[Prof. Carlão] TRABALHO PROCESSAMENTO - BAUXITA
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[Prof. Carlão] TRABALHO PROCESSAMENTO - BAUXITA


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Universidade Federal de Ouro Preto 
 
 
 
 
 
 
Bauxita 
 
 
 
 
 
 
Processamento dos Minerais I turma: 31 
Filipe Menezes Torres 
Rafael de Oliveira Lana 
Savio de Brito 
Darlan Vale 
Frederico Lemos Toffolo 
Wagner Costa Cardoso 
 
Ouro Preto 
 31 de Outubro de 2012 
 
INTRODUÇÃO 
Pode-se definir amostragem como sendo uma seqüência de operações com o 
objetivo de retirar uma parte representativa (densidade, teor, distribuição 
granulométrica, constituintes minerais, etc.) de seu universo (população) para a 
variável ou variáveis analisadas. Esta parte representativa é denominada de amostra 
primária ou global. [1] 
 
Em seguida, a amostra primária é submetida a uma série de estapas de 
preparação que envolvem operações de cominuição, homogeneização e 
quarteamento, até a obtenção da amostra final, com massa e granulometria 
adequadas para a realização de ensaios (químicos, físicos, mineralógicos etc). [2] 
 
Ao se executar uma amostragem, é improvável que seja obtida uma amostra 
com as mesmas características do material de onde foi retirada. Isto se prende ao fato 
de, no decorrer das operações, haver erros de amostragem, tais como: Erro de 
operação, erro de segregação, erro de integração de incrementos, erro de delimitação, 
erro de extração, erro de periodicidade, erro fundamental. [1] 
 
A importância da amostragem é ressaltada, principalmente, quando entra em 
jogo a avaliação de depósitos minerais, o controle de processos e a comercialização 
de produtos. Ressalte-se que uma amostragem mal conduzida pode resultar em 
prejuízos vultosos ou em distorções de resultados com conseqüências técnicas 
imprevisíveis. A amostragem é, sem dúvida, uma das operações mais complexas e 
passíveis de introduzir erros, deparadas pelas indústrias da mineração e metalurgia. 
[2] 
 
BAUXITA 
Trata-se de uma rocha de coloração avermelhada, rica em alumínio, com mais 
de 40% de alumina (Al2O3). A proporção dos óxidos de ferro determina a coloração da 
rocha. Assim, a bauxita branca contém de 2 a 4% de óxidos de ferro, ao passo que, na 
bauxita vermelha, essa proporção atinge 25%. A bauxita é a fonte natural do alumínio, 
o terceiro elemento em abundância na crosta terrestre, depois do oxigênio e do silício. 
Mesmo com sua elevada abundância, não há notícias acerca da ocorrência de 
alumínio metálico na natureza. Constata-se sua maior ocorrência na forma combinada 
com outros elementos, principalmente, o oxigênio, com o qual forma alumina.[3] 
A rocha bauxita compõe-se de uma mistura impura de minerais de alumínio, e 
os mais importantes são gibbsita Al(OH)3, diásporo AlO(OH) e boehmita AlO(OH). 
Esses minerais são conhecidos como oxi-hidróxidos de alumínio e suas proporções na 
rocha variam muito entre os depósitos, bem como o tipo e a quantidade das impurezas 
do minério, tais como: óxidos de ferro, argila, sílica, dióxido de titânio, entre outras. A 
maioria das bauxitas economicamente aproveitáveis possuem um conteúdo de 
alumina (Al2O3) entre 50 e 55%, e o teor mínimo para que ela seja aproveitável é da 
ordem de 30% (Anjos e Silva, 1983; Pagin et al., 1983). [3] 
Na área de processamento mineral as técnicas comuns de beneficiamento do 
minério aplicam-se, parcialmente, aos minérios de alumínio. Isso se justifica pelo fato 
de haver disponibilidade de minérios de bauxita com elevado teor (Al2O3), os quais 
não exigem processos de tratamento mais elaborados. [3] 
 
PROCEDIMENTOS DE PREPARAÇÃO DA AMOSTRA 
Cominuição: 
Consiste na redução das dimensões físicas dos blocos ou partículas 
componentes do minério, através da ruptura da coesão interna. A cominuição do 
processamento de minerais compreende em Britagem e Moagem. 
 
