A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
135 pág.
Apostila Profª Nilma Bastos

Pré-visualização | Página 19 de 36

dito, que segundo Celso Antônio Bandeira de Melo deve ser identificado pela disposição imediata a coletividade, a contrario sensu, enquanto o da atividade econômica se exige um beneficiamento prévio a disposição (crítica não é um parâmetro muito técnico).
Todo o patrimônio, via de regra é pertencente à Empresa Pública (divergência quanto à natureza jurídica dos bens afetos a atividade) por transferência ou alienação das Entidades políticas a que se vincula. Deverá responder pelos seus atos – prestadora de serviço público de forma objetiva, se prestadora de atividade econômica, podendo seus bens serem penhorados e até executados, exceto se tal constrição quebrar o princípio da continuidade do serviço público. 
Pela vinculação do Estado com suas Empresas Estatais não pode haver falência (divergência) da empresa estatal, porque somente uma lei pode determinar sua criação, dissolução ou extinção. Havendo insolvência ou erroneamente falência com dizem alguns, pois falência pressupõe obrigatoriamente liquidação dos bens da sociedade e pagamentos dos credores, com o valor auferido em execução destes. Cabe ao Estado se constatar possibilidade de insolvência da empresa, reverter os bens desta para o Poder Público e o Estado garantirá os créditos de origem contratual, até o limite do valor dos bens revertidos e integralmente pelos danos que a empresa tenha causado a terceiro – Responsabilidade Subsidiária (divergência).
Prerrogativas: 
Não possuem privilégios de qualquer espécie, salvo se prestadoras de serviço público, ou ainda se a lei autorizadora instituir ou outorgar privilégios as demais pessoas jurídicas de direito privado. O STF vem entendendo que a ausência de privilégios leva a uma impossibilidade de exigências estatais, como o controle das contas pelo Tribunal de Contas, exceto se empresa for genuinamente pública. 
Exemplo: Banco do Brasil o controle dá-se pelo Bacen, cabendo a ele o mesmo tratamento das pessoas jurídicas de direito privado.
Seus atos e contratos poderão ser firmados por meio do direto privado e público, e neste último são chamados de atos administrativos, nos quais poderão ser atacados por meio do Mandado de Segurança art.1ºda lei 1533/51; ação popular art.1ºda lei 4717/65; ou ação civil pública art.1ºda lei 7347/85. Além da supervisão Ministerial ou das secretarias estaduais (art.26 do D.L 200/67), permitindo-lhe a realização de auditorias periódicas. Além do controle interno e externo.
Sociedade de Economia Mista:
Traços comuns com as Empresas públicas:
Criação e extinção por lei;
Personalidade Jurídica de Direito Privado;
Sujeição estatal;
Derrogação parcial do regime de direto privado por normas de direito público;
Vinculação aos fins definidos na lei instituidora;
Desempenho de atividades de natureza econômica.
Traços distintivos:
A forma de organização – o art. 5º do DL 200/67 determina que a sociedade de economia mista seja estruturada, sob a forma de sociedade anônima e a empresa pública, sob qualquer das formas admitidas em direito; disso decorre que a primeira é sempre sociedade comercial e a segunda pode ser civil ou comercial- divergência;
E quanto à composição do capital - a sociedade de economia mista é constituída por capital público e privado e a empresa pública por capital público. Devendo ainda, o Estado participar da gestão da empresa ou sociedade de economia mista. 
Pergunta:
Uma empresa estatal pode ser constituída como S.A ? Sim. Desde que os sócios sejam públicos, podendo inclusive por consórcio (que pela Lei nº 11.107/05 pode ser formado por pessoas diferentes – União, Estados e Municípios).
Entidades Paraestatais:
A terminologia paraestatal é para o doutrinador Diogo de Figueiredo o gênero, não chegando a englobar o Estado, e sim as espécies diferenciadas de pessoas administrativas que o compõem, e desde que possua as seguintes características: possuir personalidade jurídica de direito privado, delegação legal e vise a execução de atividades impróprias do Estado. Diferente entendimento possui o doutrinador Marçal Justen Filho acompanhando a doutrina majoritária não vê nessa terminologia a melhor, só a utilizando para os serviços sociais (divergência).
	
