A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
140 pág.
Monografia Maria Flávia Felicia Silva- Versão Final Revisada (1)

Pré-visualização | Página 12 de 23

do prédio e 
entorno. 
Figura 40. Parklet Residencial 
 
Fonte: San Francisco Public Works, 2016. 
 
 
56 
 
 
Figura 41. Parklet em rua com Declividade 
 
Fonte: Inovação Sebrae, 2019. 
 
Na Figura 41 é possível notar um Parklet ocupando 2 vagas de estacionamento 
contíguo à calçada e numa rua com declividade. Também vale ressaltar a mistura de 
mateirais e a simplicidade da estrutura. 
A cidade de São Francisco foi escolhida pela diversidade de tipologias e materiais 
usados na construção dos Parklets. Dessa forma, entende-se que essas diversas 
combinações propiciam projetos únicos e com identidade do local onde serão 
implantados. 
 
 
3.3. SÃO PAULO 
 
Em São Paulo a ideia surgiu em 2012 com a instalação de dois Parklets, um em 
Itaim Bibi, e outro na Vila Buarque. A instalação ficou montada por 4 dias. Em 2013 
foi instalado um Parklet ao lado do Conjunto Nacional, por um período de 30 dias. A 
instalação foi feita durante a Bienal de Arquitetura de SP. 
 
O positivo feedback da população permitiu que a Prefeitura de São Paulo 
transformasse o experimento em política pública urbana e, após abaixo assinado da 
população local, foi instalado no dia 16/04/2014 na esquina da rua Padre João 
Manuel com a Avenida Paulista o primeiro Parklet permanente de São Paulo e o 
primeiro da América Latina (PROJETAR .ORG, 2014 p. 02). 
 
 
http://inovacaosebraeminas.com.br/parklets-entenda-essa-febre/
57 
 
 
Em São Paulo, os Parklets também são conhecidos como “Vaga Verde”, “Vaga 
Viva” ou “Zona Verde”. Assim como em São Francisco, os Parklets podem ser 
construídos em vagas em paralelo, 45 ou 90 graus. 
De acordo com o presidente da ONG, Instituto Mobilidade Verde, Lincoln Paiva, 
“cerca de 300 pessoas passam pelo local diariamente”. Para ele, os “Parklets conversam 
com as pessoas e ajudam a urbanizar a cidade por meio da ocupação e da interação da 
comunidade do entorno”. 
Nas Figuras 42 e 43, pode-se observar o primeiro parklet permente da cidade de 
São Paulo. 
De acordo com o Decreto 55.045/14: 
Art. 1º A instalação e o uso de extensão temporária de passeio público, denominada 
parklet, ficam regulamentados nos termos deste decreto. 
Art. 2º Para fins deste decreto, considera-se parklet a ampliação do passeio público, 
realizada por meio da implantação de plataforma sobre a área antes ocupada pelo 
leito carroçável da via pública, equipada com bancos, floreiras, mesas e cadeiras, 
guardasóis, aparelhos de exercícios físicos, paraciclos ou outros elementos de 
mobiliário, com função de recreação ou de manifestações artísticas. Parágrafo único. 
O parklet, assim como os elementos neles instalados, serão plenamente acessíveis 
ao público, vedada, em qualquer hipótese, a utilização exclusiva por seu mantenedor. 
 
Os Parklets comerciais devem então ser instalados em locais com grande 
movimentação de pessoas, de diferentes faixas etárias e com variedade de comércios. 
 
Figura 42. Primeiro Parklet em São Paulo - Esquina da Rua Padre João Miguel com Avenida 
Paulista 
 
Fonte: Folha de São Paulo, 2015. 
 
58 
 
 
Figura 43. Primeiro Parklet em São Paulo - Pausa para Descontrair 
 
Fonte: Folha de São Paulo, 2015. 
 
 
A Vila Mariana foi o segundo bairro que recebeu a estrutura em 2014. Na Vila 
Madalena nota-se a presença de muitos restaurantes, bares e galerias de arte, que atraem 
a presença de artistas e intelectuais que o elegeram como um dos bairros mais boêmios 
de São Paulo. O Parklet Jameson foi instalado em frente ao restaurante italiano Vito, 
que é famoso pela variedade de uísques servidos, e como diferencial dos demais 
existentes na cidade, o proprietário do bar plantou ervas além, de plantas decorativas, 
conforme Figuras 44-46. 
O Parklet recebeu esse nome por ter tido como primeiro sponsor a Jameson, marca 
famosa de uísque. Um ano depois a Tanquery, marca de gin escocês, se tornou o sponsor 
da estrutura. 
A rua onde a estrutura está inserida conta com uma grande variedade de bares e 
restaurantes assim como prédios residenciais. 
O Parklet Jameson/Tanquery tem um mobiliário “simples” e, juntamente com as 
plantas escolhidas dão a sensação de uma horta no quintal de casa. O tipo de material 
escolhido, ripas de madeira e as cores, combinam com a arquiterura rústica do 
restaurante. Durante a noite essa “simplicidade” se transforma em espaço arrojado e 
com conforto. 
 
