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Equipe SMART CEFET 12 - Cascos de embarcação

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Equipe 
SMART CEFET
CASCOS DE EMBARCAÇÃO
Introdução
O casco é a estrutura envoltória externa de uma embarcação e tem como função dar a forma
e garantir a flutuabilidade do barco sobre as águas trafegadas. Há diversos tipos de materiais
para se confeccionar o casco e o seu sistema de proteção contra corrosão e desgaste.
Os antigos navios eram feitos de madeira, e o seu local de construção ficava cheio estilhaços
de madeira em castelhano, astillas. Os espanhóis, então, denominaram os estabelecimentos
de astileros, que, em português derivou para estaleiros. Quando o navio está com o casco
pronto, na carreira do estaleiro, ele é “lançado ao mar” em cerimônia chamada lançamento.
Funcionamento básico
Além de proteger e garantir a estabilidade, os
cascos garantem o suporte aos demais subsistemas
e a capacidade de navegar com a menor
resistência possível pelo atrito do casco com a
água.
Por isso a escolha do material e do método de
confecção deve ser criteriosa, sendo que as
informações fornecidas devem ser revistas de
acordo com resultados práticos anteriores. São
levados em consideração também facilidade de
construção, custo, tempo de construção, efeitos
climáticos, etc.
Fonte: 
https://www.manualdeconstrucaodebarcos.co
m.br/escolhendo-um-projeto/
Funcionamento básico
O desenho e o formato do casco do barco em si,
são projetados para em caso de oscilações laterais,
retornar a posição inicial. Para isso, seu centro de
gravidade (CG) fica abaixo do centro de empuxo
(CE) ou centro de carena, conforme já visto no
nosso material sobre estabilidade.
O momento das forças Peso e de Empuxo fazem
com que o navio volte à posição inicial. O CG não
pode coincidir com o CE. Caso isso ocorra o barco
não volta a sua posição original.
Fonte: https://azeheb.com.br/blog/como-
os-navios-flutuam/
Plano de linhas
O plano de linhas é uma solução
padronizada para representar
praticidade no desenho da geometria
do casco. Uma série de cortes e
secções são feitos para ampliar a visão
sob a ótica das três vistas ortográficas
fornecendo uma noção do formato
final do casco.
Os planos de linhas podem ser
subdivididos em planos de altos,
planos de balizas e planos de linhas
d’água.
Fonte: https://www.polinautico.com/post/plano-de-linhas-
parte-1
Planos de linhas
Plano de altos: Compreendido entre o plano de
balizas e a linha d´água, busca fazer
aproximações do barco com uma caixa de bloco
retangular.
Planos linha d’água: Uma série de cortes da
embarcação que seguem no sentido horizontal
definido pela parte inferior do barco. . Esse
plano representa metade da embarcação visto
que a mesma possui simetria em seu plano
longitudinal.
Planos de baliza: São representações das
secções transversais da embarcação, obtidas por
planos perpendiculares em relação a simetria.
Fonte: Autoria própria
Fonte: Autoria própria
Estrutura e escolha de 
materiais
A estrutura do casco poder ser composta por um único elemento, ou seja, um
monocasco, ou por múltiplos cascos, caso dos catamarãs (duplo casco) e
trimarãs(três cascos). Os materiais normalmente utilizados são madeira,
alumínio, fibra de vidro, entre outros.
Algumas estruturas de casco também são dotadas de um sistema de proteção
para evitar desgastes, dependendo do material de escolha. Alguns materiais e
certos tipos de tintas podem ser prejudiciais. Nesses casos, utiliza-se um
elemento metálico menos nobre, o anodo de sacrifício, que tem como função
concentrar a corrente elétrica nesse ponto, protegendo a composição e os
demais materiais empregados.
Os materiais compósitos, por sua vez são mais recomendados para esse tipo de
construção, por possuírem resistência a flexão e tração, rigidez, densidade
reduzida, facilidade de utilização e reparo, resistência à corrosão e à intempéries
e uma grande resistência à abrasão.
Fonte: Autoria própria
Fonte: 
https://www.clubedoarrais.com/partes-das-
embarcacoes-2/
Referências
MARINHA DO BRASIL. Conhecendo o Navio. Disponível em: https://www.marinha.mil.br/tradicoes-
navais/conhecendo-o-navio.
SILVA, G. G. D. et al. Desenvolvimento do barco solar do IFSC: subtítulo do artigo. Ilha Digital: subtítulo da revista,
IFSC, v. 4, Número, p. 91-96
FLUXO CONSULTORIA. Como ocorre a corrosão de um equipamento?. Disponível em:
https://fluxoconsultoria.poli.ufrj.br/blog/como-ocorre-corrosao-equipamento/.
POLI NÁUTICO. Plano de Linhas. Disponível em: https://www.polinautico.com/post/plano-de-linhas-parte-1.
CARBONESI, L. Fernando. Desenvolvimento de um método de projeto racional de embarcações solares. Projeto
Final – COPPE - UFRJ. Universidade Federal do Rio de Janeiro. 2010.
PIEPER, B. Rafael. Desenvolvimento de uma ferramenta para geração de tabela de cotas de veleiros. Trabalho de
Conclusão de Curso - CENTRO TECNOLÓGICO DE JOINVILLE – UFSC. Universidade Federal de Santa Catarina. 2018.
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