esquemas posológicos com pequenas doses 
frequentes são mais eficazes e melhor tolerados comparados 
aos esquemas de grandes doses infrequentes.
3 esquemas 
posológicos
Infusão contínua
Doses grandes infrequêntes
Doses pequenas frequêntes
54
Administração
Absorção
Distribuição
Metabolização
Eliminação
Etapas Farmacocinéticas
55
Referências Bibliográficas:
1. Rang et al. (2008) Farmacologia,
2. Katzung (2007) Farmacologia Básica e Clínica, 
3. Brunton, Lazo, Parker (2006) Goodman e Gilman As 
Bases Farmacológicas da Terapêutica, 
4. Alberts et al. (2002) Molecular Biology of the Cell, 4ª
ed., Voet e Voet Biochemistry, 2ª ed. cap.