59 
 
 
Figura 44. Parklet em SP - Vila Madalena - Jameson 
 
Fonte: Folha de São Paulo, 2015. 
 
 
Figura 45. Parklet em SP - Jameson - Extensão do Restaurante 
 
Fonte: Folha de São Paulo, 2015. 
 
60 
 
 
Figura 46. Parklet em SP - Jameson - Conexão com Entorno 
 
Fonte: Folha de São Paulo, 2015. 
 
 
 
Segundo o Prefeito de São Paulo, à época, Fernando Haddad (VÁ DE BIKE, 2014), 
o objetivo dos Parklets: 
Além de ser uma área de convivência e lazer no meio da cidade, é provocar uma 
reflexão sobre o uso atual do espaço urbano, cada vez mais dedicado aos automóveis, 
em forma de avenidas, viadutos, estacionamentos, etc. A manutenção do parklet é 
privada e a fruição é pública, ou seja, não pode privatizar o espaço, não pode reservar 
o espaço para o seu uso pessoal. Ele é um espaço público, é uma extensão do 
calçamento. São Paulo está passando por uma mudança de cultura, na qual passamos 
da “clausura” dos espaços privados para o desfrute dos espaços públicos. Nós 
aprendemos a viver enclausurados. A gente tem que praticar a urbanidade, que 
significa se apropriar do espaço público, que é transporte público, transporte não 
motorizado, mais praças com wi-fi”. A ideia não é desestimular a compra do carro, 
mas repensar o seu uso. É inconcebível uma cidade em que as pessoas não possam 
ter um carro, nem eu desejo isso, mas a rotina das pessoas tem que se alterar. A 
questão, não é ter ou não ter o carro, mas mudar a rotina para a cidade funcionar 
melhor. 
 
A companhia aérea espanhola Ibéria iniciou uma campanha “Hola/Olá”, primeira 
comunicação da empresa voltada diretamente para o público brasileiro, e instalou, no 
dia 27 de abril de 2015, um Parklet diante do restaurante Torero Valese, no Itaim Bibi. 
Com mobiliário simples, a estrutura se tornou uma das mais belas, com destaque para 
a cor instigante, valorizada pela iluminação noturna, conforme Figuras 47 e 48. 
61 
 
 
Figura 47. Parklet no Itaim Bibi - Projeto Companhia Aérea Ibéria 
 
Fonte: Mundo do Marketing, 2019. 
 
 
Figura 48. Parklet no Itaim Bibi - Sponsor - Projeto Companhia Aérea Ibéria 
 
Fonte: Mundo do Marketing, 2019. 
 
3.3.1. SÃO PAULO E OS PARKLETS MUNICIPAIS 
 
De acordo com a Prefeitura de São Paulo, em meados de 2018 a cidade já possuía 
272 solicitações de parklets de iniciativa privada e 105 já tinham sido implantados. 
“Visando ampliar o alcance dessa política pública para as demais regiões da cidade, a 
Prefeitura de São Paulo promoveu a construção e implantação de 32 parklets públicos 
– um por subprefeitura do Município”(GESTÃO URBANA SP). 
 
A Prefeitura da cidade quer incentivar cada vez mais o desenvolvimento de espaços 
de convivência e local de encontro, com a finalidade de devolver a função social do 
espaço. Com foco nas necessidades das pessoas que utilizam os espaços a ideia é 
apoiar a vida urbana na cidade, como forma de promover interação social e 
conquistar espaços públicos mais seguros e com mais vida. É fundamental para a 
cidade, com base nessas necessidades, ofertar locais de permanência para, assim, os 
munícipes acompanharem mais de perto os acontecimentos da cidade (GESTÃO 
URBANA SP). 
62 
 
 
 
Segundo a Prefeitura de São Paulo, os Parklets devem ser entendidos como forma 
de apoiar os deslocamentos a pé e de bicicleta. 
A ampliação dessa política vem sendo difundida para todas as regiões não ficando 
apenas nas áreas nobres da cidade. Com isso se fortalece as demais centralidades 
resgatando a memória e identidade local.

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.