Organizações Sociais:
 Essas organizações são formadas por associações civis sem fins lucrativos ou fundações, voltadas ao desempenho de atividades de interesse público - como educação e saúde. O Estado qualifica tais entidades, desde que apresentem os requisitos previstos no art. 2º da Lei 9637/98, visando diminuir sua atuação no terceiro setor em que não age com exclusividade, e com isso, melhora a prestação do Serviço de Interesse Público (arts. 199, §1º, 204, I, 205, 216, §1º e 227 da CR). Em regra se valem do contrato de gestão para prestar atividades de interesse público, mediante parceira. A lei 9637/98 restringe o objeto do contrato de gestão não o assemelhando a delegação, tendo em vista que essa visa lucro. Por isso é problemático afirmar qual a natureza jurídica do contrato de gestão cabendo ao administrador examinar o caso concreto, e então determiná-lo. Caso, a associação ou fundação pública não alcance as metas determinadas pelo Estado serão a desclassificadas a qualquer momento, desde que, por exemplo, não cumpra o contrato de gestão. Neste caso, ocorrerá reversão dos bens ao Estado e responsabilidade solidária dos dirigentes pelos danos e prejuízos causados.
Todas as demais relações, atos e contratos são de natureza privada, independe de licitação (divergência), exceto se houver transferência de dinheiro público. Seu pessoal será regido pela CLT, com admissão feita por um processo celetivo e sua demissão deve ser motivada.
Os recursos financeiros destinados pelos Estados-membros, Distrito Federal e Municípios para custear os chamados serviços sociais autônomos estão sujeitos ao controle da Corte de Contas –art. 70 da CR. 
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público:
 Foram instituídas pela Lei federal 9790 /99, que dispõe sobre a qualificação de pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (advém de uma Ong) que institui e disciplina o Termo de Parceria. Essas pessoas não são novas, mas sim sua atribuição que deve ser requerida ao Ministério da Justiça, com as finalidades arroladas no artigo 3º da lei supramencionada. Exemplo: promoção da assistência social; promoção da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; promoção do voluntariado; promoção da defesa, preservação e conservação do meio ambiente e promoção do desenvolvimento sustentável; promoção do desenvolvimento econômico e social e combate à pobreza. Diz-se que o comportamento do Ministério da Justiça é vinculado, pois só após o atendimento de todos os requisitos legais é que poderá deferir o status de Organização. Uma vez qualificada como Organização, sua beneficiária está em condições de celebrar o acordo de cooperação com o Poder Público (termo de parceria), que assim reconheceu, para o fomento e a execução de uma ou mais das atividades de interesse público arroladas no artigo 3º, da Lei 9790/99. Poderá perder essa qualificação a pedido ou mediante decisão proferida em processo administrativo, no qual será assegurada ampla defesa.
Diferença das Organizações Sociais e Organizações da Sociedade Civil de interesse Público:
As Organizações da Sociedade Civis só podem ser criadas de uma ONG, não passam pelo processo de “publicização ou publitização - espécie de privatização”, celebra termo de parceria e a qualificação dá-se por ato vinculado do Ministério ao qual está vinculado, enquanto as organizações sociais poderão ser criadas de uma ONG, uma autarquia ou fundação, passam pelo programa de publicização, vinculam o poder público, mediante contrato de gestão e sua qualificação ou credenciamento ocorre por ato discricionário, ou seja, desde que haja oportunidade e conveniência.
Vantagens da qualificação:
Poderão receber dotação orçamentária , utilizar bens públicos, mediante controle feito pelo Tribunal de contas e pelo