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Monografia Maria Flávia Felicia Silva- Versão Final Revisada (1)

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Figura 150- Situação Atual do Trecho 2 ................................................................................ 115 
Figura 151- Situação Proposta para o Trecho 2 ..................................................................... 115 
Figura 152- Situação Atual do Trecho 3 ................................................................................ 115 
Figura 153- Situação Proposta para o Trecho 3 ..................................................................... 116 
Figura 154- Esquema da Calçada Redesenhada ..................................................................... 116 
Figura 155- Tipologia I- 10 m ................................................................................................ 117 
 Figura 156- Planta de Cobertura Tipologia ........................................................................ 117 
Figura 157- Tipologia II- 5 m ................................................................................................. 118 
Figura 158- Tipologia III- 5 m ............................................................................................... 118 
Figura 159- Tipologia IV- 10 m ............................................................................................. 118 
Figura 160- Vista e Corte da Estrutura do Parklet.................................................................. 120 
Figura 161- Planta Baixa da Estrutura Metálica ..................................................................... 120 
Figura 162- Placa do Parklet .................................................................................................. 120 
Figura 163- Planta Baixa da Floreira de Concreto ................................................................. 121 
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Figura 164- Planta Baixa e Vista Frontal do Vaso Solitário .................................................. 121 
Figura 165- Vista Lateral do Pergolado ................................................................................. 122 
Figura 166- Vista Lateral e Superior do Pergolado de Bambu na Tipologia 1 ...................... 122 
Figura 167- Planta Baixa e Vista Lateral da Floreira ............................................................. 123 
Figura 168- Fachadas existentes no 1º trecho ........................................................................ 124 
Figura 169- Fachadas existentes no 2º trecho ........................................................................ 125 
Figura 170- Fachadas existentes no 3º trecho ........................................................................ 125 
Figura 171- Proposta de Tipologias de fachadas .................................................................... 126 
 Figura 172- Proposta de Tipologias de fachadas ........................................................ 127 
Figura 173- Proposta de configuração de Sistema de Transmissão Subterrânea ................... 127 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CAPÍTULO 1 
 
1.1. INTRODUÇÃO 
 
A partir do modelo fordista de produção, as cidades passaram a ser pensadas quase 
que exclusivamente para o automóvel. Como exemplo disso, pode-se citar o Plano de 
Avenidas de São Paulo por Prestes Maia, em São Paulo. Como consequência desse 
conceito de planejamento, houve uma priorização dos carros em detrimetno do 
pedestre. Segundo o Guia para Mobilidade Acessível em Vias Públicas (SÃO PAULO, 
2003, p. 14), essa inversão de prioridade de circulação associados à fragilidade da 
estrutura da cidade causam a crise na mobilidade urbana. 
Para Oliva (2004, p.07) “a disseminação do automóvel favoreceu a formação de 
redes geográficas que fragmentaram a cidade e criaram um horizonte de separação e 
segregação”. 
De acordo com Paiva (2007, p. 24), o espaço do pedestre se tornou limitado por 
conta da gestão pública com a finalidade de ampliar o espaço do motorista. 
A cidade é o palco de um ator principal: as pessoas. Elas devem interagir, participar 
e modificar o espaço, assumindo seus verdadeiros papéis. A essência de todo esse 
processo pode ser traduzida pela expressão: “a cidade para o os cidadãos”. 
 
1.2. JUSTIFICATIVA 
 
Se “cidadão” é derivado de “cidade”, é necessário que a relação entre eles seja não 
apenas semântica, mas, sobretudo, prática. Diante desse panorama de crescimento 
desordenado das cidades, do uso indiscriminado do automóvel e da falta de políticas 
públicas voltadas ao transporte coletivo, é imprescindível que os cidadãos se apoderem 
novamente daquilo que lhes foi tomado ao longo das últimas décadas. 
Ao longo de muitos anos, tem-se notado a diminuição da vida urbana e da falta de 
interação entre pessoas. Fato decorrente da disseminação do automóvel ainda no século 
XX e facilidade em adquirir o bem já no século XXI. 
Segundo Jan Gehl, (2015), p.195: 
A ideologia funcionalista e rodoviarista do modernismo privilegiou os carros 
em detrimento das pessoas, os edifícios em lugar do espaço público, o 
planejamento “visto da janela de um avião” ao invés de pensá-lo a partir do 
nível da rua. Nos tempos antigos, sempre se pensou nessa ordem: pessoas, 
espaços e edifícios. Até que ela fosse invertida: edifício, espaços e pessoas. 
 
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Dessa maneira, as cidades deixaram de ser locais de contemplação e se tornaram 
lugar de passagem, onde o observador é o motorista. Andar a pé deixou de ser uma 
prática prazerosa e passou a ser perigosa. Ou se disputa espaço com os carros na via ou 
se anda nas calçadas estreitas e espremidas pelas vagas de estacionamentos e 
equipamentos urbanos, como os postes. 
Diante desse panorama, em que predomina o uso indiscriminado do automóvel, o 
objetivo desse trabalho é propor uma intervenção urbana, a ser implantada na cidade de 
São José dos Campos, no estado de São Paulo. O objetivo do trabalho é mostrar à 
sociedade joseense que pequenas intervenções são capazes de alterar a dinâmica da 
cidade e devolver vida aos espaços. 
Em São José dos Campos, as principais vias se apresentam congestionadas devido 
ao aumento da frota de veículos e à intensificação do processo de degradação da 
circulação e mobilidade urbana. Os percursos, antes feitos em pouco tempo, agora 
precisam de um tempo maior devido à quantidade de veículos nas vias. Os 
engarrafamentos nos horários de pico demonstram o esgotamento do padrão do 
transporte individual em detrimento do transporte coletivo. 
O sistema viário da cidade passa constantemente por adaptações para atender as 
novas dimensões dos deslocamentos urbanos. 
Com o aumento da frota, o desenvolvimento urbano e o crescimento da cidade, as 
vias ficaram saturadas e as calçadas passaram a ter suas dimensões reduzidas para dar 
espaços às vias, causando a deterioração urbana. As grandes avenidas e anéis viários 
foram criados com o único objetivo de fazer fluir o tráfego, em detrimento das pessoas. 
De acordo com Jan Gehl (2015, p. 38), “os componentes básicos da arquitetura são 
os espaços de movimento e os espaços de experiência, que por sua vez são as ruas e as 
praças”. Os Parklets são os espaços de experiência e trocas e fazem o papel de mini-
praças em locais com grande potencial de encontro de pessoas. 
Os comércios existentes na cidade pouco interagem com o meio externo. Para Jan 
Gehl (2015, p.149), “o contato visual entre exterior e interior das edificações aumenta 
as oportunidades de experiência nos dois sentidos”. 
 
1.3. OBJETIVOS GERAIS 
 
O desenvolvimento de espaços de convivência nas ruas irá proporcionar aos 
cidadãos maior interação social com a comunidade. Essa relação entre pessoas aumenta 
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a segurança, incentiva o comércio local e produz espaços mais humanizados. Dessa 
forma, os objetivos gerais são: 
• Repensar a forma de gestão do espaço público na cidade,

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