Britagem: 
Os britadores têm dimensão da abertura de entrada largura x comprimento, são 
equipamentos pesados e robustos com carcaça fabricada em ferro fundido ou aço. 
Mandíbulas de aço recobertas com aço manganês ou níquel duro. Capacidade 
reduzida quando se usa chapas corrugadas. Velocidade de 100 a 350 rpm Exige 
dispositivo de regulagem de alimentação. 
Comumente usado em instalações de pequeno e médio porte especialmente 
com pequena relação de redução. Utiliza-se grelha para escalpar a alimentação. 
Minas subterrâneas e instalações móveis. 
Na britagem primária empregam-se os seguintes britadores: Britador de 
mandíbulas; Britador giratório; Britador de impacto e de rolo. E na secundária são 
usados os britadores mandíbulas, britadores giratório, britadores cônicos e britador de 
impacto 
 
Moagem: 
Possui como principais características: Exige investimentos elevados e 
necessita-se de um mecanismo capaz de obter partículas de pequenas dimensões. 
Necessita-se de uma grande superfície específica de contato com as partículas. 
Forças utilizadas para a fragmentação das partículas são pequenas. Os moinhos 
devem ser capazes de distribuir uma grande quantidade de energia sobre um grande 
volume de partículas. 
 
 Na moagem em laboratório (1/4´´ ou 6,3mm ) empregam-se os moinho de rolos 
(seco), moinho de martelos (seco), moinho de Impacto (seco) , moinho de bolas (seco 
ou úmido) e moinho de barras (úmido). 
Na Pulverização empregam-se os moinhos de disco, moinhos de bolas 
(planetários e vibratórios), moinhos Oscilantes e almofarizes. 
 
 
 
REDUÇÃO DE MASSA: 
Para a redução das amostras originais, após a cominuição, utiliza-se o 
quarteamento. Neste, é imprescindível que a amostra esteja bem homogeneizada. 
Para tal, são usados homogeneizadores em Y, pilhas cônicas, pilhas tronco de 
pirâmide, etc. 
 
Os principais amostradores utilizados são: Amostrador Jones; Pilha Cônica 
Pilha Alongada; Amostradores Centrífugos; Amostradores de Polpa 
 
 
 
PARTE PRÁTICA 
 
I) DENSIDADE RELATIVA DA BAUXITA 
Densidade relativa é a razão da densidade (massa de uma unidade de volume) 
de uma substância, em relação à densidade de um material de referência. A gravidade 
específica geralmente significa densidade relativa em relação à água. O 
termo "densidade relativa" é muitas vezes preferido no uso científico moderno 
 
Picnômetro 
 
O picnômetro é um pequeno frasco de vidro construído 
cuidadosamente de forma que o seu volume seja invariável. Ele possui uma 
abertura suficientemente larga e tampa muito bem esmerilhada, provida de 
um orifício capilar longitudinal. Muito utilizado para determinar a densidade de 
uma substância. Instrumento de laboratório usado, sobretudo para calcular a 
densidade relativa de um sólido ou líquido. 
 
 
Metodologia 
Para a analise da densidade relativa do minério de alumínio, bauxita, foi usado 
a metodologia do picnômetro. Pegou-se o equipamento laboratorial com a tampa e 
determinou seu peso vazio (PP). Após isto, colocamos no picnômetro uma parcela 
relativa de 20% do volume do recipiente com minério de alumínio, determinando a 
massa do picnômetro mais minério (PP+M). Depois deste procedimento, houve o 
preenchimento do espaço vazio do picnômetro com água quente. A água quente foi 
utilizada para que haja a anulação do erro pelo volume ocupado por bolhas de ar. Este 
picnômetro com minério e água foi posteriormente levado a balança e aferido seu peso 
(PP+M+A). Posteriormente a determinação do peso do picnômetro com água e 
minério, o picnômetro foi limpo para encontrar o peso do picnômetro com água (PA) 
Estes procedimentos ocorreram em triplicata, resultando na tabela abaixo: 
 
 
 
 
Picnômetro: 1 
 Peso(Gr) 
Picnômetro vazio com rolha 39,51 
Picnômetro com minério 53,14 
Picnômetro com minério+ água 99,93 
Picnômetro com água 92,70 
 
 
 
Picnômetro: 3 
 Peso(Gr) 
Picnômetro vazio com rolha 40,37 
Picnômetro com minério 53,87 
Picnômetro com minério+ água 101,84 
Picnômetro com água 94,72 
 
Cálculo da Densidade Relativa 
 
Referenciando a literatura, usamos a equação seguinte para determinação da 
densidade relativo do material: 
 
d= (PP+M-PP)/(PP+A+PP+M-PP-PP+M+A)