Caderno de Mercado Financeiro
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forma, ao se tomarem decisões de investimento com base num resultado médio 
esperado, o desvio padrão passa a revelar o risco da operação, ou seja, a dispersão das variáveis 
(resultados) em relação à média. 
O risco de mercado pode ser analisado de duas maneiras distintas:
RISCO DE MERCADO RELATIVO
É a medida da variação da rentabilidade de um determinado portfólio em comparação a um 
índice utilizado como benchmark. Há diferentes métricas que podem ser utilizadas no cálculo do 
risco de mercado de um ativo ou de uma carteira.
RISCO DE MERCADO ABSOLUTO
É a medida das perdas de uma carteira de investimentos em relação ao seu próprio valor anterior, 
sem que se façam comparações com índices de mercado.
Vamos falar agora de mercado eficiente. O reflexo do consenso dos investidores com relação ao 
desempenho esperado do ativo é que definem o seu valor. Veja algumas características básicas 
deste tipo de mercado e suas imperfeições. 
Características
\u2022 Aquele onde os preços refletem as informações disponíveis e apresentam grande sensibilidade a 
novos dados, ajustando-se rapidamente a outros ambientes. Os preços não devem 
sertendenciosos.
\u2022 Nenhum participante sozinho tem capacidade de influenciar os preços nas negociações.
\u2022 Constituído de investidores racionais.
\u2022 Informações disponíveis, gratuitas e instantâneas.
\u2022 Inexistência de racionamento de capital.
\u2022 Os ativos são divisíveis e negociáveis sem restrições.
\u2022 Expectativas dos investidores homogêneas.
\u2022 Rapidez na execução das ordens de compra e venda num ambiente organizado.
\u2022 Elevado número de participantes envolvidos na negociação de ações.
\u2022 Disseminação das informações das empresas, muitas vezes analisadas por especialistas.
\u2022 Os retornos oferecidos pelos diversos investimentos devem remunerar seu risco, com visão de 
longo prazo.
Imperfeições
\u2022 Estimativas não homogêneas dos investidores.
\u2022 Nem todos os investidores são racionais.
\u2022 O mercado sofre influências de políticas econômicas.
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 Mercados Eficientes 
Como você já viu, o que define o valor do mercado eficiente é o reflexo do consenso dos 
investidores com relação ao desempenho esperado do ativo. 
Na hipótese da eficiência, considera-se que o preço de um ativo qualquer é formado a partir das 
diversas informações publicamente disponíveis aos investidores, que vão tomar suas decisões de 
compra e de venda com base em suas interpretações dos fatos relevantes. 
Os fatores que influenciam a decisão dos investidores ou participantes do mercado são 
determinados pelo ambiente conjuntural, pelo comportamento do mercado, pelas informações 
relativas à própria empresa emitente do título, o que determina ajustes em seus valores. 
No mercado eficiente, levamos em consideração as novas informações vistas como relevante 
pelos participantes que tenham o poder de promover alterações nos preços dos ativos 
negociados. 
Quando ocorrerem previsões ou estimativas de preços que venham a ser efetuadas com relação a 
determinado cenário futuro, deverão ser incorporadas também novas informações esperadas, e 
não somente àquelas referentes às informações passadas. 
Vale a ressalva que o conceito de eficiência de mercado não implica necessariamente numa 
permanente presença de preços perfeitos dos diversos ativos transacionados, isto é, preços 
exatamente iguais aos seus valores reais. O que deve ser levado em consideração nestes 
mercados ditos eficientes é que os preços não sejam tendenciosos, ou seja, formados de acordo 
com alguma intenção e interesses individuais. 
Dessa forma, conforme o exposto acima, nenhum investidor seria capaz de identificar, 
consistentemente, ativos com preços em desequilíbrio. 
Segundo Assaf, o conceito de risco pode ser entendido de diversas maneiras, dependendo do 
contexto da pessoa que o está avaliando.
Risco aéreo para uma seguradora.
Risco de contrair uma doença para uma pessoa qualquer.
Risco de insucesso de um negócio para um empresário.
Risco e retornos esperados
Nessa ampla abrangência do entendimento do risco, a avaliação de uma empresa delimita-se aos 
componentes de seu risco total: económico e financeiro.
RISCO ECONÔMICO
Também chamado de Risco de Conjuntura por alguns autores.
Este tipo de risco é baseado em um conceito mais profundo e está relacionado com o impacto das 
variações de ordem económica (inflação, taxa de juros etc.) sobre as operações de uma 
corporação como um todo.
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O risco econômico está frequentemente interessado nos efeitos indiretos do impacto das 
oscilações do sistema econômico sobre a empresa. Abrange muitas áreas, sendo que algumas são 
mais afetados do que outras. Por essa complexidade, é menos óbvio no seu impacto. 
O efeito do aumento na taxa de juros provoca outras reações em todo o mercado, inclusive 
atraem investidores estrangeiros, levando a um fortalecimento momentâneo da moeda nacional.
Com isso, os preços dos produtos importados caem em relação à moeda nacional e, por outro 
lado, os preços dos produtos exportados aumentam em relação à moeda estrangeira. Em resumo, 
tais fatos causam uma diminuição de competitividade da empresa e uma redução no seu capital.
RISCO FINANCEIRO
É o impacto no desempenho financeiro de qualquer empresa que se expõe ao risco. A grande 
maioria das empresas é afetada de algum modo por mudanças em uma ou várias variáveis 
financeiras.
Movimentações nestas variáveis como taxas de câmbio, preços dos commodities, taxas de juros e 
preço de ações geram uma incerteza em relação ao fluxo de caixa da maioria das instituições.
Além das variáveis financeiras já descritas, toda a estrutura envolvida com o mercado de capitais 
como sistemas operacionais, sistemas de crédito, modelos de precificação de ativos, liquidez, 
regulamentações e outros fatores ligados à dinâmica dos mercados financeiros, serão agrupados 
nesta categoria de risco.
Dessa maneira, podemos considerar que o risco total de qualquer ativo é definido pela sua parte 
sistemática (risco sistemático ou conjuntural) e não sistemática (risco específico ou do próprio 
ativo). 
O risco total de qualquer ativo é mensurado pela fórmula:
Risco Sistemático + Risco não Sistemático = Risco Total
Risco sistemático ou conjuntural: é inerente ao sistema económico como um todo. Não é 
diversificável. É determinado por eventos de natureza política, económica e social, o que 
significa que cada ativo comporta-se de forma diferente diante da situação conjuntural 
estabelecida e que não há como evitá-lo totalmente.
Nestes casos, é indicada a diversificação da carteira de ativos como medida preventiva para 
redução deste risco.
Risco não sistemático ou diversificável é aquele que pode ser total ou parcialmente diluído pela 
diversificação da carteira. Relacionado com as características do título, não afeta os demais 
ativos da carteira. Em outras palavras, é um risco intrínseco, próprio de cada investimento 
realizado. Uma forma de eliminar este tipo de risco é incluir ativos que não tenham correlação 
positiva entre si. Como exemplo, podemos destacar as carteiras que diversificam seus riscos 
contendo títulos de renda fixa e de renda variável, que são atingidos de maneira diferente diante 
de uma elevação das taxas de juros da economia.
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